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Emerson Figueiredo

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.
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Se não for à Copa, Messi sai da lista dos melhores da história

A Argentina depende de uma série de resultados para conseguir uma vaga na Copa da Rússia, em 2018. Uma situação extremamente incômoda para um grande do futebol mundial que disputa eliminatórias consideradas mais fáceis se comparadas à Europa. E com o agravante de ter Messi, o maior jogador da atualidade.

O argentino faz a festa no futebol mundial. É o principal atleta do melhor time do mundo. Cotado por alguns a ser considerado o melhor jogador da história. Então, como explicar essa saia justa?

Sempre disse que a avaliação de melhor da história padece da falta de visão ampla. Muitos dos que viram Di Stefano não estão mais aqui para dar seu testemunho e colaborar na comparação. O mesmo ocorre com George Best, cujo talento pode ser visto na internet, mas que não pôde levar sua Irlanda ao Mundial. Puskas é um exemplo de quem jogou muito, mas perdeu a Copa de 1954 e não tem filmes em quantidade suficiente que retratem sua categoria.

Pelé é um caso à parte. Foi, aos 17 anos, o principal jogador da Copa de 58. Ganhou em 62, mesmo tendo participado de apenas dois jogos, devido a uma contusão. Se machucou de novo em 1966, graças à violência dos zagueiros portugueses. Mas se consagrou em 1970, aos 29 anos.

Time por time, o Santos dos anos 60 rivaliza com o Barça de Messi. E não era grana. Pelo que eu sei, Mengálvio, Dorval, Zito etc não ficaram ricos. Foi um time montado com a garimpagem dos dirigentes e a sabedoria de jogadores e do técnico Lula. Era talento puro e mal pago. Nenhum foi para a Europa ganhar milhões, já que isso não existia na época como se vê hoje.

Tenho diferenças em relação à conduta de Pelé, mas não posso negar que, um rapaz nascido em Três Corações e criado em Santos, ambas cidades fora do grande circuito do país, foi ao mundo, encarou qualquer adversário e mostrou seu valor.

Messi está em um time que compra quem quer. Forma a equipe que o técnico quer. Um paraíso na terra. Mas quando tem que se unir com seus compatriotas, que são de nível alto, não consegue dar resultados. Dá para chamar esse histórico de digno do maior de todos tempos?

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O trabalho do Rio2016 teve alta qualidade

Conheço Nuzman como chefe. Fui funcionário do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio2016. Não falarei sobre as acusações que pesam sobre ele, mas posso falar do que vivi no Rio2016. Trabalhei lá de maio de 2014 a outubro de 2016. Foi uma das experiências mais profissionais que tive em meus 41 anos de carteira de trabalho.

Organizar uma Olimpíada é uma das coisas mais difíceis que vi. Tem diretores, gerentes e funcionários das áreas mais diversas. Badminton, alteres, vela etc. Gente especialista em uma única arte e que tem que ter apoio. A segurança tem que pensar no contexto internacional, cheio de ameaças de atentados.

Era um grupo de milhares de pessoas que se dedicavam ao máximo para fazer o melhor. Tínhamos reuniões instantâneas às quais todos tinham que comparecer. Muitas vezes falava-se inglês, em geral, e todos deveriam participar. Discutíamos assuntos das mais variadas questões. Eram 54 áreas de trabalho, desde a saúde, passando pelas especificidades dos esportes tratados, a segurança etc.

Ou seja, não achem que o Brasil é incompetente. Nós fizemos a festa. Nós fomos capazes, indiferentemente das questões que agora terão que ser resolvidas. Puna-se quem deve ser punido, mas não punam o Brasil.

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Muralha

Flamengo usa Muralha para esconder sua incompetência

A atual diretoria do Flamengo está no comando desde 2013. Orgulha-se de ter colocado as finanças do clube em dia e melhorado a arrecadação, o que não é pouco. O clube voltou a liderar os rankings de mais valiosos do Brasil e possui uma variada e rica carteira de patrocinadores. Nada mau. Mostra que na administração das finanças tem gente competente.

