A conta está chegando: Vasco começa a definir sua própria ruína pelas más administrações

Créditos da imagem: Paulo Fernandes/ Vasco.com.br

Enquanto todos esperávamos o grande jogo entre Brasil e Argentina, a Série B do Campeonato Brasileiro protagonizou uma rodada verdadeiramente arrepiante, com gol aos 49 que definiu novo vice-líder, além de ter definido o primeiro time a garantir a vaga na série A de 2017.

Maior time na disputa deste ano, o Vasco não é nem um, nem outro nas situações citadas acima (são, respectivamente, Bahia e Atlético Goianiense). O time da Cruz de Malta caiu para terceira colocação e agora está a apenas dois pontos – isto mesmo, dois pontos – do primeiro time fora da zona de acesso à elite, o Náutico. Na terça-feira o clube apenas empatou em casa com o Luverdense, time já desinteressado no campeonato que tão somente cumpre tabela e já se prepara para o Campeonato Mato-Grossense do ano que vem. Pra piorar, os próximos dois jogos do clube carioca são fora de casa, onde o time está tendo sérias dificuldades para conseguir sequer um empate – perdeu as duas últimas, contra Paysandu e Brasil de Pelotas.

Mas nada disso seria interessante se não fossemos falar do que leva o Vasco a situação tão deplorável como esta. Campeão da Libertadores e duas vezes vice-campeão mundial, o clube de São Januário está pagando caro pelas administrações explosivas e charlatãs de seus dois últimos presidentes. É o fim da picada que um time de torcida tão grande e apaixonada ainda seja refém de maus administradores – a mão coça para dizer corruptores – que garantiram ao time três rebaixamentos em apenas oito anos.

Eurico Miranda se aproveitou da má situação do clube para reassumir a presidência, com discursos que pareciam daqueles nacionalistas em época pós-guerra, em cima de terra devastada. Acendeu seu charuto, prometeu retomar ao jeito ou à força a dignidade vascaína, fez-se calar seus opositores e, numa clara atitude ditatorial, apertou as rédeas da situação e fez novamente do Vasco o quintal de sua casa.

É lamentável. E mais lamentável ainda é pensar que assim que seu mandato acabar, Miranda voltará para sua casa, sem pagar minimamente por sua má administração, como se o problema já não fosse mais dele, mas sim do próximo a assumir esta bucha.

Não apenas o Vasco, mas o futebol do Brasil todo precisa urgentemente de uma reforma gerencial em sua administração (escreverei mais profundamente sobre isso numa próxima oportunidade).

Agora, imagina se o Vasco não sobe? Não voltar dá Serie B com o título, para um time grande, já é deplorável (e isso o Vasco já não conseguiu em 2013). Mas seguir por mais um ano na Segunda Divisão será o fim da altivez vascaína frente a seus rivais e, principalmente, o fim do que resta do respeito – que na verdade nunca voltou – pelo clube.

E tudo isso mesmo sendo o atual bicampeão carioca. É mole?

O Vasco tem três jogos para se livrar deste calvário. Enquanto isso, o que sabemos é que, a continuar dessa maneira, o Time da Colina passará a ser, deploravelmente, o Time da Ruína.

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