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Fernando Gavini

Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.
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Demissão de Micale é passo para trás no caminho do bicampeonato olímpico

Fiquei espantado com a decisão da CBF de mandar embora Rogério Micale, o técnico campeão olímpico. Evidente que foi um vexame o fato da Seleção Sub-20 ter ficado de fora do Mundial, mas por todo o trabalho feito pelo treinador até agora, merecia um voto de confiança.

Vale lembrar que Rogério Micale chegou à CBF às vésperas do Mundial Sub-20 de 2015 para substituir Alexandre Gallo, que havia sido recém-demitido. Foi tão em cima da hora que Micale sequer teve a chance de fazer a convocação, que já tinha sido feita pelo antecessor. Mesmo assim, sem poder escolher os jogadores com os quais gostaria de contar, o treinador levou o time até o vice-campeonato.

Depois disso, passou a cuidar das convocações da Seleção Sub-23 na preparação para a Olimpíada. Mas o máximo que ele exerceria durante os Jogos seria a função de auxiliar técnico, já que o combinado era o time ser comandado por Dunga, então técnico da principal.

Não faltavam nem dois meses para a Olimpíada quando Dunga foi demitido depois da péssima campanha na Copa América. Tite assumiu em seu lugar e abriu caminho para Rogério Micale ser o técnico nos Jogos do Rio de Janeiro.

A missão não era simples e começou complicada. Os dois empates em 0 a 0 na primeira fase se transformaram em duras críticas ao trabalho do treinador, que passou por elas, mostrou maturidade para comandar a estrela Neymar, o time embalou e chegou ao emocionante e inédito título, conquistado nas cobranças de pênalti diante da Alemanha.

O trabalho na Seleção Sub-20 era a continuidade do que foi feito no Rio de Janeiro. Afinal, a geração que vai ter 23 anos em Tóquio é formada por quem tem 20 em 2017. Rogério Micale tinha a chance de estar à frente de todo o ciclo olímpico e chegar ao Japão com o time na ponta dos cascos.

Mas o fracasso no Sul-Americano Sub-20 colocou um ponto final na carreira de Rogério Micale na CBF. O time realmente não foi bem, mostrou deficiências principalmente defensivas e falta de maturidade na hora de resolver as partidas. Por outro lado, comandou quase todas as partidas, saiu na frente em quase todos os jogos, mas deixou vários resultados escaparem nos momentos finais. Alguns de forma quase inacreditável, como contra a Argentina.

De qualquer forma, vale lembrar que o time não pôde contar com três jogadores que não foram liberados por seus clubes, embora ainda pertençam à categoria Sub-20: Gabriel Jesus, do Manchester City; Thiago Maia, do Santos; e o ex-corintiano Malcolm, do Bordeaux.

Mesmo sem eles, uma boa base foi formada no Sul-Americano com Guilherme Arana, Lyanco, Richarlison e Felipe Vizeu. Adicione a eles os três que não foram liberados e ainda pense em Tóquio com mais três jogadores acima dos 23 anos. É claro que dá para imaginar um time em condições de brigar pelo bicampeonato olímpico. Mas certamente essa caminhada já começou com um passo para trás com a demissão de Rogério Micale.

 

Visite o www.olimpiadatododia.com.br e saiba tudo sobre o esporte olímpico brasileiro. Para que esperar quatro anos se a Olimpíada acontece todo dia?

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Para que esperar quatro anos se a Olimpíada acontece todo dia?

Brasileiro só quer saber de futebol!

Esporte olímpico só é lembrado de quatro em quatro anos!

Imprensa brasileira não dá espaço para outros esportes!

As três frases acima são costumeiramente ouvidas ao longo dos quatro anos que separam uma Olimpíada de outra, mas vivemos desta vez um momento diferente. Acabamos de sediar pela primeira vez na história uma edição dos Jogos.

