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A mediocridade ofensiva do futebol brasileiro

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Créditos da imagem: Gilvan de Souza / Flamengo

Desde  2013 o Campeonato Brasileiro não presencia um artilheiro com mais de 20 gols. Nas últimas três edições (2014, 2015 e 2016), somente uma vez o artilheiro chegou a exatos 20, e o felizardo foi Ricardo Oliveira em 2015.

Fred, Pottker, Diego Souza, foram os artilheiros do campeonato na edição de 2016, e todos fizeram os mesmos 14 gols, o que dá uma média de 0,37 gols por rodada. Ou seja, isso significa que o goleador da competição marcou praticamente um gol a cada três rodadas.

Não tenho dúvidas que a evolução defensiva do futebol brasileiro é notória, porém a ofensiva é preocupante, e não me refiro a jogadores de ataque, ou meio-campistas, mas sim a estratégias e táticas dos nossos treinadores. A maioria dos times brasileiros não sabe o que fazer com a bola, e prefere deixar o seu adversário com ela. E então o adversário começa a suar de preocupação, pois tampouco saberá o que fazer com a criança nos pés, até que algum abençoado fala “deixa comigo!”. Como esse abençoado nem sempre é uma dádiva, acaba cruzando 100 vezes no jogo atrás do seu centroavante, que pode ser um zagueiro pseudo-artilheiro e – por uma sorte muito grande – poderá achar um gol.

Se estou generalizando? É claro, há times que sabem tratar bem a bola, como é o caso do Grêmio em alguns jogos. Porém a grande maioria tem um jogador que não pode ver a bola saindo pela lateral que já sai “cruzando” com as mãos para a área do adversário, demonstrando claramente a falta de criatividade ofensiva.

Enquanto há raros técnicos que tentam fazer algo mais criativo – destaco Abel Braga e Renato Gaúcho -, há o Zé Ricardo, técnico do Flamengo, que adotou o Márcio Araújo, e para ele é impensável um time sem esse “grande” volante do futebol brasileiro. Eu me pergunto como o Real Madrid consegue ser campeão sem esse gênio em seu plantel…

Aliás, o Flamengo corrobora muito com meu texto: não falta organização para o time da Gávea; falta criatividade, o que parece bizarro para uma equipe que conta com grandes jogadores (e é por isso mesmo que me assusta o futebol que é jogado pelo rubro-negro). Pena eu tenho do Diego, que tem que armar o time desde a defesa, e quando não se tem o camisa 10, ou ele não está em um dia feliz, apela-se para os lançamentos diretos da defesa para o Guerrero, que com sua excepcional qualidade ajeita para alguém e o Fla acha um gol. Mas o Mengo só faz isso? É claro que não, também conta as bênçãos do cruzamento, que de vez em quando dão certo.

Assim como citei o Zé Ricardo, poderia citar o Cuca, que detém um investimento parecido com o do time carioca, porém geralmente também apela para a mediocridade tática mais conhecida como “Cucabol”. Aliás, não entenda “mediocridade” como usar uma estratégia defensiva; medíocre é quando se tem as condições para mandar no jogo, pegar a bola e falar “deixa comigo!”, mas em vez disso, prefere se desesperar loucamente.

Diego Alves é "sujeito homem"
Elenco estelar só é bom para quem vê futebol do sofá

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Gustavo Antonio de Oliveira, 16 anos, estudante do 2° ano do ensino médio, catarinense, e apaixonado pelo São Paulo F.C desde sempre.

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8 respostas para “A mediocridade ofensiva do futebol brasileiro”

  1. Rogerio disse:

    Faltou falar do Corinthians meu caro colega flamenguista. Segundo melhor ataque e disparada a melhor defesa do campeonato. Se você não tem o melhor elenco do campeonato você faz quem você tem jogar. De os créditos a quem merece. CARILLE vem se destacando. Pois o Corinthians pode não ser um time que goste de estar com a bola. Mas quando está com ela toca direitinho e mata adversário após adversário.

    • Gustavo Oliveira (Coluna do Leitor) Gustavo Oliveira disse:

      Corinthians, do Carille, tem o time mais sólido, defensivamente falando, do Brasil. Porém quando enfrenta adversários fechados, há uma certa dificuldade de se infiltrar na defesa do adversário. Mas essa dificuldade não anula o espetacular trabalho do técnico e jogadores nesse brasileirão.

  2. Rafael Rafael disse:

    Bom texto. Acho que o medo de perder está maior do que a vontade de ganhar. Outro ponto é o fato de não termos mais craques no meio campo como tínhamos na década de 90 por exemplo. Djalminha, Marcelinho, Alex, Raí, Ramón, Felipe, Ricardinho, Rivaldo. Me atrevo até a citar O SAUDOSO IRANILDO.

  3. É verdade, uma pobreza muito grande!!! Jogadas trabalhas são raridade, normalmente feitas pelo Grêmio e pelo Corinthians!!!!

  4. Jorge Freitas disse:

    Me pergunto se o futebol brasileiro não seria ilustração de seus técnicos. Desde Muricy (2006-2008) que isso tem acontecido.

  5. Ps: sei que ironia tá? Kkk

  6. Enfim, ótimo texto, apresenta bem a realidade tática do futebol

  7. Concordo com o José Gomes Leal: Corinthians e Grêmio fogem do padrão. Esses dois vão tocando e criando jogadas por meio de passes, muitas vezes já dentro da área, sempre com triangulações.

    Os demais, para mim, costumam criar jogadas mais em contra-ataques, bolas paradas, jogadas individuais ou falhas adversárias. Noto uma clara diferença.

    Mas pelo menos agora são dois times que jogam dessa maneira, e devem ajudar a elevar o nível das jogadas ofensivas por aqui.


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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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