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Caio Bellandi

Carioca, graduado em Direito e universitário de Jornalismo. Mas antes de tudo, um opinólogo profissional, cronista do cotidiano, comentarista do dia a dia e palpiteiro da rotina.
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Flamengo: algumas decepções, muitos diagnósticos e ninguém para resolver

Antes de iniciar o tema central desse texto, um breve prefácio:

Acabo de chegar do Maracanã e fiquei triste. Feriado das crianças, dia lindo no Rio de Janeiro, estádio cheio (pelo lado do Flamengo), com muitos pequenos, e um jogo tecnicamente equivalente à segunda divisão (do Chipre, talvez). Em meio a Marins e Del Neros, o esporte favorito do brasileiro agoniza. Mas não desistimos.

Mas vamos lá: um Fla-Flu pobre que terminou em um justo empate e que me levou a uma série de diagnóstico sobre o ano de um dos clubes mais ricos do país.

No futebol, como na vida, o dinheiro não traz felicidade. Mas pode e deve facilitar as coisas.

O ano de 2017 parecia ser o da virada do clube. Após temporadas mornas, focadas na bem-sucedida reestruturação administrativa, chegava a hora do novo Flamengo colher os louros. Se um saco de dinheiro não faz gol, ao menos permite que o clube gastasse com Berrio, Renê, Trauco e Rômulo para disputar lá em cima TODOS os cinco campeonatos que participaria: Estadual, Libertadores, Primeira Liga, Brasileirão e Copa do Brasil.

Faltando dois meses para o fim da temporada, a Libertadores virou Sul-americana, o Carioca foi conquistado como obrigação, a Copa do Brasil ficou no quase e só.

O primeiro diagnóstico para o ano irregular e irrelevante que faz o Rubro-Negro começa lá em janeiro:

ELENCO SUPERESTIMADO

Vá lá, pelo menos uns 15 ou 16 clubes trocariam sem hesitar o elenco com o Flamengo. O time tem, sim, um dos 4 ou 5 melhores plantéis do país. Mas torna-se cada dia mais óbvio que a grife conquistada pelos jogadores não condiz com o que eles apresentam ou apresentavam. Os contratados Renê e Rômulo não vinham de boas temporadas e se destacavam mais pelo histórico – o do volante, no longínquo ano de 2011, no rival Vasco. Os gringos Trauco e Berrio, por mais úteis que possam vir a ser, também nunca foram exatamente grandes jogadores até aqui. E já estavam no Fla jogadores como Rafael Vaz, Márcio Araújo, Gabriel, além dos hablantes Cuellar e Mancuello. Lembram quantos meses (nem falo temporadas) de destaque esses nove jogadores já tiveram? Pois é.

Todos esses continuam jogando esse futebol aí que você, leitor, já viu deles. Ou seja, não grandes coisas.

Mesmo assim, o time tem Rever, Juan, Arão, Diego, Éverton e Guerrero. Uma base de respeito. E bem, o elenco não é exatamente O problema. Só houve uma supervalorização, uma criação de expectativa pelo dinheiro gasto, não pela bola jogada um dia.

E no meio do ano, chegaram contratações de verdade que aumentaram a expectativa: Éverton Ribeiro, Rhodolfo, Geuvânio e Diego Alves. Esses sim, grandes nomes, mas… chegaram tarde. No meio da temporada, pouco antes da troca de treinador, sem Libertadores e Copa do Brasil para disputar. Restou entrarem no Brasileiro, erroneamente desprezado pelo clube, e mesmo que ainda fosse prioridade, já bem distante da liderança de um inesperado Corinthians.

TROCA DE COMANDO

Zé Ricardo teve méritos quando, ainda estagiário, melhorou o insosso e inofensivo time do multicampeão Muricy e o colocou na briga pelo Brasileirão do ano passado. Mas este ano, com um elenco mais recheado, o time piorou e o treinador pareceu ter batido no limite. Precisou ser trocado. Era inevitável que o Flamengo, eliminado na Libertadores e claudicante no Brasileiro, trocasse o técnico por alguém mais experiente.

O problema é que o renomado professor Rueda sequer sabe falar português. Além de ter que aprender a língua, o caminho do Ninho do Urubu, e que na Barra da Tijuca as pessoas não dão bom dia, ainda tem que aprender os macetes da imprensa carioca, dos jogadores brasileiros, do calendário… O colombiano vai precisar de um tempo mais do que o normal de um treinador brasileiro, o que é um feito por si só. E vai precisar conviver com a pressão de quem não está acostumado a rodízio de jogadores ou esquemas mirabolantes, e pior, necessita de títulos de verdade logo.