Nunca estivemos tão perto dos heróis olímpicos e dos nossos atletas com desta vez. Vibramos, sofremos e nos encantamos como nunca. E pudemos ver de perto! Ouvi de gente que jamais havia se interessado por esporte que havia se transformado em fã do Thiago Braz, do Isaquias Queiroz, da Flavinha Saraiva, da Rafaela Silva, entre outros tantos brasileiros que brilharam no Rio de Janeiro.

A verdade é que não considero as frases com as quais abri este post mentirosas. Mas para muda-las é preciso que haja também uma mudança de interesse das pessoas. Por que as emissoras de televisão transmitem mais futebol do que as outras modalidades? A resposta é simples: porque dá mais audiência e vende mais. É uma simples relação mercadológica. Qualquer empresa só coloca dinheiro naquilo que dá retorno.

É possível acompanhar quase todas as modalidades seja pela televisão ou mesmo pela internet. A nossa tv fechada costuma passar competições de atletismo, natação, ginástica, judô, handebol, hipismo, surfe, tênis, vôlei, vôlei de praia, entre outros esportes. Mas, evidentemente, o espaço para elas poderia ser maior. Mas tudo depende do interesse do consumidor, do torcedor comum. Quanto mais gente passar a se interessar por estes esportes fora do período olímpico, mais espaços serão abertos para eles.

Com tudo isso em mente, lancei há dois meses o site www.olimpiadatododia.com.br com a intenção de informar tudo sobre o esporte olímpico brasileiro. Para que esperar quatro anos se a Olimpíada acontece todo dia?

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Na Libertadores, trio de ferro de SP contraria previsões e vê favorito fracassar

Organização que fez a diferença para o Corinthians dá esperança ao Palmeiras mesmo com eliminação precoce. São Paulo, de Bauza, ainda busca um padrão

A Libertadores estava próxima de seu início e quase todas as análises apontavam para a mesma direção. Campeão brasileiro, o Corinthians teria muitas dificuldades depois de perder mais da metade do time titular que conquistou o título nacional em 2015. O São Paulo tinha chances de se dar bem com a contratação do técnico argentino Edgardo Bauza, duas vezes campeão da Libertadores, que daria a consistência defensiva que faltou para o Tricolor ter sucesso no ano passado. Já o Palmeiras, campeão da Copa do Brasil, era apontado como o paulista com mais chances de ir longe na competição sul-americana. Com a base que derrotou o Santos na final mantida, o Verdão foi atrás de reforços que fortaleceram o elenco a ponto de sonhar com a segunda conquista da América, 17 anos depois da primeira.

Poucas vezes, no entanto, o abismo entre as previsões e a realidade foi tão grande. O Palmeiras em nenhum momento conseguiu embalar, acumulou tropeços, trocou de técnico e acabou eliminado na fase de grupos da Libertadores, fato que só tinha acontecido uma vez na história do clube, em 1979. O torcedor alviverde pode até ter ficado com raiva do Nacional, que, já classificado, poupou nove jogadores na última rodada contra o Rosario Central e foi facilmente derrotado, mas o fato é que foram os erros e os tropeços do próprio time que fizeram com que a equipe chegasse ao jogo contra o River Plate, do Uruguai, dependendo do resultado da outra partida da noite para conseguir uma vaga nas oitavas-de-final.

O mais dolorido para os palmeirenses é que a classificação esteve nas mãos do time. Se a bola chutada na trave por Lucas nos acréscimos da derrota em casa para o Nacional por 2 a 1, tivesse entrado, a vaga seria do Verdão. Ou então que pelo menos tivesse vencido um dos dois jogos como visitante em que a equipe esteve duas vezes na frente do placar, mas cedeu o empate contra River Plate e Rosario Central, a história seria diferente.

