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A triste realidade do futebol carioca

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Créditos da imagem: Portal Terra

Um dos campeonatos regionais mais charmosos do Brasil está no fundo do poço, agonizando, e – parece – sem forças para reagir, pois aqueles que deveriam socorrê-lo são os primeiros a denegrir a própria competição. Refiro-me a certos dirigentes que não estão nem aí pro campeonato, só pensam em tirar proveitos e vantagens pessoais, deixando os torcedores, que também são parte do espetáculo, à mercê de suas decisões sem o mínimo de bom senso.

A falta de estádios não é o nosso único problema.  O grande mal que atinge o nosso futebol, num contexto geral, são os gestores despreparados, que colocam a paixão por seu clube acima da razão e do bem comum. A organização tem que partir de cima para baixo, pois o que acontece dentro das quatro linhas, que é o resultado final, demonstra o quanto o seu clube é bem ou mal administrado. Vasco e Botafogo, para citar dois exemplos na prática, resumem o meu comentário. Como em toda regra há exceções, o futebol não fica fora dela.

Dentro de campo, a crise técnica é mais do que alarmante, pois alguns jogadores não têm a mínima condição de ser um atleta profissional, mas ao contrário, fazem parte do elenco dos quatro grandes e, em algumas oportunidades, são até chamados de “craques”. Ou seria “crack”?

Os árbitros continuam cometendo erros e os torcedores cada vez mais se afastam dos estádios. Digo os torcedores de bem, pois falta coragem até para levar seus familiares em determinados jogos que são considerados de alto risco, principalmente os clássicos. Os baderneiros, que denomino de marginais, saem de casa com o único propósito de brigar e até matar, em nome de uma causa que esses malucos dizem ser o “futebol”.

O esporte que aprendi a gostar é o de estádios cheios, com as lindas bandeiras tremulando, os gritos de incentivo ao seu time, craques aos montes dentro de campo, ídolos que se respeitavam e jogos e decisões que tiravam o fôlego. Reconheço que nem tudo era perfeito, cometiam-se erros, mas era muito mais gostoso em todos os sentidos de curtir e torcer pelo seu time.

O futebol era tão mais bonito e saudável que reverenciávamos até o ídolo adversário, não importando a camisa que vestia. A rivalidade é sadia e importante pra qualquer esporte, pois sem ela tudo seria muito sem graça, mas falo da rivalidade dentro de campo, pois o que está ocorrendo fora dos gramados é algo inadmissível para um torcedor que se diz do “bem”.

A IMPUNIDADE assola a nossa sociedade e causa prejuízo a todos.

Se não vai pelo pé, que seja pela mão
A dura realidade da mulher no futebol brasileiro

Escrito por:

- possui 23 artigos no No Ângulo.

Natural de Miracema, terra do mestre José Maria de Aquino, Ademir Tadeu é um colecionador de coisas sobre futebol, além de se considerar um saudosista, um genuíno amante da bola.


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10 respostas para “A triste realidade do futebol carioca”

  1. Matheus Reis disse:

    Se o campeonato tá afundando e por conta de corrupção interna e não culpa dos clubes

    • Tadeu Miracema (Coluna do Leitor) Ademir Tadeu disse:

      Concordo com vc Matheus, que a corrupção também é parte importantes nesse sistema, por isso eu disse “tirar proveitos e vantagens pessoais.” O clube tem a sua parcela de culpa mantendo esses dirigentes usurpadores.

  2. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    Triste e verdadeiro.

  3. yussef damian disse:

    Boa Ademir, mais uma texto de ótimo nível e com um saudosismo saudável sem aquelas melancólicas narrativas. O protesto é válido, me parece bem direcionado ao foco do problema que partindo dele ou chegando nele ramifica para ou tem origem em outros campos, como por exemplo os empresários, como a TV mandatária dos campeonatos etc etc etc….

    • Tadeu Miracema (Coluna do Leitor) Ademir Tadeu disse:

      Vc pode falar com muita precisão, caro amigo Sefinho, pois foi um frequentador assíduo do velho Maracanã e viu desfilar por aquele gramado grandes craques do nosso futebol, e na maioria das vezes com a casa cheia.

  4. José Maria de Aquino Jose Maria Aquino disse:

    Disse tudo, Ademir, e com a precisão que conhecemos. Torço para que exista e apareça, mas infelizmente não vejo saída, solução. Cartolas já não se contentam em usar o futebol para promover seu escritório, candidatar-se a vereador, deputado. Agora, fora raríssimas exceções, é direto, na mão grande. E como jogador sabe e participa, cobrar o quê dele???

    • Tadeu Miracema (Coluna do Leitor) Ademir Tadeu disse:

      Está difícil, senhor José Aquino, de ter esperanças que a situação atual mude de patamar em pouco tempo. Como bem colocou, “fora raríssimas exceções”, parecem não ter forças para lutar contra esse sistema nefasto e que está aniquilando com a paixão do brasileiro. Um abraço e muito obrigado pelas palavras.

  5. Fabio Santos disse:

    Coisa boa deixasse o Sport na mão toma nu cu Eduardo batista

  6. Isac Leao disse:

    Triste do futebol brasileiro.
    Uma decadência


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Emerson FigueiredoEmerson Figueiredo

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano é especialista em política urbana. Com formação em gestão do esporte, também encara apaixonadamente o futebol como fenômeno cultural.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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