A diferença entre clubes europeus e sul-americanos

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

O Barcelona, considerado um dos melhores times do mundo, tem como destaque o trio de ataque formado pelo argentino Messi, o uruguaio Suárez e o brasileiro Neymar, respaldado lá atrás por Mascherano, também argentino. No Real, o alagoano Pepe, o carioca Marcelo e o paulistano Casemiro são peças fundamentais. E, para finalizar, no Bayern os brasileiros Rafinha e Douglas Costa formam com o chileno Arturo Vidal um importante trio de protagonistas.

Fiquei apenas nos três melhores times da atualidade. Não relacionei os brasileiros, e demais sul-americanos, que estão na Inglaterra, Itália, França, Rússia, Ucrânia, China etc.

Esse quadro mostra a nossa triste sina de formar parte dos melhores jogadores do planeta, mas ter clubes relegados a uma espécie de segunda divisão mundial. Formam-se aqui alguns dos maiores craques do mundo, mas nossas equipes pouco podem usufruir disso. Como os pequenos times brasileiros que estão fora dos grandes centros do país, revelamos, às vezes surpreendemos os poderosos, mas sempre acabamos dando a eles nossos dedos e anéis.

O reflexo está no nível de disputa de nossos torneios. O Brasileiro de 2015 teve um nível de disputa mais elevado que o de 2016. Mas os gafanhotos chineses e outros estrangeiros acabaram com a festa. O Palmeiras ganhou o título nacional com seu principal craque, Gabriel Jesus, já negociado com o Manchester City. Outros, em menor número desta vez, também seguiram para o exterior. A Libertadores mostra ano após ano uma queda evidente de qualidade.

Assim, começamos o ano com poucas expectativas. O Palmeiras manteve uma boa base, sem grandes craques, mas bem entrosada –em que pese a troca de técnico, com a chegada do ainda a ser testado Eduardo Batista. O São Paulo tem como destaque maior Rogério Ceni, agora na condição de técnico. O Corinthians, do meio interino Fábio Carille, tem como esperança o meia Rodriguinho, que há um ano e meio era um reserva sem grande destaque. O Santos manteve a base, trazendo modestos reforços, mas ainda é um adversário de peso.

No resto do país, tirando Flamengo, Atlético Mineiro e Grêmio, que continuam fortes, a situação está na mesma, ou pior.

Diante disso, é difícil fazer a meninada, que vê jogos europeus em vários canais da TV, se entusiasmar com nossos times. E as coisas podem piorar se os dirigentes não forem criativos na criação de fontes de receita e na organização do calendário. Se nada mudar, com os europeus ricos e muito mais profissionais, seremos sempre a segunda divisão.

E a seleção se tornará nossa única fonte de futebol realmente brasileiro, e sul-americano. Isso se não nos depararmos com Felipões e Dungas na trajetória. Aí, nem os poucos craques poderão resolver.

10 comentários em: “A diferença entre clubes europeus e sul-americanos

  1. É uma pena isso, mudou demais em pouco tempo! Eu lembro PERFEITAMENTE que em 1996 a gente ainda tinha a autoestima bem elevada! Achava que o Super Palmeiras era o melhor time do mundo, que o Giovanni (do Santos, na época o craque do Brasil) ia arrebentar no Barcelona, o Romário jogava aqui…

    Hoje eu não sei nem se a gente é SEGUNDA divisão, basta ver o estrado que a China está fazendo por aqui. Posso estar exagerando, mas a coisa tá bem feia mesmo…

  2. Somos segunda divisão em gestão organização e conhecimento técnico que esta mudando . Somos o maior exportador de jogadores do mundo , em cada canto deste país há jogadores promissores . O que temos para hoje são dirigentes preocupados em ganhar o seu com negociatas e falcatruas . Material humano como no Brasil não existe em nenhum lugar do mundo . Mesmo com todo poder econômico com a tecnologia que os atletas europeus usam para aprender jogadas novas a maioria criadas por atletas brasileiros ou Sul Americanos , ainda em material humano somos os melhores em qualidade e quantidade .

    1. Realmente! O que eu quis dizer é que, em termos mercadológicos, acho que estamos longe da segunda divisão. Tanto que não perdemos só para “a primeira divisão europeia”, mas também para Leste Europeu, “Mundo Árabe”, China…

  3. Se eles continuarem a contratar todos jogadores que aparecerem aqui, daqui a uns anos não terá mais para ser comprado, enquanto aqui os idiotas dos dirigentes burros pensarem só em dinheiro nossos clubes vão a falência logo logo, são burros porque se contentam com mixaria e não sabem a fortuna que eles poderiam levar se fossem mais expertos, se quisessem realmente ganhar dinheiro eles brigariam para mudar a lei pelé e obrigar os clubes lá fora a pagar realmente o que esta em contrato, agora esta lei obriga os clubes a liberar o jogador formado em suas fileiras de graça ao término do contrato e os expertos não fazem nada para mudar ela

    1. O que mais me preocupa é que com o tempo isso vai virando uma cultura: hj querem sair pra Europa mesmo que não ganhem mais, só pelo “status”

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