Já do São Paulo esperava-se uma classificação tranquila por conta de estar num grupo fácil. O único adversário de respeito era o River Plate, atual campeão da Libertadores. Os outros dois, The Strongest e Trujillanos, são modestos e não deveriam assustar os favoritos brasileiros e argentinos. Mas o Tricolor conseguiu se complicar. Perder em casa para o The Strongest, que não vencia como visitante na competição há 34 anos, foi uma façanha.

Não dava muito para ter esperanças depois disso, ainda mais com a péssima campanha do time também no Paulistão. A classificação em nono lugar na primeira fase foi a pior do clube em 26 anos no Estadual. A sorte é que o principal rival na chave da Libertadores também anda mal das pernas. Em 15 jogos disputados em 2016, o River Plate só venceu quatro e o São Paulo se aproveitou disso: arrancou um empate em Buenos Aires e venceu num jogo duríssimo quarta-feira no Morumbi diante de mais de 51 mil pessoas. O resultado de 2 a 1 deu sobrevida ao Tricolor, mas a tarefa é das mais complicadas. Para se classificar, o São Paulo não pode perder para o The Strongest em La Paz, onde os bolivianos tem a altitude de 3660 metros como principal arma para derrubar quem cruza seu caminho.

A verdade é que Edgardo Bauza não conseguiu dar um padrão de jogo ao São Paulo, mesmo problema que teve Marcelo Oliveira no Palmeiras. A diferença é muito clara quando se compara ao Corinthians. Apesar das enormes e importantes perdas de seis titulares, Gil, Ralf, Renato Augusto, Jadson, Vagner Love e Malcom, Tite manteve a equipe com o mesmo padrão, a mesma tática. Manteve o 4-1-4-1 vencedor e adaptou os novos reforços ao esquema. Começou a temporada usando os reservas de 2015, que já conheciam de cor e salteado a maneira de jogar do Timão, enquanto os contratados se esforçavam nos treinos para aprender as funções que teriam de executar a partir do momento em que fossem chamados a campo.

Assim, o Corinthians nadou de braçada no Campeonato Paulista e terminou a primeira fase tranquilamente como líder apesar das derrotas nos clásssicos para Santos e Palmeiras. Na Libertadores, num grupo mais fácil do que o do Verdão, mas bem mais complicado do que o do São Paulo, o Timão também não teve dificuldades e se classificou com uma rodada de antecedência. E olha que a única derrota sofrida, contra o Cerro Porteño, aconteceu muito mais por conta das expulsões de André e Rodriguinho do que pela superioridade do adversário.

A conclusão é que no futebol atual em que há poucos craques no futebol brasileiros capazes de decidir jogos em momentos de improviso e genialidade, o que faz a diferença é a organização, o posicionamento e a capacidade dos jogadores de cumprirem as funções dadas a eles. O Corinthians faz isso com perfeição. Se vai ser campeão ou não é difícil dizer, mas o fato é que tudo isso faz com que o time dificilmente seja derrotado.

Pelo menos essa constatação traz esperança ao palmeirense, hoje ainda chateado pela eliminação na Libertadores. O começo de Cuca foi muito ruim, com quatro derrotas seguidas. Mas o treinador usou os jogos para testar praticamente todos os seus jogadores, analisando em quais funções cada um poderia render e quais são aqueles que podem jogar em mais de uma posição. O treinador adora ter atleta polivalentes no time, capazes de fazer o esquema tático mudar sem que ele tenha que fazer uma substituição. O resultado disso tudo é que, apesar da frustração pela desclassificação, o Verdão parece encontrar seu caminho. A goleada por 4 a 0 sobre o River Plate do Uruguai foi o quinto jogo de invencibilidade do Palmeiras, que agora vai brigar pelo título paulista sem ter que dividir forças e tem elenco com peças de reposição suficientes para brigar para ser campeão brasileiro. Basta ter organização, que parece encaminhada com o trabalho feito por Cuca.

