Apresentação e como Guardiola começa a reinventar taticamente o Bayern de contusões e aposta em Douglas Costa

Créditos da imagem: fifa.com

Sempre fui apaixonado por futebol. Cego por esta paixão, logo o lado tático do esporte me encantou. Tive várias colunas sobre o assunto em diversos outros sites e, com o decorrer do tempo, quis o destino que eu me deparasse com o projeto do No Ângulo, o qual é composto por pessoas capacitadas e que compartilham a mesma paixão.

Comecei como colunista convidado e, segundo consta, logo agradei, de maneira que fui convidado a ser colunista fixo e serei um dos responsáveis por abordar o lado tático do futebol.

Isto posto, analisemos a evolução do Bayern de Pep Guardiola, tido como o maior treinador do planeta.

A temporada 14-15 ficou marcada por um começo interessante do Bayern de Munique: Guardiola rebuscou o 3-3-1-3 de uma das maiores referências do futebol, o holandês Johan Cruyff, campeão de praticamente tudo no Barcelona, inclusive da Champions League 91-92, com o próprio “discípulo” em campo.

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3-3-1-3 do Bayern 14-15

Um conjunto mutável e variante. Estas eram as características do time alemão que deu certo enquanto esteve inteiro. No entanto, contusões acometeram dois dos principais jogadores da equipe – Ribery e Robben – e Pep teve que buscar alternativas com as peças que podia contar à época, mas, embora tenha conquistado o tricampeonato alemão, o sucesso na Champions não veio; humilhação contra o Barcelona.

Por conta disso, o pomposo treinador chegou a ser pressionado no final da temporada passada, mas seguiu no cargo. Inicia o segundo semestre de 2015 com a contratação pontual e, digamos, cirúrgica de Douglas Costa, para favorecer ainda mais o seu estilo de jogo.

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Douglas Costa inicia a temporada como titular

No segundo amistoso da pré-temporada, diante da Inter de Milão, um 3-1-4-2. Mesma proposta: superioridade numérica no meio campo, conjunto móvel e compacto, qualidade de passe no meio, além de obediência tática.

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Flagra do 3-1-4-2

A movimentação dos dois homens de frente há de ser destacada. Quando o time não consegue ter saída, Müller e/ou Lewandowski recuam para ajudar na transição e proporcionam espaços na defesa adversária para passes em profundidade.

Com Douglas Costa, a verticalidade e a opção de desafogo pelos flancos serão maiores. O brasileiro não deve ser um grande protagonista no decorrer da temporada (até pela presença de Robben e Ribery), mas pelo passado de contusões de todo o elenco, será importante na caminhada da equipe bávara.

Ainda é cedo para cravar exatamente como Guardiola quer que sua equipe se comporte nas competições em vista, mas as impressões iniciais são de um elenco mais forte (Vidal chega para substituir Schweinsteiger e manter o nível da posição) e que deve ser pressionado pela conquista da Champions League.

Esta definitivamente vai ser a temporada em que Guardiola terá que cravar o seu nome na história do clube alemão. A receita o espanhol tem: posse de bola, verticalidade, intensidade, superioridade numérica no campo ofensivo, além do toque de genialidade pessoal. O desafio será encaixar o time.

17 comentários em: “Apresentação e como Guardiola começa a reinventar taticamente o Bayern de contusões e aposta em Douglas Costa

  1. Até para ganharmos uma boa opção na Seleção Brasileira, vou torcer pelo sucesso de Douglas Costa. No entanto, imagino que ele vá ser bem coadjuvante da equipe e reserva por praticamente toda a temporada. Apesar dos valores envolvidos, imagino que a sua contratação tenha sido para compor o fortíssimo elenco do Bayern. Mas Douglas Costa ainda é jovem e somente agora terá a sua prova de fogo em uma equipe de primeira linha em nível mundial. Se tiver paciência, for humilde e profissional, poderá ter a sua vez. A chance de trabalhar com o mestre Guardiola é um privilégio que pode acrescentar muito à sua carreira. Aguardemos.

  2. Sou um leigo na parte tática, motivo pelo qual curto suas colunas, bastante esclarecedoras! Bem vindo, Adriano!

    No mais, gosto de ver a mudança de jogo do Guardiola. Do contra que sou, não curtia muito o tiki-taka, que tornava o futebol um xadrez chato e sem ousadia, apesar, claro, de praticamente infalível.

    A forma de jogar colocou o Barcelona de Guardiola e o próprio treinador na história do futebol, mas aos meus olhos, me agradou mais esse Barcelona do trio MSN e até esse mesmo Bayern de Pep: mais vertical, mais ousado, mais arisco e menos tático, sem parecer uma engrenagem.

    O Bayern sem Bastian e com Vidal e Douglas Costa parece perder um pouco suas características. Menos alemão logo agora que a Alemanha foi campeã mundial com justiça. Há uma transformação no clube alemão e também no treinador, o que tornará a próxima temporada bem interessante.

    Vamos ver!

  3. É curioso, Vidal é um meia muito diferente de Bastian. Acho que o chileno pode suprir bem a lacuna deixada pela lenda alemã. Mas ainda é muito cedo para afirmar isso. Guardiola sempre se reinventa taticamente, e um cara muito acima da média.

  4. OS 20 MAIORES CLUBES DO MUNDO OFICIAL FIFA
    1-Santos
    2-Real Madrid
    3-Arsenal
    4-Milan
    5-Liverpool
    6-Barcelona
    7-Manchester United
    8-Ajax
    9-Internazzionale
    10-Bayern de Munique
    11-Boca Juniors
    12-Juventus
    13-Borussia Dortmund
    14-Porto
    15-São Paulo
    16-River Plate
    17-Lyon
    18-Benfica
    19-Internacional
    20-Flamengo

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