A troca de “Oliveiras” pode ser o ingrediente que faltava para o novo Palmeiras engrenar

Créditos da imagem: Montagem de Felipe Sultani

O torcedor palmeirense tem bons motivos para sorrir. A equipe ainda não engrenou de vez – mesmo na goleada contra o São Paulo, foi dominada nos primeiros vinte minutos de jogo -, mas parece ser questão de tempo para conseguir atingir uma melhor regularidade.

Depois de um início de ano animador com o técnico Oswaldo de Oliveira, quando foi vice-campeão paulista, o time não conseguiu encontrar o mesmo equilíbrio no Campeonato Brasileiro. Com apenas seis pontos conquistados em dezoito disputados, o Palmeiras não conseguiu apresentar um futebol envolvente e a falta de qualidade tática da equipe era nítida. O jeito pacato e conformado de Oswaldo à beira do campo já irritava diretoria e torcedores.

A troca de “Oliveiras” no clube é mais um passo importante dessa nova gestão de futebol do Palmeiras. Uma decisão acertada, diga-se. A demissão de Marcelo Oliveira do Cruzeiro – um grande erro da equipe mineira, ainda mais considerando o treinador contratado para substituí-lo, o ultrapassado Luxemburgo – abriu caminho para o alviverde, que agora tem em seu comando um dos melhores técnicos da atualidade no país, um sujeito com ideias arejadas, conhecimento do campeonato em disputa – é o atual bicampeão – e bom trato com jogadores e imprensa, algo importante para equilibrar e harmonizar o invariavelmente conturbado ambiente palestrino.

Na contundente goleada por 4×0 sobre o rival São Paulo (que tem se caracterizado por “sentir” o peso dos grandes jogos nos últimos anos), já foi possível constatar um time mais competitivo e bem distribuído nos espaços do campo, com destaque para o lateral Egídio, que, assim como o seu técnico, brilhou no Cruzeiro nas duas últimas temporadas.

A chegada do novo treinador já acarretou em maior empenho tático, jogadas ensaiadas nas bolas paradas, uma marcação muito forte e saída rápida ao ataque. Na reserva, o recado para os veteranos Cleiton Xavier e Zé Roberto está dado: a parte física será primordial na nova formação da equipe.

Vale lembrar ainda que bons jogadores como o concorrido zagueiro vindo do Coritiba, Leandro Almeida (velho conhecido do técnico, comandado por ele quando de sua ótima passagem pelo clube paranaense), e o atacante da seleção paraguaia Lucas Barrios (que já foi grande destaque do Colo-Colo e Borussia Dortmund) foram contratados, e poderão temperar ainda mais o já qualificado elenco.

O “esqueleto” está montado. E o Palmeiras parece ter escolhido o nome certo para transformar esse time em realidade, o que pode acontecer já neste embolado Campeonato Brasileiro.

14 comentários em: “A troca de “Oliveiras” pode ser o ingrediente que faltava para o novo Palmeiras engrenar

  1. O Palmeiras deu um tiro certeiro, o Marcelo Oliveira é bom dentro e fora de campo. Bom treinador + poderio financeiro atual + Allianz Parque = títulos (ainda que não seja nesse Brasileiro, o bom caminho está trilhado e ganhando “corpo”).

  2. O potencial do Palmeiras é imenso. E do Marcelo também.

    Apesar de bicampeão brasileiro, Marcelo vai precisar mostrar serviço, agora num centro maior e à curto prazo.

    Material humano tem. Apesar de não achar o Palmeiras essa máquina toda e muitas das contratações pouco agregarem, tem opções. E tem, como bem falado, um esqueleto e uma base bem montada.

    A pressão vai ser grande, mas dá pra chegar.

  3. A diferença entre os dois Oliveira e q o Osvaldo teve qse 6 meses com o time fechado e não conseguiu montar nenhum esquema tático. E o time não agredia outras equipes.
    Ja o palmeiras do Marcelo parece bem mais compacto. Defesa meio e ataque mto bem alinhados. Isso facilita as transações. #avante_palmeiras

  4. Ainda é cedo pra dizer. Osvaldo de Oliveira havia ganhado todos os clássicos e o time se encontrava numa situação complicada na tabela. Com Marcelo Oliveira, ganhamos apenas do São Paulo. Vamos dar tempo ao tempo e se o Palmeiras realizar uma boa sequência de jogos pontuando, aí sim podemos dizer algo.

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