Leia também: 

Cuca à parte, o Palmeiras merecia vaias – e não aplausos – depois do fiasco na Libertadores

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Liga Sul-Minas-Rio mostra que é hora de romper com a atual estrutura do futebol brasileiro

Você pode concordar ou não com a criação da Liga Sul-Minas-Rio, que foi lançada na última quinta-feira e pretende montar seu primeiro campeonato já em 2016, mas o surgimento da associação que reúne clubes de estados importantes como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina é mais uma prova da insatisfação geral contra o atual modelo do futebol brasileiro. Os longos, empobrecidos e deficitários estaduais não agradam mais. É preciso romper com o atual sistema. Há dois anos, na época do lançamento do Bom Senso, as estrelas do espetáculo, os jogadores, reivindicavam mudanças no calendário a fim de reduzir a maratona de jogos, impedir que rodadas dos campeonatos coincidam com partidas da Seleção Brasileira, tornar as competições mais atrativas e ter tempo suficiente para fazer uma adequada pré-temporada.

De tudo isso, a CBF atendeu apenas um dos pedidos. Desde 2014, o período de preparação para a temporada aumentou de duas semanas para um mês. Do restante, nada foi atendido. Os campeonatos estaduais continuam longos e cansativos, com poucos jogos realmente interessantes. E o Campeonato Brasileiro, que deveria ser a cereja do bolo do calendário do nosso futebol, continua jogado no meio da temporada, tendo seu início ofuscado por fases decisivas dos Estaduais e a fase de mata-mata da Libertadores.

A Liga Sul-Minas-Rio segue o exemplo da Copa do Nordeste, que voltou a ser disputada em 2013 e tem sido sucesso de público e renda. Os clubes da região deixam de lado os Estaduais, entrando apenas em suas fases mais decisivas, jogando menos jogos deficitários e dando prioridade à competição regional, muito mais atrativa em termos financeiros e de competição.

Para ter lugar em 2016, a Liga Sul-Minas-Rio terá que negociar com as federações alterações no regulamento dos campeonatos estaduais para que ela não se torne mais um estorvo no já inchado calendário. A Federação Catarinense vai apoiar a iniciativa, enquanto as outras precisam se posicionar a respeito, sendo que a Gaúcha e a Carioca já sinalizaram que a não veem com bons olhos.

Inquestionável, no entanto, é a força com a qual surge a nova liga. Os cinco estados reúnem 12 times da primeira divisão do Campeonato Brasileiro: Flamengo, Fluminense, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Internacional, Grêmio, Atlético Paranaense, Coritiba, Figueirense, Joinville, Chapecoense e Avaí. O número só não é maior porque o Vasco, de Eurico Miranda, não apoia a ideia. Tem tudo para ser o embrião de uma liga nacional como disse o presidente do Cruzeiro, Gilvan Tavares. “É um passo gigantesco. É assim no mundo onde o futebol deu certo como Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra”, disse o dirigente.

Para que isso aconteça, basta juntar os paulistas à ideia e mais Goiás e Sport.

Assim, toda a primeira divisão estaria reunida numa liga nacional, que pode ser a saída para romper com o atual sistema regido pela CBF e pelas federações estaduais.

Pode ser a grande salvação para o futebol brasileiro.

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Duelos de mata-mata e clássicos viram “karma” para o Corinthians em Itaquera

É inegável a força do Corinthians em sua arena. Em 45 jogos desde a inauguração em 2014, foram 32 vitórias, nove empates e apenas quatro derrotas. O aproveitamento é de 77,8% dos pontos disputados. Jogar em casa tem sido fundamental para o time comandado por Tite ser o atual líder do Campeonato Brasileiro. O Timão é o melhor mandante da competição. Dentro de seu estádio, em dez partidas, venceu nove e só perdeu uma. O problema tem sido os clássicos e, principalmente, os confrontos de mata-mata disputados em Itaquera. A eliminação da Copa do Brasil para o Santos foi a terceira em 2015 dentro de casa e o quarto duelo seguido sem vitória contra arquirrivais.

