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A importância da Copa do Brasil para Santos e Palmeiras

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Créditos da imagem: Montagem/No Ângulo

Santos e Palmeiras decidirão a Copa do Brasil de 2015.

Além da importância da conquista em si, o que mais o nacionalmente cobiçado troféu pode representar para cada um dos clubes envolvidos na disputa?

Para o Santos, sabidamente em grave crise financeira, além da premiação pelo título, seria a valorização de um elenco promissor, recheado de jovens oriundos da base (com destaque para Gustavo Henrique, Zeca, Thiago Maia, Geuvânio e Gabigol). Sem falar que confirmaria a vaga santista na Copa Libertadores de 2016 (que também pode ser obtida via Brasileirão, torneio no qual é o atual quarto colocado, mas com o São Paulo na cola), o que facilitaria sobremaneira o caminho do clube para conseguir um patrocínio master fixo depois de um longo período.

Aliás, o Santos, que ostenta uma das camisas mais famosas e consagradas da história do esporte (incluídas todas as modalidades), precisa entender a sua grandeza e parar de arranhar a sua imagem com os chamados “patrocínios de ocasião”. Embora não deva ser desprezada a necessidade de se estancar a sangria financeira atual, o clube deveria ser o primeiro a valorizar o seu produto e a sua marca.

Outro ponto que eventual classificação para a Libertadores poderia ajudar o Alvinegro seria na manutenção daquele que é hoje o principal jogador de futebol atuando no país, o cerebral e participativo Lucas Lima, provável titular da Seleção Brasileira já nos próximos duelos das Eliminatórias.

De qualquer forma, depois da debandada do início do ano, quando jogadores caros e renomados como Edu Dracena, Mena, Arouca, Thiago Ribeiro e Leandro Damião saíram do clube por questões financeiras, o Santos conquistou o Campeonato Paulista e tem jogado, ao lado do Corinthians de Tite, o melhor futebol do país. Ou seja, o saldo em 2015 já é positivo. Conquistar a Copa do Brasil seria o grand finale de um ano formidável.

Quanto ao Palmeiras, com quem, já antecipo, serei mais duro em minha análise, até por todo o investimento realizado em vinte e cinco (!) contratações de jogadores, além dos caros gerente de futebol Alexandre Mattos e treinador Marcelo Oliveira, seria a oportunidade de salvar um ano que até aqui tem sido um tanto decepcionante dentro de campo. Explico: em que pese o time estar em formação (em pleno mês de novembro!) e o fato de ainda assim conseguir fazer duas finais na temporada (foi vice-campeão estadual), a verdade é que o Palmeiras deveria apresentar um futebol melhor, já que o nível de apresentação atual é sofrível, baseado em ligações diretas, sem compactação e fluência de jogo. A classificação para a final da Copa do Brasil obtida contra o Fluminense foi enganosa e circunstancial. O elenco é heterogêneo e bastou Gabriel e Arouca se contundirem para que isso restasse evidente.

Falando do lado positivo, o torcedor do Alviverde resgatou em 2015 o orgulho pelo clube, vide a grande média de público no ano em seu espetacular novo estádio, o que tem gerado muita receita e aumento do número de sócios. Além disso, o palmeirense vê em Gabriel Jesus a possibilidade de ter um ídolo genuíno, feito em casa. Embora ainda instável, o menino é talentoso e pode se consolidar como um grande jogador.

A “onda positiva” que paira no clube ganhará um componente pra lá de importante caso o título seja conquistado. Eventual conquista serviria para “positivar” toda uma temporada e certamente facilitaria a continuidade do trabalho, visando voos ainda mais altos em um futuro próximo. Mas deixo o alerta: que não sirva para maquiar os muitos erros cometidos em 2015, principalmente do planejamento do elenco.

Pra finalizar: que o Palmeiras do mecenas Paulo Nobre (seu presidente) não vire refém desse tipo de gestão, pois, como bem sabe o Santos (já comandado na mesma linha pelo ex-presidente Marcelo Teixeira, o “pai” da candidatura do atual, Modesto Roma Júnior), trata-se de um caminho perigoso e que pode ser muito danoso se mal conduzido.

Quanto à finalíssima propriamente dita e aos duelos dentro de campo, as análises e opiniões serão realizadas oportunamente.

E segue o jogo.

Polícia 7 x 1 Torcida
O Fluminense que precisa existir sem Fred, em 2016

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- possui 244 artigos no No Ângulo.

Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.


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22 respostas para “A importância da Copa do Brasil para Santos e Palmeiras”

  1. Só assim, os dois patos pode ir á uma “libertadores”

  2. Leandro Silva disse:

    Não leiam palmeirense, só fala merda,futebol é dentro de campo não com opiniões como estas,quero ver a cara desta imprensa quando o palmeiras levantar a taça no Alianz!

  3. Leandro Aum disse:

    Paixão campeão da copa do Brasil porcada vai chorar

  4. Edson Moraes disse:

    Santos ja é campeão palmeiras não tem chance …..na final se caso o porco ganhar vai ser milagre !!!!

  5. Esse timinho do palmeiras pode esquecer a copa do brasil
    Timinho maior piada do futebol

  1. […] a grande final: A importância da Copa do Brasil para Santos e Palmeiras, por Fernando […]

  2. […] a grande final: A importância da Copa do Brasil para Santos e Palmeiras, por Fernando […]

  3. […] 3 – A importância da Copa do Brasil para Santos e Palmeiras […]

  4. […] no aumento do número de sócios-torcedores, um estádio de primeiro nível etc. Ele acaba por “positivar” toda a temporada do Alviverde e garante a participação do clube na Libertadores do ano que vem, […]


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