Antes de escolher o novo técnico, São Paulo precisa definir o que quer da vida

Créditos da imagem: Tricolor Online

A necessidade mais urgente do São Paulo não é um novo técnico. Antes disso, o clube tem que decidir o que fará no futuro próximo. Sem projeto definido, não adianta tentar inventar saídas moderninhas, da moda, como trazer treinador estrangeiro, nem buscar algum medalhão nacional. Osorio, Bauza, Abel, Guardiola, ou qualquer outro nome que imaginemos, só darão resposta positiva se estiverem dentro de um proposta de trabalho (percebam que eu disse projeto, e não “pojeto”, e que também não fiz referência a “pofexores”).

A tarefa não é simples. Mas começa por uma escolha muito objetiva: 1) O clube vai ter dinheiro para investir em contratações de peso? Se a resposta for sim, então o perfil do técnico e o cronograma de trabalho e conquistas serão de um jeito; 2) Não tem dinheiro e vai apostar na base e nas revelações garimpadas no interior? Ok, então é outro perfil de técnico e com um cronograma de trabalho e conquistas totalmente diferente.

Um clube que, em pouco mais de um ano, teve Muricy, Milton Cruz, Osorio, Doriva, Milton Cruz e Bauza, já deveria ter descoberto qual rumo é o melhor a ser seguido. Não há dúvidas de que a crise política recente deixou o clima muito turbulento. Mas já é hora de colocar a cabeça no lugar e pensar no planejamento a curto, médio e longo prazo. Evidentemente, há alguma coisa errada em um time que gasta mais de 20 milhões em um zagueiro como Maicon, logicamente supervalorizado, e depois não segura nem Alan Kardec. Quem tem muitas prioridades, não tem nenhuma.

Além disso, investir por investir em treinadores estrangeiros não é a saída. Aguirre, o português Paulo Bento do Cruzeiro, Osorio e Bauza são provas disso. Esses treinadores vêm ao país sem conhecer a realidade de nosso futebol, e são jogados em disputas de grande porte sem tempo de aclimatação, às vezes até no meio da temporada. Claro que já terão uma desvantagem enorme diante da concorrência.

Às vezes, é preciso deixar de lembrar o passado de glórias, que vai se distanciando no tempo. O melhor seria pensar no que antecedeu esse passado de glórias. Que providências foram tomadas nas fases magras que levaram o clube às grandes conquistas de sua história?

A pressa nunca foi boa conselheira. Pintado pode ser um bom interino e dar tempo para a diretoria definir um projeto de trabalho dentro das circunstâncias do clube. E, depois dessa definição, contratar o nome mais indicado para capitanear o plano de trabalho estabelecido.

Contratações feitas de afogadilho sempre acabam em decepção.

3 comentários em: “Antes de escolher o novo técnico, São Paulo precisa definir o que quer da vida

  1. ISSO AÍ

    O SÃO PAULO TÁ FICANDO ATRÁS DOS SEUS RIVAIS PAULISTAS JÁ FAZ UM TEMPO

    SE NÃO ABRIREM LOGO O OLHO, SERÁ MAIS UM ANO PÍFIO PELA FRENTE

  2. Se eu tivesse a chance de falar direto com o presidente do são Paulo ele ia saber. Bando de bosta esses caras, nova diretoria tá uma merda. Não ganha nada é passado. Agora todo timeco tem mundial até os gambá e os porquinhos, o que nós vamos falar?

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