Só duas vezes em que decidiu em casa um confronto de mata-mata, o Corinthians se deu bem. O primeiro foi nas oitavas-de-final da Copa do Brasil do ano passado, quando derrotou o Bragantino por 3 a 1, revertendo a vantagem do adversário, que havia vencido a primeira partida por 1 a 0. A outra vez foi nas quartas-de-final do Campeonato Paulista nesta temporada, numa partida polêmica. A vitória por 1 a 0 sobre a Ponte Preta ficou marcada por um gol mal anulado anotado pela Macaca. Depois disso, três fracassos. Primeiro, foi eliminado nos pênaltis pelo Palmeiras do Estadual após o empate por 2 a 2 no tempo normal. Dias depois, veio a queda para o modesto Guaraní, do Paraguai, na Libertadores, e agora a eliminação diante do Peixe na Copa do Brasil.

Tem a ver com os maus resultados, os desempenhos ruins que o Corinthians teve tanto contra o Guaraní quanto contra o Santos nos jogos de ida, como visitante. É sempre complicado virar um placar de 2 a 0 como aconteceu nas duas oportunidades. O detalhe é que também contribuiu para as eliminações a prioridade dada a outras competições em detrimento às que estavam sendo disputadas. Foi assim contra o Palmeiras, no Paulista, quando Tite deixou no banco Elias e Renato Augusto para poupá-los para a Libertadores. Na época, o treinador foi muito criticado pela atitude, principalmente depois que o Timão caiu na competição sul-americana. E vai acontecer de novo depois da queda na Copa do Brasil caso a equipe não conquiste o Campeonato Brasileiro. No segundo jogo contra o Peixe, Tite preferiu deixar no banco Elias e Fágner, surpreendendo os mais de 37 mil torcedores presentes no Itaquerão.

Além dos mal sucedidos confrontos de mata-mata decididos em casa, outro karma na vida do Corinthians em Itaquera tem sido os clássicos. Depois de vencer os três duelos contra os rivais disputados em 2014 no novo estádio, o desempenho despencou em 2015. Em cinco jogos, a equipe de Tite só conseguiu uma vitória, contra o São Paulo, em fevereiro, pela Libertadores. De lá para cá, já são quatro clássicos sem vitória. No Paulista, empatou em 1 a 1 com o Santos e depois em 2 a 2 com o Palmeiras no jogo em que foi eliminado do Estadual. No Brasileiro, perdeu para o Verdão por 2 a 0 na única derrota sofrida em casa na competição. E na Copa do Brasil, foi eliminado ao cair por 2 a 1 diante do Santos. Para ser campeão brasileiro, será preciso manter o excelente aproveitamento dentro de casa. Qualquer tropeço na Arena pode atrapalhar os planos alvinegros. E para isso, vai ser preciso melhorar o desempenho nos clássicos. No segundo turno, tanto Santos quanto São Paulo irão a Itaquera dispostos a ampliar o jejum de vitórias do Timão dentro de casa contra arquirrivais.

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Com título do River, argentinos chegam a 24 conquistas em 33 finais de Libertadores

Quando um time argentino chega à decisão do principal campeonato do continente, dificilmente é derrotado. A história prova isso. De 1960 até hoje, nossos hermanos estiveram em 33 finais de Libertadores e venceram 24, um aproveitamento incrível de 72,7%. Como comparação: os brasileiros disputaram 28 decisões contra adversários estrangeiros e levantaram 15 vezes a taça. Ou seja, venceram 53,5%, um desempenho muito inferior ao de nosso hermanos. Vale lembrar que os clubes brasileiros somam ao todo 17 conquistas, mas duas delas aconteceram com dois clubes do país na final: em 2005, quando o São Paulo bateu o Atlético Paranaense, e em 2006, quando o Internacional foi campeão em cima do Tricolor.