COMANDO (OU FALTA DELE)

Aqui talvez esteja o principal problema.

O futebol moderno, deste século, criou uma figura que eu particularmente nunca entendi muito bem a função. O diretor-executivo ganha seis dígitos para contratar bem – caso o clube não tenha dinheiro – ou para gastar o dinheiro do clube, caso haja bastante no cofre.

Rodrigo Caetano é o atual do Fla. Profissional gabaritado, sério, competente e reconhecido no mercado, tem no currículo dois acessos com Grêmio e Vasco, quando montou os elencos vitoriosos… da Segunda Divisão. Aparentemente, isso bastou – ao lado de alguns cursos da Fifa, Uefa, e diplomas diversos.

É ele o cara que viaja até a Rússia ou ao Oriente Médio para contratar alguém por alguns milhões, ficar atento ao mercado para ver jogador sem contrato, negociar com outros diretores e é isso. Uma baita profissão, que, ao que consta, não é pra qualquer um. Será?

De qualquer forma, não é ele quem escala, ou treina, ou dá preleção. É dele o mérito de “montar”, entre aspas mesmo, o elenco do Flamengo, considerado um dos melhores do país. Quem montou, na verdade, foi o dinheiro que hoje o clube, antes falido, tem. Mas ok.

E Mozer? Faz o que o ex-zagueiraço? O gerente de futebol antigamente era esse cara que o Rodrigo Caetano era, não? Ou era supervirsor o nome? Ou diretor? Enfim, Mozer tá ali para, segundo dizem, “fazer o meio-campo entre jogadores e diretoria”. Se o jogador precisa de alguma coisa do clube, é ele quem leva a demanda para os engravatados.

Você sabe o que um jogador de, em média, 25 anos, que ganha, também em média, 100 mil reais, precisa de um clube? Também não sei.

É o gerente que leva a demanda da diretoria para os jogadores também? Porque se for isso, aí sim, torna-se uma profissão importante. Quero crer que a diretoria do clube tenha muitas coisas a tratar com o estelar elenco rubro-negro.

O Flamengo ainda tem o estatutário vice-presidente de futebol. Não remunerado, o cargo é político, para aquele correligionário do presidente ganhar seus minutos de fama. Mas o cargo é ocupado pelo próprio presidente, que não precisa fazer média com ninguém, afinal, conseguiu colocar o clube num patamar administrativo impensável e, por isso, navega (até aqui) sem grandes oposições. A bomba, que era do investigado Flávio Godinho em fevereiro, agora é de Ricardo Lomba, em outubro. Como se diz no mundo corporativo: um gap e tanto, não?

Ao lado de Bandeira, o clube tem um CEO. Isso mesmo, um Chief Executive Officer, ou diretor-geral, que nas empresas do mundo capitalista costuma ser traduzido por presidente, mas no Flamengo é um cara que ganha seus milhares de reais para arrumar o clube todo, do papel higiênico do banheiro da piscina até ao salário do capitão Réver. Juro: nunca imaginei que o Flamengo pudesse ter um CEO. Espero que isso ajude.

O CEO do Flamengo é Fred Luz, que não entende nada de futebol, segundo dizem. Relaxa, Fred. Ninguém entende de futebol. Entender de futebol é prática, tentativa e erro, conversas, uma dose de sorte, quem sabe um ou outro curso e olhe lá. E talvez o Fred não precise nem saber de futebol, carro-chefe de um clube de regatas, com esporte olímpico tradicional e muitas outras coisas a tratar. Mas, é bom registar: não sei o que faz um CEO num clube de futebol. E você, leitor, seja sincero: também não sabe.

O fato é que o Flamengo reúne isso tudo: vários caciques incertos de suas funções para índios conformados.

Afinal, o clube ganha centenas de milhões, contrata jogadores valiosíssimos, mas faz um ano pior que o de rivais como o Atlético Paranaense, bem mais pobre e que, como se sabe, tem um dono, um homem-forte, um cara que toma as decisões, à moda antiga, essa coisa bem anos 1990. Mas que eliminou o Flamengo da Libertadores.

Os diagnósticos são esses. Recomendo que esses todos diretores, gerentes, ceo’s, vices e presidente, levem para alguém que entenda para resolver esses sintomas. Porque nem eles, nem a comissão e nem os jogadores parecem ter competência para resolver o problema do atual Flamengo: ganhar.

