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A “vitória de campeão” do Corinthians é a mostra do que dizemos querer

Rodrigo Gazzanel Agência Corinthians

Créditos da imagem: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians

Nós brasileiros somos engraçados. Vivemos reclamando que nosso futebol é atrasado taticamente, que nossas equipes são desorganizadas, não praticam um futebol coletivo, que nossos defensores não criam, nossos homens de frente não marcam e que há uma falta generalizada de versatilidade e intensidade em nossos gramados.

Enquanto isso, muita gente não engole este Corinthians. E não apenas porque o clube é o que mais desperta rejeição (incômodo?) nos torcedores rivais, nem pelas questões de arbitragem na qual toda a nossa “sociedade do futebol” parece viciada; mas também porque é exatamente o que, da boca pra fora, dizemos querer: um time baseado no trabalho bem feito e na técnica (e não no talento e habilidade característicos do futebol brasileiro).

Quase não se reconhece que a equipe brilhantemente formada por Tite ao longo da competição (não canso de dizer que metade dos jogadores de linha não eram titulares no começo do Brasileirão) fez 28 gols nas últimas 12 rodadas (média de 2,33 por jogo), comete pouquíssimas faltas, joga com a bola no chão, de pé em pé, sem brucutus (a exceção é Ralf, que vinha jogando em razão da contusão de Bruno Henrique), com muita polivalência e triângulações. Tampouco se exalta como constantemente a equipe nos brinda com gols em jogadas muitíssimo bem construídas desde trás, e que mais de metade dos gols corintianos no torneio não foram anotados por seus atacantes.

O que dizemos querer imitar do futebol europeu para que nossas equipes fiquem “modernas” é o que faz este Corinthians. Se os críticos se habituaram a assistir partidas dos excepcionais Barcelona, Bayern e Real Madrid, e tomam aquilo como “futebol moderno”, sem pensar que em vez de Messi e Neymar o alvinegro paulista conta com Malcom e Vágner Love (em má fase, ainda!) no ataque, é importante ver se o discurso se aplica à realidade. Querer que o Corinthians ou qualquer outro time se imponha sempre, mesmo como visitante, no super competitivo futebol brasileiro, é desconsiderar como são as coisas por aqui.

Se a campanha do Corinthians era quase irrepreensível, faltava aquela atuação que tirasse a desconfiança a respeito dos jogos grandes e clássicos e fosse emblemática. Depois de dominar completamente o forte e badalado Santos, não falta mais.

Jadson – que poderia estar enchendo os bolsos (ainda mais!) na China em vez de ser o melhor jogador do Brasileirão – é o vice-artilheiro do campeonato e quem mais deu assistências para finalizações (e sequer é comentado para a Seleção Brasileira) – teve uma exibição de gala. Dá gosto ver o trio formado por ele, Elias e Renato Augusto, todos técnicos, competitivos e “coletivos”, que se complementam muito bem. Formam um meio-campo de nível mundial. Tivesse uma dupla de ataque com mais poder de fogo, o alvinegro simplesmente mudaria de patamar.

Apesar dos elogios, creio que o campeonato ainda não está decidido. A diferença para o vice-líder Atlético não é tão grande para a dificuldade que o campeonato impõe, ainda mais porque o confronto direto será em Belo Horizonte. Mas acredito que mais  do que a pontuação, é o desempenho que torna os paulistas tão favoritos: é difícil imaginar o Corinthians sendo goleado como foram os mineiros na Vila Belmiro, e até na impactante goleada de 4 x 1 contra o Flamengo o Atlético correu riscos como o pênalti defendido por Victor (quando estava 0 x 0) e sofrer o gol de empate.

E por favor, que agora não comecemos a dizer que o Santos “não é tudo isso”. É sim. Se não fosse, não conseguiria fazer o que fez com o Galo, que também é “tudo isso”. Está na hora de pararmos de depreciar tudo (como o próprio Corinthians às vezes vinha sendo), e passarmos a exaltar o que merece ser exaltado. Como o futebol praticado pelo Timão no clássico.