Essa força histórica dos argentinos na hora de decidir certamente fez diferença para o River Plate levantar em 2015 a terceira Libertadores de sua história. No papel, o Tigres era mais time e tinha, ao longo da competição, jogado mais bola do que adversário. Mas quem ficou com o título com toda a justiça foram os Millionarios, que arrancaram um 0 a 0 no México e venceram por 3 a 0 no Monumental de Nuñez.

Foi o segundo ano seguido sem um brasileiro na final, fato que não ocorria desde 1991. A incompetência tupiniquim facilitou o caminho para que a Argentina ampliasse a supremacia com o inédito título do San Lorenzo em 2014 e com o do River em 2015. Um argumento comumente usado para justificar tamanha diferença é que, no passado, os clubes do Brasil não levavam a sério a Libertadores, mas ele cai por terra quando se analisa as 13 vezes em que times dos dois países se enfrentaram em decisões continentais: os argentinos ganharam nove contra quatro dos brasileiros.

Os autores das façanhas são o Santos, de Pelé, que bateu o Boca Juniors em 1963, o Cruzeiro, que superou o River Plate em 1976, o São Paulo, que levantou seu primeiro título ganhando do Newell’s Olds Boys em 1992, e o Corinthians, campeão em cima do Boca em 2012.

Se foi derrotado duas vezes por brasileiros na história, o Boca Juniors é também o maior algoz de nossos clubes. Foi campeão em 1977, 2000, 2003 e 2007 em cima, respectivamente, de Cruzeiro, Palmeiras, Santos e Grêmio. O Independiente bateu no São Paulo em 1974 e no Grêmio dez anos depois. O Estudiantes fez o Palmeiras de vítima em 1968 e o Cruzeiro em 2009. Teve ainda o Vélez Sarsfield que em 1994 acabou com sonho do São Paulo de conquistar o terceiro título seguido ao levantar a taça depois da disputa de pênaltis em pleno Morumbi.

Outra coisa que as duas últimas Libertadores mostraram é que importa muito pouco a posição com que a equipe se classifica na fase de grupos. Tanto o San Lorenzo em 2014, quando o River Plate em 2015 fizeram campanhas muito ruins para chegar às oitavas-de-final. O time do Papa Francisco passou como o 15o. colocado no ano passado, enquanto os Millionarios ficaram em 16o. nesta edição.

Aliás, desde que a classificação da fase de grupos começou a ser usada para definir os confrontos das oitavas-de-final, em 2005, apenas uma vez o campeão foi aquele que fez também a melhor campanha: o Atlético Mineiro em 2013. Mas nunca antes o pior classificado na etapa inicial tinha ficado com o troféu. A façanha do River Plate deixa duas lições: tradição e camisa ainda pesam muito na hora de decidir e a primeira fase tem pouca importância no resultado final da Libertadores. A competição começa de verdade no mata-mata, quando se separam os homens dos meninos.

Todas as finais disputadas por clubes argentinos:

1963 – Santos (campeão); Boca Juniors (vice)

1964 – Independiente (campeão); Nacional (vice)

1965 – Independiente (campeão); Peñarol(vice)

1966 – Peñarol (campeão); River Plate (vice)

1967 – Racing (campeão); Nacional(vice)

1968 – Estudiantes (campeão); Palmeiras (vice)

1969 – Estudiantes (campeão); Nacional (vice)

1970 – Estudiantes (campeão); Peñarol (vice)

1971 – Nacional (campeão); Estudiantes (vice)

1972 – Independiente (campeão); Universitário (vice)

1973 – Independiente (campeão); Colo Colo (vice)

1974 – Indendiente (campeão); São Paulo (vice)

1975 – Independiente (campeão); Unión Española (vice)

1976 – Cruzeiro (campeão); River Plate (vice)

1977 – Boca Juniors (campeão); Cruzeiro (vice)

1978 – Boca Juniors (campeão); Deportivo Cáli (vice)

1979 – Olimpia (campeão); Boca Juniors (vice)