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Nem gratidão, nem ódio: passagem de Zé Ricardo no Fla chega ao fim de maneira natural

Depois de pouco mais de 14 meses, 47 vitórias, 25 empates, 17 derrotas, 62,2% de aproveitamento e um título carioca invicto, chegou ao fim, nesse domingo, a passagem de Zé Ricardo como técnico do Flamengo. A derrota contra o Vitória, em casa, em mais uma fraca atuação dos agora ex-comandados de Zé, foi a gota d’água de um trabalho que simplesmente… acabou.

Vindo das categorias de base, Zé caiu nas graças da torcida mesmo não sendo exatamente um rubro-negro de infância. Bastou para ele apenas fazer o time jogar um futebol competitivo, que levou a equipe às primeiras colocações do Campeonato Brasileiro de 2016. Transformou o bando treinado por Muricy Ramalho em um time, graças, principalmente, às chegadas de Réver e Diego. Mas a inesperada eliminação (mesmo com um time misto) para o Palestino-CHI, em casa, na Sul-Americana do ano passado, colocou o primeiro ponto de interrogação no trabalho do treinador. Mesmo assim, o Flamengo brigou o quanto pôde pela liderança do Brasileirão com o Palmeiras e, apesar de ter perdido até o vice para o Santos nas últimas rodadas, a 3ª colocação ficou de bom tamanho pelas dificuldades do clube, sem estádio fixo e com jogadores chegando no meio do campeonato.

Como prêmio, a diretoria viu em Zé o nome ideal para seguir em 2017. As vozes contrárias existiam, mas eram poucas. Porém dessa vez, não bastava armar um time competitivo. Reforços, muitos reforços, chegaram na mão do treinador para sua primeira temporada como profissional. O clube também teria uma casa: Maracanã na Libertadores, Arena da Ilha nas demais competições. Mais ferramentas para conquistar bons resultados. Mais pressão pela chegada de bons resultados.

Pressão que explodiu quando o time não conseguiu se classificar para as oitavas de final da principal competição do ano, ficando na fase de grupos do torneio, com três vitórias em casa e três derrotas fora dos domínios. De certa maneira, o resultado não veio, mas o desempenho era ok, já que nas duas primeiras derrotas, o time acabou jogando melhor do que Universidad Católica e Atlético Paranaense e poderia ter se classificado até de maneira tranquila.

Apoiada na boa conquista do Carioca, de forma invicta, que lhe fazia perder a pressão por três anos sem títulos, a diretoria manteve Zé de olho no Brasileirão e confiando na esperada evolução de desempenho que rendesse conquistas maiores. Mas, apesar do 5º lugar, o Flamengo de Zé ganhou apenas um jogo dos últimos sete no torneio. Dos times entre os 10 primeiros da competição, só ganhou de um, o Coritiba, com um pênalti no último minuto. Muitos empates e derrotas duras contra Grêmio, Santos, duas vezes, e Vitória, mostraram que o treinador simplesmente perdeu a mão do seu elenco.

Conhecido pela “teimosia” com alguns jogadores, Zé mexeu, trocou de esquema, escalou quase todos do elenco durante o campeonato sem nunca conseguir fazer o time jogar o que se esperava. E pior, mesmo na adversidade, ano passado o Flamengo rendia mais perto do seu ápice técnico do que este ano.

Faltou ao treinador repertório tático, experiência, alguém mais rodado para lhe orientar e debater. Faltou também um pouco de injeção de ânimo e confiança nele mesmo e nos jogadores, mas também faltou sorte. Entretanto, paciência da diretoria não faltou. O técnico suportou mais pressão do que normalmente se vê, ainda mais na Gávea. Atlético Mineiro, Palmeiras, Atlético Paranaense e Santos, que hoje brigam pela mesma coisa que o Flamengo no Brasileirão, demitiram seus treinadores mesmo tendo se classificado para as oitavas de final da Libertadores, coisa que não aconteceu com Zé.

Demitir é o sinal mais claro de que algo falhou feio. E reconhecer isso não pode ser um problema sem observar as devidas nuances do entorno. Após ser eliminado na competição mais importante do ano de maneira decepcionante e não atender às expectativas durante um turno inteiro do Brasileirão, nada mais natural que o trabalho, de mais de um ano, seja avaliado. E a avaliação que a diretoria do Flamengo faz ao demitir Zé é a mesma que a de praticamente todos os torcedores, até daqueles que gostavam e defendiam o treinador.

