2016, o ano que não termina

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

Que ano estamos vivendo no futebol brasileiro! Poucas vezes vimos tantas reviravoltas em um ano só. Houve tempo de vencer, perder, chorar, renascer. Vimos nossa Seleção (para essa, sim, o ano já acabou) sair da “pior crise técnica de sua história”, com a “pior geração de todos os tempos”, para adentrar em uma aura de favoritismo e empolgação que há muito tempo não se via. Mas devagar com o andor, que nosso santo Adenor também é de barro, ainda que não pareça.

Mas voltando ao futebol nosso de cada dia, duvido que algum corintiano reclamaria se o ano terminasse hoje. Do fim de 2015 mágico, com direito a espetáculo, 2016 termina de forma melancólica como há muito não se via. E cá entre nós, nem a vaga no G-6 (que ninguém parece querer) será a salvação da lavoura corintiana, que já teve quatro comandantes, mas futebol mesmo, pouco, muito pouco.

Para os lados do Morumbi a conversa não é muito diferente. O tricolor viveu a ilusão de que poderia voltar a conquistar a América outra vez. Contudo, a obsessão de estimação dos são-paulinos cobrou seu preço, e se conseguiu escapar do fantasma do rebaixamento, não há nada a almejar a não ser um Ano-Novo diferente, com mais Cuevas e menos Wesleys no elenco do “Time da Fé”. Haja fé, porque camisa, torcida e Morumbi lotado não faltaram quando o time precisou de força.

Descendo a serra, encontramos um alvinegro praiano que poderia ter tido um ano dos sonhos, não fosse a eliminação inexplicável para o Inter na copa do Brasil, não fossem as derrotas imperdoáveis para Figueirense (em casa!) e América-MG. O título brasileiro é hoje mais retórica do que uma possibilidade. E sejamos sensatos: há muito o que se comemorar no Santos, que montado, desmontado, remontado a toda hora, ainda tem cara de time de futebol, coisa que elencos bem mais numerosos e qualificados (né, Galo?) ainda não conseguiram neste ano.

Ano que não acaba. Mas que para o palmeirense poderia durar para sempre, desde que o título brasileiro chegue de uma vez. Da eliminação precoce e quase vexatória na Libertadores para a redenção nos pontos corridos, àqueles que rebaixaram o “Campeão do Século” em 2012. Àqueles que quase rebaixaram de novo em 2014 e que assistiram a goleadas, vexames, choro. Que agonia é ser palmeirense, cantar e vibrar, sorrir e chorar com a mesma intensidade e frequência. Acaba 2016, acaba que a massa verde quer soltar o grito de campeão. Acaba, que o coração não aguenta. Acaba, mas depois dure para sempre, como esse amor em verde e branco.

3 comentários em: “2016, o ano que não termina

  1. Realmente, Matheus Aquino, ano cheio de reviravoltas! Dos citados no texto, só o Santos que ficou mais ou menos na mesma…

    E se ampliar para fora de São Paulo, está sendo de fortes reviravoltas para o Inter, Grêmio Vasco, Flamengo e Botafogo, ao menos! 😉

    1. É verdade! Outro dia mesmo estava o São Paulo falando novamente em Libertadores, depois de golear o Corinthians, sendo que só ontem se livrou matematicamente do rebaixamento. É uma montanha-russa, rs…

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