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A Dunga o que é de Dunga

dunga

Créditos da imagem: www.conmebol.com

A contundente vitória por 3 x 1 no jogo realizado no “Stade de France”, contra os fortes donos da casa, só reforça a ideia que tenho da relação Dunga-Seleção Brasileira: há uma forte química entre os dois, uma forte leitura e compreensão do que é representar o selecionado nacional por parte do treinador, talvez até pelo fato de, nos tempos de jogador, ter ido do inferno (derrota na Copa de 90) ao céu (capitão do tetra em 94) vestindo a amarelinha. E, a sua grande capacidade de transmitir esse sentimento e experiência aos atletas, somada a outros fatores (a sua liderança e disciplina, o estudo periódico que realiza das outras seleções, o fato do Brasil ter sim muitos atletas de ponta, atuando por Barcelona, Real Madrid, Chelsea, PSG e outros) fazem com que, sob o seu comando, a Seleção Brasileira pareça ser – senão a mais forte, a número um – certamente das mais difíceis de ser batida.

Nessa nova passagem, já são sete jogos e sete vitórias. Inclusive contra a atual vice-campeã mundial Argentina.

Da mesma forma, na anterior o retrospecto também foi excelente. O único senão destacável foi a derrota na Copa de 2010.

Aliás, cada vez mais me convenço que a derrota para a Holanda naquela oportunidade foi circunstancial (aquele time estava voando, atropelando todo mundo), muito em razão das falhas individuais de Júlio César e Felipe Mello (este último, aliás, que ainda é um grande volante. Pena ser tão indisciplinado) e da perda, por contusão, do então melhor jogador brasileiro na competição, Elano.

Na conta do Dunga, talvez, colocaria o fato dele não ter levado a dupla Neymar e Ganso, que estava encantando o Brasil naquele ano. Penso que os meninos poderiam ter ajudado a alterar aquele panorama da partida, após termos levado a virada do time de Sneijder e Robben. Certamente mais do que Júlio Baptista e Grafite, opções do banco na ocasião.

Quanto ao time atual, já consigo ver uma evolução tática (não jogar com o isolado e estático Fred na frente já é um ganho, além do Firmino (!) ter se mostrado uma grata surpresa), maior consistência defensiva (como Miranda fez falta na Copa! De se registrar também o Filipe Luís, que com bem menos “cartaz”, dá muito mais consistência ao setor que o superestimado Marcelo).

Em tempo, não sou dos admiradores da filosofia “vitória a qualquer preço” e estilo truculento e por vezes grosseiro de Dunga nos bastidores. Tampouco o teria contratado (entendo que era a vez e a hora do Tite, até para uma mudança do futebol brasileiro, e não apenas da Seleção, coisas infelizmente bem distintas hoje), mas, não posso, por uma predileção pessoal, ignorar as suas qualidades.

“A César o que é de César”. Ou melhor, “A Dunga o que é de Dunga”.

E segue o jogo.

Mais Kaká e Menos Ganso
Pra espantar os fantasmas, Palestra!

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- possui 228 artigos no No Ângulo.

Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

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Um comentário para “A Dunga o que é de Dunga”

  1. Gabriel Rostey Gabriel Rostey disse:

    Continuo sendo grande crítico da escolha de Dunga, mas concordo que o trabalho é bom!

    Mas também não vejo nada de excepcional. Na verdade, entendo que o Brasil vinha bem com o Felipão – tirando “o detalhe Copa do Mundo” – e se mantém bem agora com o Dunga. Mas não vejo nenhum grande avanço no futebol jogado em campo, como noto, por exemplo, no Corinthians de Tite. Acho que o Brasil sempre será forte e sempre tende a ganhar a maior parte dos seus jogos (só com o Mano não foi assim).

    E também concordo que a derrota contra a Holanda em 2010 foi circunstancial. Poderíamos perfeitamente ter ganho aquela Copa. Mas a expulsão do Felipe Mello já era bola cantada, assim como a falta de alternativas no banco porque o Dunga preferiu manter o grupo formado do que privilegiar os melhores jogadores no momento…


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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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