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A coisa mais importante dentre as coisas menos importantes

neymar e messi

Créditos da imagem: planetaurbe.com

Desde o nascimento, nós, brasileiros, aprendemos a gostar dele.

Ahh, o futebol…

Incentivados pelos pais, tios ou amigos mais próximos da família, somos influenciados de todas as maneiras a criar uma paixão por um determinado time.

Existem os mais comedidos, que ainda respeitam a vontade de um pai ou avô apaixonado e evitam qualquer tipo de brincadeira que possa gerar eventuais transtornos, mas, também, existem aqueles “tios” mais inconvenientes que ainda tentam roubar a cena com um presentinho desagradável, normalmente a camisa do time rival, quase uma afronta ao genitor.

Uma coisa é certa, quando ainda mal nos conhecemos por gente, já sabemos que existe algo muito importante por trás daquela “bola de futebol”. É algo quase intuitivo, que  parece estar no sangue, impregnado em nossas almas.

O esporte mais popular de todo o planeta, o mais praticado em todo o mundo, é, aqui no Brasil, uma genuína paixão. Um esporte coletivo que proporciona grande sociabilidade, que consegue misturar em um mesmo grupo e mesmo espaço, pessoas de diferentes classes políticas, religiosas e sociais. Possui, portanto, uma formidável capacidade de unir as pessoas! Quantas horas gastas em frente à televisão e idas aos estádios pais e filhos não têm em comum em suas lembranças? Trata-se de um forte elo entre diferentes gerações de uma família que certamente muitos dos leitores se identificarão.

Como explicar a sensação de um estádio lotado, cantando, gritando, pulando? Ou a sensação de um gol comemorado com um abraço em um desconhecido? E aquela vitória contundente, aquela goleada em um clássico? Ou, ainda, saborear a derrota inesperada que o time arquirrival acaba de sofrer? É, parece que o fanatismo saudável é sim muito gostoso. Nas ruas, grupos de amigos, redes sociais, discussões familiares, todos entendem tudo de futebol: técnica, tática, esquemas, todos sabemos demais e temos as argumentações mais convincentes e que defendemos com unhas e dentes. Se for preciso, esgotaremos nossa paciência, iremos até o limite nas discussões. Na derrota, a culpa é sempre do juiz, ou o jogo não valia nada, ou determinado campeonato não tinha importância etc; já na vitória, somos os tais, e que “corram todos atrás”.

Como disse certa vez o técnico vice-campeão mundial pela seleção italiana na Copa de 94, Arrigo Sacchi, “il calcio è la cosa più importante delle cose non importanti“.

Traduzindo, o futebol é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes.

“Oito horas de sono” pra decisão do Galo na Liberta
Um Santos com brio

Escrito por:

- possui 38 artigos no No Ângulo.

Administrador de empresas em São Paulo, é também jogador nas horas vagas. Amante da redonda, acredita no poder do futebol em agregar as pessoas, aproximar os amigos e unir a família. Com ele, a resenha está garantida.

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Um comentário para “A coisa mais importante dentre as coisas menos importantes”

  1. Jefferson disse:

    Que delícia de coluna. Um verdadeiro deleite aos amantes do futebol.


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Gabriel RosteyGabriel Rostey

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

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Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

Fernando GaviniFernando Gavini

Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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