Mas, no futebol evidencia uma falta total de planejamento, com a condução errática nos rumos do time. Desde 2013, 11 treinadores passaram pelo Flamengo: Dorival Júnior, Jorginho, Mano Menezes, Jayme de Almeida, Ney Franco, Vanderlei Luxemburgo, Cristóvão Borges, Oswaldo de Oliveira, Muricy Ramalho, Zé Ricardo e, agora, Reinaldo Rueda.

Uma média superior a dois técnicos por ano. E o pior: nenhuma coerência entre eles. O time não tem um estilo, só arroubos e jogadas para tentar agradar a torcida. Vamos pegar o exemplo do Corinthians, time brasileiro mais vencedor na última década, que manteve uma linha mestra de trabalho desde a chegada de Mano, passando por Tite e culminando com Carille. Sempre que fugiu da linha, se deu mal. Casos de Adilson Batista, Cristóvão Borges e Oswaldo Oliveira. Hoje, mesmo sem dinheiro e com um time limitado, lidera o Brasileiro com folga.

Nos últimos cinco anos, o Flamengo contratou cerca de 60 jogadores. Tem gente muito boa no elenco, mas também um monte de manés. O resultado é que, com todo esse potencial, desde 2013, ganhou apenas dois Cariocas (2014 e 2017) e uma Copa do Brasil (2013).

Como sua torcida, a diretoria é acostumada a comer quiabo e arrotar caviar. Todo ano, o Flamengo se coloca como grande favorito a tudo que disputa. É a história do “cheirinho”, que, como constatamos, nem sempre é um odor agradável.

Diante desta situação, deve-se tomar providências. E o que adotaram com primeira medida? Achar o culpado. E a tarefa foi fácil, é só procurar o elo mais fraco da estrutura. Pronto! Achamos! É o Muralha!

Como pode pular no canto direito em todos os pênaltis cobrados pelo Cruzeiro na disputa da Copa do Brasil? O goleiro pôs tudo a perder!

Muralha é vítima da incompetência e ansiedade de dirigentes, torcedores e jornalistas. A tônica da cobertura esportiva sobre a final Flamengo x Cruzeiro é que Muralha entregou a taça ao pular apenas para o canto direito. Solução fácil, conveniente e que isenta a todos. Menos ao Muralha.

Vi há dias uma reportagem sobre a família do goleiro, nascido em Três Corações, terra de Pelé. Foi de cortar o coração ver sua mãe, orientadores e amigos humildes relatando o que sofrem ao ver o massacre pelo qual o goleiro tem passado.

Claro que Muralha não é o melhor goleiro do Brasil. Também é verdade que cometeu falhas graves em jogos importantes. Mas nada justifica as tentativas de agressão por torcedores, as piadas e comentários deselegantes, que culminaram no papel ridículo de um jornal de grande circulação, que decidiu ridicularizá-lo em editorial.

Todos os goleiros, mesmo os grandes da história, passam, passaram e passarão por fases ruins. É a pior função do futebol. Quando falha não tem como esconder. E, geralmente, seus erros são fatais. Muralha não está no primeiro time, porém não é um sujeito totalmente desprovido de talento. Mas foi o escolhido.

Ok, o clube não planeja, contrata mal, não dá tempo aos técnicos, troca os comandantes sem uma linha mínima de coerência, traz jogadores de todos os níveis em meio a disputas importantes, não entrosa o elenco etc. Ah, mas se o Muralha não tivesse pulado no mesmo canto em todos os pênaltis….

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Quem diria: só a quarta força pode se salvar no melancólico ano dos paulistas

Quem diria, em janeiro, que o Corinthians poderia ser o time paulista com os melhores resultados no ano? Considerado a quarta força do Estado, o Timão começou a temporada com Fabio Carille no comando, uma escolha feita mais por falta de dinheiro e opções do que por convicção. E não é que deu certo! Humilde, o treinador aceitou trabalhar com garotos da base e outros que amargaram tempos na reserva.

O clube ganhou a Copa São Paulo de Juniores e, surpreendentemente, se sagrou campeão paulista. O mais impressionante veio no primeiro turno do Brasileiro, com a melhor campanha da história do torneio. Mas, agora, o que era impensável, passou a ser obrigatório. Se não for campeão brasileiro, será acusado de fracasso. E aí as eliminações da Copa do Brasil e da Sul-Americana ficarão ainda mais pesadas.

