A coerência de Tite

Créditos da imagem: Sergio Moraes/Reuters

Para início de conversa, tenho várias discordâncias sobre as escolhas de Tite. Não sou do clube dos que acham que sua campanha magnífica o blinda de qualquer crítica ou contestação, pelo contrário, questiono toda e qualquer unanimidade burra (para ser rodriguiano, já que o assunto é seleção). Entretanto, uma crítica acho bastante injusta em relação a Tite: ele tem sim mantido um discurso coerente, utilizando critérios transparentes – por mais questionáveis que eles pareçam.

Comecemos pela ausência mais escandalosa, sim, o melhor goleiro do Brasil em atividade: Vanderlei. Tite deixou bem claro quais os componentes da sua escolha: momento, história em clubes e história na seleção. Alisson, apesar da sua idade é o mais experiente na Seleção dos convocados; Cássio tem a seu favor toda história vivida com o treinador no Corinthians bem como a boa fase. Ederson me parece quem sobra se o arqueiro santista entrar. Discordo dessa escolha (muito!), mas não vejo nenhuma incoerência aqui.

A prova de que o comandante canarinho não cometeu o mesmo pecado que seus antecessores, fechando o grupo antes da hora por “gratidão”, vem no meio-campo com a convocação de Arthur, excelente surpresa. Há também dois bastante questionáveis, Diego e Fred. O primeiro não vem jogando lá essas coisas, mas encaixa-se nos quesitos de experiência. O segundo confesso não ter ideia de como está. Mas aqui faço uma ressalva; antes de Tite chegar achávamos que nós estaríamos passando pelo calvário que hoje vivem nossos hermanos, e que tínhamos a pior geração da história. Não tínhamos, como o tempo tratou de provar, não temos a melhor agora. Nossas categorias de base seguem com problemas bem sérios na formação de meio-campistas. Mas que Lucas Lima cabia, cabia.

Por fim, no ataque outra polêmica: Adenor ressuscitou o Tardelli! Mais uma prova de que permanece fiel a suas convicções. Tite queria um curinga e vinha investindo pesado em Diego Souza, cuja carreira degringolou desde o imbróglio envolvendo o Palmeiras. Contudo, Tardelli se encaixa nas mesmas características: experiente e versátil.

Em que pesem todas as discordâncias, não se pode inventar a roda, mas não se pode também fechar nenhuma porta. Tite pode até errar, mas segue fiel àquilo que acredita, o que para o nosso futebol (quiçá nosso país) já é uma grande coisa. Para o Vanderlei,  coitado, parece que o maior milagre será sua convocação…

5 comentários em: “A coerência de Tite

  1. Vai me desculpar, mas não consigo ver coerência nenhuma em ficar chamando Rodrigo Caio e deixar Vanderlei e Jô de fora!!!!!!! É o melhor técnico do Brasil, mas erra também!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  2. Aqui vai meu pensamento para pensar.qualquer torcedor que gosta de um bom futebol sabe que hoje quem da as carta sao empresario de jogador. E os cartolas sao os que mais sai ganhando essa e que e a verdade. Quando e noticiado que vai sair uma convocacao meses antes A nike Coca cola itau santanas e outras empresa ja manipularao a escalacao cada um escolhe os seus jogadores. essa e a verdade sai ano entra ano e a mesma coisa. o Brasil no geral e o porto seguro de grupos estrangero que se enriquece da noite para o dia.vivemos em um regime capitalista que so os grandes sai ganhando e a maioria da populacao fica com as migalhas essa e a triste verdade.

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