Zé Ricardo bateu no seu limite atual, de jovem treinador, acabou refém do próprio sucesso e simplesmente viu seu trabalho chegar ao fim de maneira natural. Os torcedores não precisam odiar o técnico, que sai com bom aproveitamento nos números, uma conquista menor, mas comemorada e também por que, numa rápida olhada para trás, verá uns 10 ou 20 com campanhas e desempenhos piores. Decepção talvez seja o sentimento mais predominante na Nação Rubro-Negra, que também não tem nada a agradecer ao promissor técnico, que teve uma inesperada chance, tempo e alguma paciência para desenvolver o que sabe.

A vida segue para Zé, que não tardará em achar um clube, e para o Flamengo, que penará na tentativa de conseguir um bom nome, nesta altura da temporada, para fazer o estrelado elenco render o que pode. Boa sorte para ambos.

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Muito além de Márcio Araújo

No gol, Muralha. Na zaga, Rafael Vaz. No meio-campo, Márcio Araújo. Do banco de reservas, Gabriel.

Só de ler esses quatro nomes, a torcida do Flamengo já se arrepia, fica irritada e se entristece com as escolhas de Zé Ricardo. E os quatro estavam juntos quando o juiz apitou o final do jogo em que o rubro-negro perdeu para o Santos por 4 a 2 na última quarta-feira, na Vila Belmiro, resultado que quase custou a vaga para a semifinal da Copa do Brasil.

Um problemaço que Zé Ricardo caçou ao insistir em optar, pela enésima vez, por jogadores sem condições de jogarem no time. E aqui, segue um parênteses rápido: cada qual com seu motivo. Muralha não é dos piores, mas foi alçado a um patamar que não é o dele, e inseguro após falhas, não corresponde mais; Rafael Vaz é limitadíssimo, e pior, se acha o Boateng, colocando a perigo o time meia dúzia de vezes por jogo; Márcio Araújo pode ajudar em determinados momentos, mas sendo titular absoluto, expõe a sua falta de qualidade e pouco ajuda na formação equilibrada de um time competitivo; enquanto Gabriel, reparem bem, não tem cacoete nem de jogador profissional.

De qualquer forma, a paciência com Zé vai embora à medida que cada um deles – ou todos – vai ganhando espaço (ou se recusando a perdê-lo) no time.

Mas o problema atual do Flamengo, que não engrena e não convence, é mais do que mera escalação, mas também diz respeito ao treinador. Não é só pela presença de alguns desses nomes que o time da Gávea só conseguiu vencer um dos oito rivais da primeira parte da tabela que enfrentou. O time simplesmente não consegue convencer no coletivo, expondo os jogadores mais frágeis, como esses quatro, e piorando a qualidade de alguns dos bons nomes do time.

Miguel Trauco é, notadamente, um jogador de muitos recursos. Mas como lateral (lembremos que sua posição de origem é meia-esquerda) deixa espaços e marca muito, muito mal. Qualquer time que queira vencer o Flamengo tem ali a saída para a vitória. Normalmente, insistem por ali no caminho das redes de Muralha ou Thiago, e, agora, Diego Alves.

Mas é do outro lado, onde atua o apenas correto Pará, que o Flamengo tem sofrido nos últimos jogos. Bola nas costas sem a devida cobertura, foi por ali que Cruzeiro, Palmeiras e Corinthians fizeram seus gols e tiraram pontos importantes do time de Zé, em falhas individuais ou coletivas daquele lado do campo.

A falta de compactação e intensidade (palavras da moda), que sobra no Corinthians líder absoluto, é vista no Flamengo quando a zaga, mesmo contando com nomes excelentes como Réver e Juan, corre desesperadamente atrás dos atacantes. O motivo: como o time é armado para atuar com a bola, ofensivamente, a defesa atua alta e em linha, prato cheio para que os rivais “apertem o triângulo” na gíria dos games e deixem os atacantes na cara do gol.

Atuar com a bola e pressionando o adversário é o sonho de muita gente, mas para isso, a coitada da redonda tem que ser bem tratada e guardada nas malhas do adversário. O ataque rubro-negro também não funciona a contento, principalmente nos grandes jogos, a despeito de ser o melhor do Brasil no ano. Só ver que Éverton Ribeiro, preso no lado direito, parece não ter encaixado no time, participando de maneira pouco contundente nas ações ofensivas, e ainda por cima, não fazendo o trabalho do “ponta que volta”, como faz Berrío, que tem atuado melhor, ou mesmo o inoperante… Gabriel (!).

Na composição do meio-campo, o titular é ou deveria ser William Arão, que foi mais um dos bons nomes que sofreu com a falta de qualidade coletiva do time. Cuéllar marca mais, mas participa menos do ataque do que poderia, provavelmente porque além de cobrir as laterais, tem que cobrir também as merdas de Rafael Vaz e Márcio Araújo.