O ano começou há nove meses com outras perspectivas. O Palmeiras iniciava sua caminhada para ser bi brasileiro e da Libertadores. Apostou no jovem Eduardo Baptista e gastou muito, sem critérios. O mais rico do país sofre por não ter laterais à altura. A impressão de que era imbatível ceifou rapidamente o técnico. Chegou o ídolo Cuca e…. nada. Hoje, o time se apega na esperança de conseguir reverter a situação no Brasileiro. O que é possível, mas muito difícil.
O São Paulo trouxe a novidade Rogério Ceni como técnico. Ganhou o torneio de pré-temporada em Miami e achou que marcaria época. E está marcando. Hoje, podemos dizer que talvez esta seja a pior temporada da história do clube. Ceni não teve sucesso e mostrou que ainda tem muito a aprender. Se fosse humilde, começaria pelas categorias de base. Mas não é o caso. Agora, o Tricolor luta desesperadamente contra o rebaixamento. Se não cair, sua torcida terminará 2017 aliviada. Nada mais do que isso à vista.

O Santos é um caso estranho. É evidente que possui um time muito bom. Mas tem santista dirigindo carro popular achando que está numa Ferrari. É um time naturalmente candidato a títulos nos torneios que disputa. Mas não tem vencido. Depende muito de Renato e Lucas Lima, dois craques que em breve deixarão a equipe. A eliminação diante do Barcelona de Guayaquil não foi zebra. Ainda mais com o time sem seus dois principais jogadores. Tem um bom elenco e um técnico competente. Precisa agora descobrir o que está faltando para transformar seu potencial em conquistas. Fica o consolo de ainda poder sonhar com o título brasileiro, torcendo, como todos os restantes, contra o Corinthians.

A Ponte Preta faz a campanha que lhe cabe bem. Não sonha com títulos, mas deve se manter na Primeira Divisão do Brasileiro e ostentar a condição de vice-campeã paulista.

Enfim, o Corinthians tem apenas 11 jogadores e muitas dívidas, mas está se dando bem, contra todas as previsões. É provável que, no final do ano, deve perder Fagner, Pablo, Balbuena, Arana, Gabriel, Maycon e Rodriguinho. Vai ter que se reinventar. O Palmeiras tem dinheiro, grande elenco e carências causadas pela falta de planejamento competente. O São Paulo tropeça na soberba mesmo quando está na zona do rebaixamento. Precisa se conscientizar de que seu grupo de jogadores talvez seja o mais fraco dos paulistas. E o Santos está diante do desafio de transformar um grupo competente em time vencedor.

E o Barcelona cover pode se orgulhar de ser o matador de paulistas. Sorte de Corinthians e São Paulo, que não precisaram enfrentar os surpreendentes equatorianos.

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A hipocrisia no episódio do gol de Jô

Tenho muito respeito pelo técnico Renê Simões. O considero centrado e coerente. E foi ele quem, nesta segunda-feira em que o esporte mais praticado no país é condenar Jô, pelo gol de braço contra o Vasco, deu uma linha interessante em entrevista à rádio Bandeirantes. Em resumo, Simões leva em consideração a hipótese de que o jogador realmente não tenha sentido onde a bola tocou em seu corpo. Mesmo com a dúvida, acha que está havendo uma condenação meio ilógica, lembrando que deveriam também cobrar do zagueiro vascaíno Anderson Martins o fato de ele ter derrubado Jô na área, no primeiro tempo, e não avisar o juiz de sua falta.

Jô teve dois gols legítimos anulados e que tiraram a chance de vitórias do Corinthians sobre Coritiba e Flamengo. Ninguém cobrou das duas equipes um alerta ao árbitro para dizer que os gols eram legítimos. No primeiro turno, Luís Fabiano fez um gol de mão contra o Corinthians, em São Januário. Como foi 5 a 2 para os paulistas, ninguém condenou – nem o indignado goleiro Martin Silva, do Vasco. Nem Euriquinho, dirigente do clube carioca e novo apóstolo da moralidade.

No Paulista deste ano, em pleno Corinthians x Palmeiras, o árbitro confundiu Maycon com Gabriel, dando a este um segundo cartão amarelo em lance que ele não havia feito falta. Todos viram que o juiz se enganou. Mas ele se manteve irredutível. E palmeirenses, como Keno e Dudu, mesmo tendo visto o lance, reforçaram o engano com uma pressão enfática, típica de quem tem absoluta certeza e razão.

