Arbitragem à parte, a falta de tranquilidade pode ter custado ao Fluminense a vaga na final

Créditos da imagem: LANCE!NET

Um jogo de Copa do Brasil tem cerca de 99% de chances de ser resolvido em detalhes. Desde o discurso do treinador até a prática em campo.

E se Marcelo Oliveira chegava ao Maracanã com a proposta de aguentar uma pressão inicial do Fluminense e equilibrar gradativamente o jogo, Eduardo Baptista precisaria ir mais a fundo.

Após a derrota para o Cruzeiro, no último domingo, no Mineirão, o técnico tricolor precisaria recuperar conceitos para fazer novamente do Fluminense uma equipe competitiva, capaz de superar um adversário como o Palmeiras, e que, consequentemente, conseguisse brigar pelo título da Copa do Brasil. O jogo contra o São Paulo, após a ‘folga’ de dez dias do Brasileirão, deveria se tornar um espelho para a sua equipe se reorganizar.

Porque o Fluminense precisava se impor diante de um Palmeiras com dificuldades crônicas na saída de bola. E assim foi. O time tricolor adiantou as linhas para controlar o jogo a partir da posse de bola (63% e 144 passes certos) dentro do campo defensivo do adversário.

Boas trocas de passes, amplitude com os laterais, além de dinamismo no meio-campo com Cícero e Jean. O Fluminense chegou a ser perfeito em sua proposta na etapa inicial e quase não sentiu a inércia do estático Vinícius, centralizado na execução do 4-2-3-1. Entretanto, mesmo com todo o volume de jogo e domínio territorial, a falta de objetividade nos lances dificultavam as intenções do tricolor carioca, que ainda sofreu com dois lances de perigo em bolas lançadas em sua área.

A paciência se tornava necessária para colocar em prática o que foi treinado e os gols saírem naturalmente, como no rebote da cabeçada de Fred defendida por Fernando Prass e concluída por Marcos Júnior e a jogada ensaiada que resultou em gol marcado por Gum.

Panorama do primeiro tempo.

Panorama do primeiro tempo.

Na volta para a segunda etapa, Marcelo Oliveira percebeu a dificuldade para sair com a bola no chão a partir de sua defesa e de imediato deslocou Zé Roberto para o meio-campo; lançou Egídio na lateral esquerda e ganhou corpo ofensivo por aquele lado aproveitando a movimentação de Dudu e Allione e a fragilidade defensiva do improvisado Higor Leite, que entrara na lateral direita no lugar de Wellington Silva.

O Palmeiras aproveitou a queda anímica da equipe do Fluminense com a contusão de Fred e cresceu no jogo. Encontrou seu gol após pênalti – erradamente marcado, na opinião deste que vos escreve – a seu favor. Zé Roberto diminuiu o placar e recolocou o Palmeiras na disputa pela vaga na final.

Palmeiras variou para o 4-1-4-1 e ganhou corpo em cima do Fluminense.

Palmeiras variou para o 4-1-4-1 e ganhou corpo em cima do Fluminense.

Faltou calma ao Fluminense para definir o jogo em seus domínios. O tricolor caiu no ritmo alucinante que o Palmeiras quis impor e deixou de lado a estratégia correta: fazer o jogo e procurar marcar mais um gol. Teve chances para tanto.

Como no contra-ataque em que Magno Alves, quando o Flu já tinha sofrido o gol, optou por passar a bola para Marcos Júnior, em posição irregular, concluir para o gol. De toda forma, a disputa segue aberta para a próxima semana, no Allianz Parque.

O que importa enfatizar é que a missão de Eduardo Baptista se volta totalmente para o trabalho psicológico dos atletas para que não sintam a possível ausência de Fred na próxima quarta-feira. O nível de concentração das duas equipes definirá o confronto e a equipe que enfrentará Santos ou São Paulo na grande decisão.

*Estatísticas: Footstats. 

 

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