A bola decisiva, que acontece quando as jogadas nas quais o talento individual, abundante no time, prevalece, sobra para Guerrero e Diego. Os dois principais nomes do Flamengo fazem temporada muito boa, mas acabam sobrecarregados. Ambos são duramente marcados pelos rivais e, nos últimos tempos, estão “marcados” também por perderem gols que poderiam ter jogado o Flamengo lá em cima na tabela, em vez de um apenas razoável 5º lugar.

Éverton e o 13º jogador Berrío, os motorzinhos do time, que mais correm do que pensam, quem diria, acabam tendo que resolver a peleja, como fizeram algumas vezes nas últimas semanas, salvando o time.

É claro que Zé Ricardo erra – e será incessantemente julgado por isso – ao escalar nomes tecnicamente inviáveis para o time lutar por títulos. Mas o fato é que, coletivamente, o milionário e talentoso Flamengo não joga como poderia, com um notável potencial desperdiçado.

O mercado favorece e o treinador deverá ter mais tempo do que o comum para detectar os problemas e corrigí-los, mas o otimismo rubro-negro diminuiu a cada rodada. É aquela velha máxima: time bom consagra jogador ruim, time ruim acaba com jogador bom e expõe ainda mais o jogador ruim.

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“Novo” Vasco bate o Flu em um verdadeiro Clássico

Dois rivais, muitas provocações, estádio cheio, viradas no placar, lances bonitos, jogo disputado, craque barrado decidindo no último minuto. Um resumo em 140 caracteres (talvez um pouco mais) do que foi a vitória do Vasco sobre o Fluminense, 3 a 2, neste sábado, em São Januário, pela 3ª rodada do Brasileirão.

De manhã, a programação exaltava as finais de Copas Europeias, mas logo o noticiário informou que havia um clássico aqui pertinho: a torcida do Vasco pintou e colou cartazes na rua de acesso ao estádio de São Januário por onde entraria a torcida do Fluminense. Em que pese o tom homofóbico, aquilo deu um clima real de rivalidade sadia e do que viria a seguir.

O jogo de provocações parecia virar para o Fluminense. Afinal, o ônibus vascaíno enguiçou e os jogadores precisaram ir ao estádio de táxi. Gozações pipocaram na Internet.

E assim que a partida começou, São Januário lotado, o Vasco revirou na provocação: um drone com uma bandeira escrito “C”, em alusão ao rebaixamento do Tricolor na década de 90, sobrevoou o estádio. O jogo, que era muito pegado, teve o placar aberto com gol de Luis Fabiano, aos 26 minutos. Muito aguerrido, o novo Vasco de Milton Mendes não dava espaço ao rival. Graças à barração de Nenê, que deu poder de marcação e fez crescer o futebol do Fabuloso. O Flu ainda colocou uma bola na trave no primeiro tempo, mas os times desceram para o vestiário com um resultado justo na conta.

Mas o melhor estava por vir.

Mais ousado, o time de Abel arriscava mais, principalmente em chutes de fora da área. Mesmo sem grandes perigos, o Flu achou dois pênaltis aos 14 e aos 20, que Henrique Dourado, para variar, converteu com facilidade. O resultado era injusto, mas o Vasco não desistia. “Estilo Robinho”, Manga Escobar pedalou na área e bateu no cantinho, empatando o jogo aos 29. O 2 a 2 parecia mais sincero pela movimentação dos dois times, que ainda buscavam a vitória.

E como com craque não se brinca, o veterano Nenê saiu do banco para fazer o gol da vitória vascaína aos 47, explodindo a Colina Histórica, em nova jogada de Manga.

Talvez a derrota pareça dura ao Flu, mas o ‘Novo Vasco’ de Milton Mendes, um time que já se arruma taticamente, mereceu ganhar em um jogo que foi um verdadeiro Clássico, com C maiúsculo, mas não o do drone.

Para o futuro, o Vasco precisa manter o equilíbrio tático, a vontade e a casa cheia. Se assim seguir, não passará perto da zona de rebaixamento. Já o Fluminense amarga a primeira derrota, mas não abrindo mão da vocação ofensiva, deverá lutar pelas primeiras posições do campeonato.

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A cruel e implacável Libertadores, na qual só jogar futebol não basta

Há toda uma mística em cima da competição mais importante das Américas sobre a necessidade de ter um elenco de jogadores experientes, uma garra acima da média, uma malandragem e uma catimba em momentos cruciais. A isso, costumam dar o nome da tal “alma de Libertadores”. Muita gente boa acha que é exagero: basta jogar futebol que as coisas funcionam. Quem acha isso, precisa analisar a campanha do Flamengo deste ano, que resultou em uma eliminação cruel para o torcedor, e certamente terá que refazer seus conceitos.

