A febre do ouro

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Difícil não se empolgar com essa garotada olímpica. Nosso trio ofensivo deu gosto no primeiro tempo contra o Japão, um ataque leve, agudo e perigoso nas intensidades certas. Um meio-campo seguro e que sabia jogar, como na bola na trave do ótimo Thiago Maia. Faltou Neymar no segundo tempo? Sim, faltou ele entender a proposta coletiva, talvez. Faltou Gabriel Jesus no jogo? Nada que o entrosamento natural não resolva. O que não faltou foi alegria de ver novamente onze jogadores dentro de campo com identificação com as arquibancadas, com cara de Brasil.

Difícil não se empolgar diante do grupo fraquíssimo que se apresenta com Iraque, Dinamarca e África do Sul. O Brasil deve sobrar frente a adversários sem a mínima tradição no esporte, com ressalvas em relação à Dinamarca e só. O ouro no futebol masculino parece um dos mais certos pela qualidade do selecionado brasileiro e pela ausência dela nos demais adversários. Ainda assim, com toda empolgação, será que temos o bastante?

Difícil não lembrar 2012. O Brasil também sobrava coma a geração de Neymar, Ganso, Oscar, Lucas Moura, Philipe Coutinho… Era sim a nossa chance de acabar de uma vez por todas com a maldição olímpica no esporte que mais dominamos ao longo da história. Mas não bastou o talento; o mexicano Peralta aprontou na final e o sonho dourado teve que esperar uma vez mais. Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Romário e mais uma constelação de craques tem todos em comum o fracasso olímpico. Ouro olímpico, o título que Pelé não pôde conquistar porque o regulamento só permitia amadores.

Agora em casa, com tudo de bom que isso possa trazer, e com o fantasma do 7 x 1 assombrando a todos nós sonhadores, o Eldorado olímpico parece nunca ter estado tão perto… nem tão longe. Temos na chuteira desses garotos, bons meninos que sonham chegar ao status de deuses, subindo ao Olimpo que gênio brasileiro algum jamais subiu no futebol. A febre do ouro toma mais uma vez conta do futebol brasileiro. In Gabigol, Neymar and Jesus we trust.

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