Rodrigo Caio deu um exemplo de honestidade incomum ao avisar o juiz, em um clássico São Paulo x Corinthians, que Jô não merecia ser expulso. Tão incomum que foi condenado pelo técnico Rogério Ceni, diretores e companheiros, e por alguns comentaristas.

Já tinha passado da hora de adotarmos medidas modernas para evitar os erros da arbitragem, como o juiz eletrônico. Mas tem que ser uma discussão correta. Precisamos de mais seriedade e eficiência, e menos hipocrisia.

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Tite está fechando o grupo e Vanderlei parece precisar de mais do que um milagre

Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro; Renato Augusto, Paulinho, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus. Se não houver problemas de contusão, queda abrupta de desempenho ou disciplinares/administrativos, esta tem tudo para ser a escalação titular da seleção pensada por Tite para a Copa de 2018. Como o técnico sempre foi marcado por manter times, pouquíssima coisa deve mudar.

Na reserva, estão muito perto Filipe Luís, Thiago Silva, Fernandinho e Willian. E, pelo caminho da carruagem e das mais recentes declarações do técnico, Cassio e Ederson estão também neste grupo. Teoricamente, existem ainda seis dúvidas.

A convocação de Danilo para o lugar do frequente Fagner indica que a reserva da lateral-direita ainda está em aberto. Firmino também parece ainda não ser uma certeza na cabeça do treinador. Jemerson, Arthur, Diego, Fred e Tardelli terão que aproveitar as que parecem serem suas derradeiras oportunidades de se mostrar útil ao grupo. Giuliano, Rodrigo Caio, Geromel, Weverton e Taison estão no jogo, mas é difícil precisar quais são suas reais chances.

Nas posições de linha não existem grandes polêmicas. As críticas recentes foram mais por convocados (Rodrigo Caio, Firmino, Taison…) do que por não chamados. O grande ponto de debate é o sobre a “injustiça” com o goleiro Vanderlei. Mas uma frase dita por Tite, na coletiva de hoje (“Não tenho tempo, infelizmente, não dá para ser bonzinho com todos”), indica que o trio de goleiros está bem consolidado.

É compreensível que os defensores de Vanderlei cobrem sua convocação. É um excelente goleiro, em grande fase. Mas será que são somente esses os critérios? Como já disse aqui, em No Ângulo, sempre entendi que o gol é cargo de confiança. E ao lado de Tite está um treinador de goleiro que conhece muito bem a função e, principalmente, as Copas do Mundo. Taffarel deve ter suas razões.

Vanderlei tem feito milagres, mas a diferença entre ele e os escolhidos é tão abissal assim? Alisson, Cássio e Ederson são frangueiros, sem nenhum serviço mostrado? Será que no nível dos quatro, e de outros preteridos (Fabio, Victor, Grohe etc), não é possível levar em consideração outras observações, e não apenas as atuações no campo?

Vanderlei parece caminhar para integrar o seleto grupo de “goleiros injustiçados em Copas”, que tem nomes consagrados como Raul (1970, 74 e 78) e Leão (1982).

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Qual será a manchete do Corinthians na segunda?

Se um ET viesse ao Brasil ver as manchetes esportivas após jogos do Brasileirão, certamente ficaria doido. A cada rodada do Brasileiro as coisas mudam. As últimas foram: 1) Corinthians não joga e é o maior vencedor da rodada; 2) Corinthians cai diante do Vitória e dá mole aos adversários; 3) Corinthians tem vitória de campeão sobre a Chapecoense; 4) Corinthians perde do Atlético-GO e começa a despencar.

A necessidade de alguns jornalistas de terem opiniões definitivas geram um vai e vem que deixa perdidos os torcedores que buscam opiniões dos “especialistas”. O Corinthians pode perder o Brasileiro? Pode. O Corinthians pode ganhar o Brasileiro graças à vantagem alcançada? Pode. Isso será determinado pelos próximos jogos.

O principal a ser analisado está, perdoem a incoerência, além do resultado. O Corinthians é um achado neste ano. Um time com apenas 11 jogadores, que foi formado pelo improvável Fabio Carille, conhecedor dos interiores do clube, surpreendeu até o mais fanático corintiano. Começou com a preocupação de não ser rebaixado. Ganhou o Paulista e fez o melhor turno da história do Brasileiro.