Antes de mais nada, a parte técnica – “jogar futebol” – falhou. O Flamengo perdeu para o San Lorenzo, na Argentina, no que foi a pior apresentação do time sob o comando de Zé Ricardo. Abdicou de jogar, apesar de boa partida defensiva na maior parte do tempo. Teve falhas individuais de Matheus Sávio e Vaz/Trauco no primeiro gol, e uma bola defensável que Muralha não interceptou no segundo. Sem contar a nulidade de praticamente todos os outros jogadores, dos badalados Guerrero, Arão e Trauco, passando pelos quase sempre inoperantes Rômulo e Berrío. O comandante da tropa é Zé Ricardo, e ele, claro, também tem culpa. As mexidas não surtiram efeito e o técnico não soube manter atenta, motivada e concentrada sua equipe. Faltou experiência? Provavelmente.

Também falhou a parte do planejamento, o Flamengo como clube de futebol, e a diretoria precisa ser cobrada por isso. Donatti, Cuellar, Mancuello, Gabriel e Ederson são alguns dos nomes que custam caro aos cofres rubro-negros e que fracassaram. Rômulo e Berrío também não conseguem mostrar 1/10 do esperado, ainda que esses mereçam outras chances, já que chegaram há menos tempo. Confiaram demais em um goleiro apenas regular, sem sombra desde a saída de Paulo Victor. Sem contar, claro, a aparente letargia do presidente Bandeira de Mello e toda sua turma, que parecem hesitar botar o pé na porta e falar uma meia dúzia de palavrões nessas horas. Mostrar inconformismo, tristeza, raiva. Mostrar-se, naquele momento, torcedor, e não gestor.

Mas a eliminação teve um outro elemento-chave, este mais abstrato e talvez inominável. O Flamengo jogou bem e foi melhor que o adversário em cinco dos seis jogos que fez na competição. Mas perdeu dois deles por detalhes. E os detalhes, no futebol, às vezes fogem ao ato de jogar bola em si.

Lembra a tal “Alma de Libertadores”? Alguma coisa do tipo faltou – no time inteiro – para não conseguir arrancar um merecido empate contra o Atlético no Paraná, ou não tomar um injusto gol por desatenção da Católica no Chile. E principalmente, faltou ALMA ao tomar a facada no peito, na Argentina, aos 47 minutos do segundo tempo, quando o juiz deu apenas os protocolares 3 minutos de acréscimo. Um time não pode, em hipótese alguma, tomar um gol nessa altura do jogo, porque simplesmente é o “gol de ouro”. Não houve, no Flamengo, ninguém que esfriasse o jogo do adversário, ou mesmo esquentasse o do time. Faltou a todos que vestiram rubro-negro, dentro e fora de campo, um controle mental da disputa, tão necessário nessas horas críticas. Não teve ninguém para fazer o tal “algo mais”. O que o Flamengo fez foi só ficar acuado e se defender, como um boxeador semi-nocauteado nas cordas, só esperando a derrota se confirmar por pontos ou nocaute.

Apesar do elenco superestimado, o time do Flamengo é competitivo para erguer a cabeça e disputar o título do Campeonato Brasileiro ou da Copa do Brasil. Mas faltou, novamente, a alma que costuma ser necessária para disputar a Libertadores, na qual nem só jogar bem adianta. Os títulos do torneio normalmente contam com a ajuda do acaso, de um goleiro iluminado, de atacante mediano em grande fase, ou um zagueiro “quizumbeiro”, enfim, um algo a mais que esse Flamengo simplesmente não teve, e não tem não é de agora.

Não dá para destruir o trabalho todo – que no balanço ainda é favorável -, mas certamente esses jogadores, o clube e, principalmente, os torcedores, sabem que para ir avançando na Libertadores, só jogar  futebol não basta. É esse algo a mais que o Flamengo precisa correr atrás para deixar o final da fila dos campeões. E ele, dinheiro nenhum compra.

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Um Fla-Flu esperado por toda uma geração

Flamengo e Fluminense começam a decidir, neste domingo, o Campeonato Carioca. Os dois melhores times nos “pontos corridos” chegam com méritos. A equipe de Abel Braga mostra futebol ofensivo e veloz, um dos mais vistosos do país. Os comandados de Zé Ricardo, mesmo dividindo atenção com a Libertadores, estão invictos no campeonato.