Para estatístico, Corinthians e Santos são os favoritos no Brasileirão e na Copa do Brasil, respectivamente
Verdades que são grandes mentiras

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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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62 respostas para “A “vitória de campeão” do Corinthians é a mostra do que dizemos querer”

  1. #Corinthianscampeão2015

  2. Era campião da libertadores um tal guarani calou n conte vitorias antes vcs virão o q deu um tal guarani é fés o coríntias do Paraguai.kkk

  3. Leandro Silva disse:

    Daqui 5 rodada perde a ponta e vem com história de anti!kkkk

  4. A vitoria de um time ladrão…só ganha com ajuda do juiz…time fraquinho esse…nammm

  5. Rico Tristao disse:

    Meu amigo para com esse papo de juiz ajudou o timão e torce pró seu time melhorar ou para de torcer

  6. José Maria de Aquino Jose Aquino disse:

    Por isso sou contra uso de tecnologia para decidir sobre lances de um jogo. Perderia a graça do foi, não foi..rss

  7. Neto Furquim disse:

    Diogo Belezia Guilherme Oliveira Lucas Gomes

  8. Leandro Aum disse:

    Assalto a mão armada vcs só ganham da gente com ajuda do juiz e bandeira seus lixos

  9. Campeão??? Esse time do Corinthians em qualquer outro clube naobeh ngm… Pq sem o apito eles não são nada

  10. Dhemy Gómez disse:

    Disseram que o santos era o melhor time do brasil kkk

  11. Três coisas: i) o Corinthians jogou muito mais e mereceu vencer; ii) o Jadson é o melhor jogador do Campeonato Brasileiro e iii) derrota normal do Santos, que continua sendo o meu favorito ao G4.

  12. Tyago Paludan disse:

    Santos uma piada mesmo,confundi os campeonato e tava confiante tomo no nariz e bem tomando!!!

  13. Vitor Hugo disse:

    Sou Santista e o corinthians mereceu ganhar, jogou melhor que o Santos, mas o pênalti foi duvidoso, não o lance em que o Zeca da um balão no Vágner, mas antes. O bandeira estava tão perdido na jogada que nem sabia quem tinha feito o pênalti. Mas enfim boa vitória pra vocês , depois de perder 3 tem que ganhar uma né? Boa curintia-feira pra vocês, opa, segunda feira kkkkkkk

  14. Vitória do juizao operar o santos curinchas só empata e ganha no apito amigo lixo filho da globosta e CBF fdps

  15. O xororo..e liberado.vçs pode falar o que quiser. A gnt entende a inveja de vçs.

  16. Rico Tristao disse:

    E galera. Não tem. Jeito vcs qui não torce pró Corinthians vão ficar o resto da vida chorando por não fazer parte da nação bando di louco qui pena

  17. corinthians melhor do brasil…e os antis que se fodam,pois o xoro e livre.

  18. Nos ganhemos na rasa. Esse time do santos não vai nem chega perto do g 4 kkkkkkklkkkkkkl timinho ruim

  19. vai corinthains campeao brasileiro de 2015

  20. Vitor Araujo disse:

    Grupo de wpp de 100% futebol, Qnm quiser fala ae: 07196274514

  21. Eses merda,de antes corinthians ,num alenbra q o timão foi roubado diante do santos na vila,si não tivece marcado um gou enpedido,e roubado 2 penalti o santos tinha levado no cu..

  22. O santos,e tão mentirozo,q so ganha jogo em casa e guanto o juiz ajuda ainda,si meu time ta incomodando o seu,e pq ta jogando muito,então antis corinthians ,aprendi a torcer

  23. Aqueles 3 jogadores do curuntia que usam uniforme diferente, apito e bandeira são o destaque dessa bela campanha !!!

  24. Leandro Aum disse:

    Seus lixosssssssss


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Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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