Ganhar fora de casa do Grêmio, Palmeiras e Atlético-MG foi um lance perfeito. Fazer valer o mando de campo, também. Chegar ao final do primeiro turno com um aproveitamento que lhe permite ser campeão com cerca de 50% de bons resultados no returno foi histórico. Já superou o que o corintiano mais fanático esperava lá no longínquo janeiro.

Mas, como falei, é um time de 11 jogadores. Se sair Cássio, Walter dá conta. Os zagueiros Léo Santos e Pedro Henrique conseguem ser eficientes, mas não estão à altura da saída de bola de Pablo e Balbuena. Das laterais, meio e ataque esqueça. Não há substitutos para Fagner, Arana, Gabriel, Maicon, Jádson, Rodriguinho, Romero e Jô. É isso mesmo. Um time de 11 jogadores.

Em um campeonato tão extenso, a falta de reservas é fatal. Mas, mesmo assim, o Corinthians tem chances de se dar bem se mantiver 50% ou um pouco mais de desempenho.

O Flamengo tem um elenco muito maior e mais qualificado. Mas ainda sofrerá até fazer disso um time. O Palmeiras tem mais jogadores, mas errou em toda programação no ano. O Grêmio tem um elenco melhor, mas ainda joga com o Edílson (????) e parece apostar tudo na Libertadores.

O Corinthians pode se dar mal? Sim. O Corinthians pode se dar bem? Sim. Só precisa ganhar 50% ou um pouco mais dos pontos. Perdeu do Vitória e do Atlético-GO em casa? Ok, tem que arrancar pontos fora. Só saberemos isso no final do campeonato. Até lá, será essa sequência de palpites precipitados e pouco informativos.

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MenottiPele

Pelé está acima de Maradona e Messi, diz um respeitado argentino

Em entrevista à Folha, César Luis Menotti, técnico campeão do mundo pela Argentina em 1978, foi claro: “Pelé é o maior de todos. O que ele fez como jogador não é desse mundo. Ele era o maior em uma época de jogadores espetaculares e ainda foi o grande nome do Brasil em 1970, na melhor equipe que vi jogar”. Não é uma opinião a se desprezar.

Menotti, mesmo tendo sido campeão em uma Copa cercada de suspeitas, é um nome marcado na história do futebol. Sua figura esguia, que fumava sem parar no banco de reservas durante os jogos, ficou conhecido por ter montado uma Argentina muito eficiente e talentosa. Teve, em 1978, seu momento Dunga, ao não levar para a Copa o menino Maradona, de 17 anos, artilheiro do Campeonato Argentino. Dizem que foi uma decisão dos dirigentes argentinos, que preferiam Norberto Alonso.

Mas é uma voz de respeito, que reafirma o que já disse aqui neste espaço. Tenho restrições a comportamentos do cidadão Edson Arantes do Nascimento, mas não posso negar que Pelé foi o melhor jogador que vi em atividade -creiam, vi três jogos dele no estádio e muitos outros pela TV.

Sempre que um Rei do esporte se aposenta, procura-se desesperadamente um substituto. Nos anos 70, foi pior. Cláudio Adão, Eusébio e outros menos conhecidos foram eleitos precocemente herdeiros de Pelé. Nunca chegaram perto. No resto do mundo, também houve várias tentativas de identificar o novo fenômeno à altura dele. Em vão.

Hoje, Messi e Cristiano Ronaldo são erguidos à condição de melhores da história. Poupem-nos. Os que defendem essa ideia deveriam ter visto Cruyff, George Best e Beckenbauer, pelo menos, para refazerem seus conceitos.

Essa discussão será eterna, e aumentada a cada surgimento de um grande craque. E vai sempre colocar em lados opostos os que têm idade para fazer comparações e os que estão chegando agora. Como veterano, tenho o direito de dizer: Pelé é o único Rei!

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José Maria de AquinoJosé Maria de Aquino

Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

Fernando PradoFernando Prado

Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

Gabriel RosteyGabriel Rostey

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

Jorge FreitasJorge Freitas

“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

Emerson FigueiredoEmerson Figueiredo

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

Fernando GaviniFernando Gavini

Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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