Até quando iremos nos surpreender com Fernando Diniz?

Créditos da imagem: Renato Silvestre/Zopress

Já escrevi alguns textos neste espaço pedindo que algum grande clube brasileiro investisse em Fernando Diniz. Se há alguns anos ele já surgiu como um treinador diferente, até mesmo excêntrico pela insistência absurda pela posse de bola (que naquela época não obtinha bons resultados), foi ganhando experiência ao longo do tempo e, depois da campanha do Audax no vice-campeonato paulista de 2016, deveria ser objeto de desejo disputado a tapas pelos clubes.

É verdade que após o impressionante trabalho no estadual passado veio um quase rebaixamento (safou-se na última rodada com uma brilhante vitória fora de casa contra o Náutico – que teria subido se vencesse) pelo Oeste de Itápolis no Brasileirão da Série B. Mas e daí? Por acaso equipes modestas do interior chegam como favoritas à dura segunda divisão do futebol brasileiro?

O que mais me espanta é que a postura dos clubes brasileiros mudou do ano passado para cá. Eu poderia entender não apostarem em Fernando Diniz quando preferiam sempre um caminho mais seguro, apostando em medalhões como Tite, Cuca, Muricy, Mano, Abel e até Felipão e Luxemburgo. Mas, felizmente, depois da lição do 7 a 1, esse conservadorismo acabou.

Prova disso é que dois dos representantes brasileiros na Libertadores têm no comando jovens que foram efetivados pela primeira vez na carreira: Zé Ricardo no Flamengo e Jair Ventura no Botafogo. O popular Corinthians adotou medida semelhante com Fábio Carille. O São Paulo joga todas suas fichas no estreante ídolo Rogério Ceni. No ano passado o Cruzeiro apostou em Deivid e no português Paulo Bento. O Inter tenta se reconstruir com Antônio Carlos.

Até mesmo o “poderoso e milionário” campeão brasileiro, o Palmeiras, investe em Eduardo Baptista, treinador sem grande histórico e com apenas uma breve passagem pelo Fluminense no currículo entre os grandes. O Galo, outro clube que nos últimos anos adotou um perfil mais “galáctico” (ou “galáxico”, segundo Alberto Dualib) também aposta no inexperiente e promissor Roger Machado.

Diante de tudo isso, o que ainda torna Fernando Diniz um tabu?

Para mim está mais do que claro que é o treinador brasileiro mais promissor. O fato de conseguir implantar sua “filosofia de jogo” (odeio esses chavões) em todas equipes que comanda só comprova sua competência. Depois de ver seu Audax se impor em Itaquera contra o Corinthians do excepcional Tite, vivo ansioso para saber o que ele seria capaz de fazer contando com todo o poder de um grande clube.

Enfim, fosse eu um dirigente de qualquer clube brasileiro, não teria a menor dúvida: faria o possível para contar com Fernando Diniz. Qualquer escolha é uma aposta, e a nele me parece a mais garantida de todas.

21 comentários em: “Até quando iremos nos surpreender com Fernando Diniz?

    1. Mas Hallison Matheus Souza, concorda que isso vale meio que para qualquer técnico? Se o Carille, o Ceni ou até o Zé Ricardo perderam três jogos seguidos, já vão balançar.

      Assim como o bicampeão brasileiro Marcelo Oliveira não resistiu no Galo, o Muricy não aguentou no Grêmio, Levir caiu no Fluminense etc.

  1. O problema é q ele exagera nas cobranças,ele ofende,mas como o audax é um time pequeno,os jogadores aguentam a humilhação quietos,ele veio trabalhar no Paraná clube,e não deu certo,ele até q arma bem o time,mas os jogadores não o suportam,como eu disse,em time bem pequenos,os jogadores escultam e ficam quietos,quero ver ele em time grande com medalhões,na primeira semana ja derrubam ele kkkkk

  2. Concordo totalmente contigo Gabriel Rostey. Só abro um porém: acho que alguns times chegaram a procura-lo, mas ele se negou a sair. Talvez ele mesmo ache que não seja a hora de assumir um time grande.
    Quando assumir, no entanto, tem tudo pra fazer sucesso.

  3. Eu acho esse cara muito fraco. Ano passado com o oeste ele precisou dá última rodada pra escapar dá série C do brasileirão. Eu acho q ele não têm competência para comandar um time grande do futebol brasileiro

  4. Bela tese, perfeita. E, como tese, abre espaços para “n” observações, que não colocarei aqui.São todas as colocadas acima e mais algumas. Prefiro dizer que um clube “rico” deveria contratá-lo, estabelecendo entre as partes várias propostas e exigências. Dando a ele tempo para trabalhar, condições e os jogadores que pedisse. Seria uma espécie de ou tudo ou nada…

  5. O único problema é que ele tem palavra e como deu sua palavra aos donos do Audax que continuaria no clube implantando o projeto que eles traçaram ele simplesmente não aceita conversar com outros clubes, vai me dizer que você não sabia disso? Ou esta estranhando que ainda exista pessoas que honram a palavra e não vivam em função do dinheiro?

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