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Atrás da fumaça do charuto de Eurico, o campeonato à parte

euricocharuto

Créditos da imagem: Rubens Lemos

Quinta derrota consecutiva, oito jogos sem ganhar, único time que ainda não venceu no torneio, lanterna da competição, o arquirrival na próxima rodada e com o treinador pedindo o boné. Seria uma segunda das mais turbulentas para o Vasco e o assunto giraria em torno da crise agravada na Colina.

Seria. Se não fosse o charuto de Eurico Miranda, sempre pronto para fazer fumaça quando precisar. E foi assim que a semana se iniciou em São Januário: com a cortina esfumaçada que sai não só do seu inseparável cubano, mas também das palavras do presidente vascaíno, que resolveu falar de contratações.

Dentre elas, Léo Moura, a que mais chamou atenção: após sair como ídolo do Flamengo, poucos meses depois vestiria a camisa do arquirrival. Estranhamente, Eurico não deu explicações sobre como fechou o negócio.  Tão suspeito quanto a ausência de declarações do próprio jogador, seu empresário e seu time. Mais tarde, saberia-se que nem foi Eurico que tratou da negociação, coisa rara nesse tipo de caso. Entretanto, como não acreditar na palavra do presidente?

Eurico disse sim, mas Léo Moura disse não. O jogador explicou que não havia nada acertado. Para o Vasco, o acerto foi verbal e tem até gravação.

Acertado verbalmente ou não, Eurico sabia o que estava fazendo. Ao anunciar o ídolo do Flamengo sem nada assinado e rapidamente, matava dois coelhos com uma cajadada só: destabilizava o rival na semana do clássico e tirava as atenções da crise em São Januário. E ainda acalmaria a torcida vascaína, que sabe que o time precisa de contratações.

O presidente vascaíno, como já cansou de provar e até falar, mira com raiva no Flamengo. Com o escarcéu feito pelo lado rubro-negro com as contratações de Guerrero e de Sheik, que inclusive diz-se que negociava com o Vasco, Eurico precisava dar o troco. E com requintes de crueldade, a bola da vez seria Léo Moura. Tirar jogador do Flamengo não é novidade para Eurico: Bebeto e Romário são apenas dois exemplos.

Mas o que leva um presidente com 40 anos de futebol anunciar um jogador sem estar com o papel assinado? Ora, caso Léo renegasse o acerto ou voltasse atrás, Eurico sairia como o enganado e Léo, como o sem palavra. E já bem queimado com grande parte da torcida que o idolatrava. E foi o que aconteceu. Do contrário, com a contratação se confirmando, não se falaria de outra coisa a não ser a traição do ídolo rival, noves fora o ganho técnico ou não que Léo daria ao time.

Em ambos os casos, Eurico iria conseguir o que queria: tirar o foco da crise que se aprofunda no campeão carioca. Desde sempre, Eurico é o para-raio vascaíno. Para o bem ou para o mal, as atenções voltadas no mandatário ajudam a tirar o peso das costas de jogadores e comissão. Celso Roth chegou e pouco se repercurtiu sobre a saída polêmica do clube, quando fazia campanha regular em 2010, que para muitos vascaínos é considerado uma traição. Apenas um dos exemplos.

Ainda que não esbanje o mesmo vigor de outrora, o tempo não muda o homem. Eurico utiliza o mesmo modus operandi de sua gloriosa época (80 e 90), o que aliás, nem era prerrogativa só dele: o próprio Flamengo daqueles tempos cansava de subir seus balões de ensaio para amenizar a crise e acalmar a massa. Algumas vezes é possível notar a utilização desse método país afora, quiçá no mundo.

Então, Eurico não pensou duas vezes. Fez-se presente, à sua maneira, com todo seu mise-en-scène que lhe é peculiar e armou a casa para Celso Roth ter alguma tranquilidade para reiniciar sua caminhada. Afinal, tem um clássico mais do que nunca decisivo no final de semana e que para o todo-poderoso do Vasco, é um campeonato à parte. Que começa fora das quatro linhas e com dias de antecedência.

O melhor é sermos eliminados logo da Copa América
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- possui 71 artigos no No Ângulo.

Carioca, graduado em Direito e universitário de Jornalismo. Mas antes de tudo, um opinólogo profissional, cronista do cotidiano, comentarista do dia a dia e palpiteiro da rotina.


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6 respostas para “Atrás da fumaça do charuto de Eurico, o campeonato à parte”

  1. Poxa Caio Bellandi, desculpa, mas na minha opinião que gosto muito de tudo que vc posta, tanto do vasco, flamengo, times cariocas, acho qie vc não foi muito feliz em algumas colocações. Romário confirmou o que eurico disso, dizer que o vasco procurou guerrero isso é absurdo. Vasco nao paga mais de 150 mil pra jogador, ta fudido…falarnque pro uroj um jogador que ganha 500 mil por mes…impossível…qd vc fez colocações no estadual te dei 100% de apoio, mas acho aue dessa vez vc não fez comentários legais e verdadeiros…opinião minha que vivo o vasco 100% do meu dia…

  2. Rafael Damaso disse:

    Concordo com tudo.

  3. Rafael Damaso disse:

    Mas que o leo moura foi muito cabaço, foi.


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