É verdade que o torneio estadual já não vale muito como há 30 anos. É verdade também que o Flamengo está – e tem que estar mesmo – mais preocupado com a Libertadores, como o Fluminense também estaria se estivesse na competição. Ainda é verdade que a fórmula e o inchaço do “mais charmoso estadual do país” atrapalha demais o desenvolvimento do campeonato, afastando milhares de torcedores dos estádios.

Mas ainda é um Fla-Flu. E um Fla-Flu decisivo aguardado por toda uma geração de rubro-negros e tricolores.

A última vez que os rivais se encontraram de maneira decisiva foi esse mesmo que você está pensando. Era 1995 e o badalado centenário do Flamengo de Romário foi maculado na barrigada de Renato Gaúcho, líder de um Fluminense em crise financeira. O jogo não era exatamente a final, mas a última rodada da fase decisiva, o que acabou dando no mesmo: taça nas Laranjeiras.

Final mesmo foi quatro anos antes, quando o Flu levou a Taça Guanabara e o Fla, a Taça Rio: empate de 1 a 1 no primeiro jogo e um 4 a 2 para o Flamengo de Júnior, Zinho e Gaúcho no segundo, título para a Gávea.

Em linhas gerais, são mais de 20 anos (22 ou 26, dependendo do critério) sem uma decisão entre Flamengo e Fluminense. Nesse tempo, jogos marcantes de semifinais e finais de turno, pênaltis espíritas, goleadores improváveis, atrações para todos os lados, mas valendo a taça mesmo, nada.

E não pense que por ser Campeonato Estadual vale pouco. Para o rubro-negro, apesar do foco na Libertadores, o título seria o primeiro de Zé Ricardo e significaria o fim de um jejum incômodo de três anos sem ganhar nenhum troféu. Para o Flu, um reinício avassalador do trabalho de Abel Braga, o “Alex Ferguson das Laranjeiras”, com aposta na badalada categoria de base dos “Garotos de Xerém”.

A expectativa é de casa cheia, pelo menos na finalíssima. Afinal, o clássico mais famoso do Brasil novamente valerá um título.

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A volta do DNA ofensivo rubro-negro

É inevitável que o torcedor do Flamengo esteja animado com esse começo de ano. São vários os motivos: invecibilidade – até o momento, somente dois empates, contra Ceará e Fluminense, e dez vitórias -; grande fase de jogadores como Diego, conduzindo o time com maestria, Guerrero, com a faceta goleadora que se esperava; além de coadjuvantes em bom momento, como Éverton e Trauco. A defesa, exceção ao Fla-Flu, também faz boa campanha, com números regulares e atuações pessoais seguras de Muralha, Rafael Vaz e, principalmente, Réver e Pará.

Ou seja, sobram motivos para os rubro-negros acreditarem em um ano ainda melhor do que 2016. Mas a principal razão de animação dos torcedores é a uma volta às origens, quase uma viagem no tempo: O DNA ofensivo rubro-negro.

Tradicionalmente, os grandes times do Flamengo eram goleadores, que se preocupavam em fazer gols antes de qualquer coisa. Claro, a geração de 81 é a principal bandeira dessa vocação ao ataque. É, dada as devidas proporções de qualidade técnica, exatamente o que mostra o Fla de Zé Ricardo versão 2017. É claro que o campeonato estadual (o Carioca principalmente) não é parâmetro, com seus times quase-amadores e os rivais ainda em fase de montagem. Até a estreia da Libertadores, contra um bom, mas sem ritmo San Lorenzo, merece ser olhada com cuidado nessa análise.

Ainda assim, o escrete rubro-negro tem feito a sua parte, inclusive o time reserva. São 33 gols em 12 jogos, uma média de 2,75 tentos por partida, o melhor ataque entre os clubes da Série A. Com um detalhe que torna a estatística ainda mais interessante: doze jogadores diferentes já marcaram pelo time de Zé Ricardo.

No último sábado, contra a frágil Portuguesa da Ilha, os reservas mostraram força ofensiva e, mesmo com o jogo já nas mãos, não se furtaram a tentar o gol. Se o quarto tento chegou no começo do segundo tempo, o quinto veio na última jogada da partida. E de falta, o terceiro seguido (Guerrero contra o Flu, Diego contra o San Lorenzo e Paquetá contra a Portuguesa), outro motivo que remete às tradições do clube de Zico, Júnior e Petkovic.

É animador para o torcedor do Flamengo que a retomada do protagonismo nacional do clube, formando um time forte e competitivo, seja com essa vocação ofensiva que tanto agrada ao espectador.

