A saída estratégica de Zé Ricardo coloca o Vasco ainda mais à deriva

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Após nove meses, o técnico Zé Ricardo saiu de fininho e deixou o comando do Vasco da Gama. O agora ex-treinador cruzmaltino havia assumido uma missão ingrata ano passado, após ter sido mandado embora do rival, e transformou o que parecia loucura em um sucesso inicial, com o classificação inesperada do Gigante da Colina para a Libertadores de 2018.

O choque de realidade, entretanto, chegou no último sábado, quando o time perdeu novamente em casa, desta vez o clássico para o Botafogo. Foram 50 jogos, 22 vitórias, 13 empates e 15 derrotas. O aproveitamento de 52,7% é, até certo ponto, aceitável se for considerado o elenco e a dificuldade financeira e política que enfrenta o Vasco – não de agora: neste século.

Neste meio tempo, uma proposta do Oriente Médio para ganhar o dobro do salário seduziu o jovem treinador, que acabou ficando. Desde então, a coisa só piorou em São Januário. E depois de suportar Euricos, Campellos e afins, para colocar em campo Erazos, Wellintons, Riascos e quetais, Zé cansou.

Não é informação, mas fica claro que Zé, depois desse tempo de turbilhão, se viu sem saída e simplesmente pensou em si mesmo, na sua carreira.

Sondado por outros clubes no começo do ano, o técnico é visto pelo mercado como um bom treinador, estudioso, com potencial para evoluir. Atlético Mineiro, Inter e Corinthians patinam com treinadores ainda mais jovens que Zé. O Santos também rateia com seu contemporâneo Jair Ventura. O Oriente Médio pode acenar de volta. Com a pausa para a Copa nos próximos dias, não é difícil imaginar que o técnico “caia para cima” e apareça num clube um pouco mais organizado e com jogadores um pouco melhores do que o atual Vasco da Gama.

A impressão fica ainda mais clara após a divulgação, pelo globoesporte.com, de que não haveria necessidade do treinador pagar a multa após o dia 1º de junho. O técnico saiu dia 2 de junho.

Alguns fatos recentes também podem ter minado a paciência e a esperança de Zé Ricardo, como a punição com afastamento de alguns jogadores e uma negociação cancelada em cima da hora.

À francesa, sem falar, Zé pediu o boné e passou o pepino para o presidente Alexandre Campello, tão perdido e confuso quanto o arranjo eleitoral que o colocou no cargo em fevereiro.

A atitude deixa uma mancha que os vascaínos, que em sua maioria gostavam do treinador, provavelmente não vão querer apagar. Por mais tranco que tenha aguentado, Zé abandonou o barco, e como comandante do time em campo, também tinha suas responsabilidades pelos resultados negativos e goleadas constrangedoras que sofreu até aqui. Se não era o maior culpado, também não dá pra dizer que era inocente.

Logo, sem nem comunicar e se aprofundar no tema, sem uma satisfação para os milhões de vascaínos, Zé deixa a nau vascaína ainda mais à deriva. E se parecia que, apesar das dificuldades, o ex-técnico teria condições de manter o Vasco pelo menos na Série A, hoje esse cenário é incerto.

2 comentários em: “A saída estratégica de Zé Ricardo coloca o Vasco ainda mais à deriva

  1. CAPAZ DE PINTAR NO SANTOS…

    É NOVO, GOSTA DE TRABALHAR COM JOVENS E NÃO É TÃO CARO…

    ALÉM DE SER MAIS OFENSIVO DO QUE O DECEPCIONANTE JAIR VENTURA…

  2. “Vai cair pra cima”, PERFEITO!!!! O Vasco virou uma roubada e ele vai é se dar bem em outro time qualquer!!!!!!!!!! Mais jogador e menos pressão!!!!!!!!!!!!

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