Ainda há muita temporada pela frente e, taticamente, o rubro-negro precisa evoluir para disputar os títulos que deseja para 2017, já que a concorrência promete ser de alto nível. De qualquer forma, a torcida deseja que o time mantenha a pegada ofensiva, afinal, é pura questão matemática: quem faz mais gols vence os jogos, equação básica para transformar o ‘cheirinho de título’ no doce sabor das conquistas.

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Fla e Flu começam bem, mas por motivos diferentes. Bota e Vasco nada mostraram

A temporada do futebol brasileiro começou, e com ela, claro, os prognósticos e palpites precoces. Se os estaduais não são lá grandes parâmetros para o resto das competições, quem dirá a primeira rodada. Ainda assim, dá para notar nesse começo do “campeonato mais charmoso do Brasil” algumas características que poderão se repetir durante a temporada.

Fla e Flu, por exemplo, começaram bem. Mas por motivos diferentes. No clube da Gávea, a vitória por 4 x 1 sobre o Boavista, em Natal, mostrou um time que ainda não se achou taticamente. No primeiro tempo, que terminou empatado em 1 x 1, o experiente time de Saquarema foi ligeiramente melhor. No novo meio-campo rubro-negro, Mancuello e Adryan não convenceram como opções para as tão badaladas “pontas” que Zé Ricardo tanto gosta, o que confirma o acerto na busca por um jogador como Berrío, que chegará para ser titular na direita. Na esquerda, Éverton deverá continuar com a vaga e, para a formação do time titular, pode bastar.

As ações ofensivas ficaram a cargo de jogadas individuais, no que o Flamengo se apoia desde o fim do ano passado. A estreia do lateral-esquerdo Trauco animou a torcida, que tenta esquecer a contestada venda de Jorge. O peruano mostrou talento com a bola no pé, dando duas assistências e marcando um gol, em jogada que Mancuello – pelo centro – teve boa participação.

Guerrero, com a pontaria afiada, e Diego, dominando as ações na meiuca, fecharam o caixão do time de Joel (que, aliás, tem alguns bons nomes e poderá dar trabalho). Com a vitória assegurada pelos talentos individuais, Zé Ricardo terá a calma necessária para trabalhar após uma semana tumultuada. Vai precisar.

No dia seguinte, foi a vez do novo Flu e do nada novo Vasco se apresentarem em um Engenhão vazio. Mais incisivo, rápido e ofensivo, o tricolor de Abel Braga mostrou um plano de jogo bem definido e amassou o Vasco em um 3 x 0 que poderia ser, tranquilamente, 5 ou 6. Se, ao contrário do rival rubro-negro, o Flu não tem tantas peças de qualidade individual, pelo menos parece estar no caminho para acertar um estilo de jogo, principalmente, com uma vontade raramente vista em uma estreia.

Nesse quesito, Abel Braga, ídolo nas Laranjeiras e com experiência de sobra, sai na frente de todos os outros três rivais cariocas. Com conhecimento de causa e de casa, tende (foi só a primeira rodada) a colocar a garotada para correr e se apoiar nas habilidades de Sornoza e Gustavo Scarpa, dupla que qualifica o time. Sem badalação, mas graças ao seu treinador, o Flu é uma incógnita que despertará curiosidade depois da boa atuação de domingo.

No lado preto e branco do Rio, Vasco e Botafogo começam mal. No clássico, o time de Cristóvão sofreu um passeio no primeiro tempo e poderia ter saído com uma goleada histórica na conta. Verdade que no segundo tempo, com as substituições, quase entrou no jogo de novo. Mas de maneira geral, a atuação preocupa muito. A base é a mesma que caiu (lutando bravamente) no Brasileiro de 2015 e que, por pouco, não subiu ano passado. As entradas de Wágner e Muriqui devem dar qualidade ao time, mas a parte defensiva ainda vai preocupar, já que Cristóvão costuma ter dificuldade nesse quesito. Faltam volantes, os laterais não convencem e a dupla de zaga parece ter perdido boa parte do vigor, principalmente graças à idade avançada de Rodrigo.

O caso do Botafogo é mais peculiar. Em dois jogos, perdeu um para o Madureira e empatou outro, com o Nova Iguaçu, quando jogou com reservas. Não mostrou absolutamente nada, mas cá entre nós, nem a torcida liga muito. Afinal, o time de Jair Ventura claramente só pensa naquilo: quarta-feira, o confronto é para valer contra o Colo-Colo, do Chile, no Engenhão. Aí sim poderemos falar da primeira impressão do Botafogo, que vai escapar da “análise precoce de janeiro”.

Começou 2017.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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