1984 – Independiente (campeão); Grêmio (vice)

1985 – Argentinos Juniors (campeão); América de Cáli (vice)

1986 – River Plate (campeão); América de Cáli (vice)

1988 – Nacional (campeão); Newell’s Old Boys (vice)

1992 – São Paulo (campeão); Newell’s Old Boys (vice)

1994 – Vélez Sarsfield (campeão); São Paulo (vice)

1996 – River Plate (campeão); América de Cáli (vice)

2000 – Boca Juniors (campeão); Palmeiras (vice)

2001 – Boca Juniors (campeão); Cruz Azul (vice)

2003 – Boca Juniors (campeão); Santos (vice)

2004 – Once Caldas (campeão); Boca Juniors (vice)

2007 – Boca Juniors (campeão); Grêmio (vice)

2009 – Estudiantes (campeão); Cruzeiro (vice)

2012 – Corinthians (campeão); Boca Juniors (vice)

2014 – San Lorenzo (campeão); Nacional-PAR (vice)

2015 – River Plate (campeão); Tigres (vice)

Primeiros colocados na fase de grupos desde 2005:

2005 – River Plate – eliminado na semifinal pelo São Paulo

2006 – Vélez Sarsfield – eliminado pelo Chivas Guadalajara nas quartas

2007 – Santos – eliminado pelo Grêmio na semifinal

2008 – Fluminense – derrotado na final pela LDU

2009 – Grêmio – eliminado pelo Cruzeiro na semifinal

2010 – Corinthians – eliminado pelo Flamengo nas oitavas-de-final

2011 – Cruzeiro – eliminado pelo Once Caldas nas oitavas-de-final

2012 – Fluminense – eliminado pelo Boca Juniors nas quartas-de-final

2013 – Atlético Mineiro – campeão

2014 – Vélez Sarsfield – eliminado pelo Nacional-PAR nas oitavas-de-final

2015 – Boca Juniors – eliminado pelo River Plate nas oitavas-de-final

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Final da Libertadores reúne quem trabalhou melhor na parada da Copa América

River Plate e Tigres são com toda a justiça os dois finalistas da Copa Libertadores da América. Tanto argentinos quanto mexicanos foram muito superiores a seus adversários na semifinal e prometem fazer uma grande decisão para definir o campeão de 2015. Pelo regulamento, os “millonarios” do River já estão no Mundial de Clubes, mas, pelo que jogou contra o Internacional e como dominou o rival brasileiro, o representante mexicano entra com pinta de favorito para levar pela primeira vez na história a taça para a América do Norte.

Os dois finalistas foram recompensados por terem trabalhado melhor no mercado de transferências durante os quase dois meses em que a Libertadores ficou paralisada por causa da Copa América. O River Plate foi buscar no passado dois antigos ídolos: Lucho González e Javier Saviola. Tinha trazido também Pablo Aimar, mas o meia anunciou o fim da carreira por conta de problemas físicos. Os dois veteranos, no entanto, não tiveram grande influência nos duelos contra o Guarani, do Paraguai. O atacante entrou nos minutos finais na partida disputada em Buenos Aires. O meio-campista deu seu toque de qualidade ao time, mas só aguentou 45 minutos no jogo de ida e outros 62 no de volta. Quem brilhou foi o atacante Lucas Alario, jovem promessa de 22 anos, que foi contratado do Colón e chegou para substituir Téo Gutierrez, que se mandou para o Sporting.

O técnico Marcelo Gallardo surpreendeu ao deixar Cavenaghi no banco e escalar Alario como titular nas duas partidas da semifinal. Mas o garoto não decepcionou e marcou na última terça-feira o gol da classificação para a final. O Guarani, do Paraguai, abriu o placar e pressionava em busca do segundo gol quando o atacante fez de cobertura o gol que levou o River Plate de volta a uma final de Libertadores.

O adversário que o River Plate terá pela frente na decisão será o mais complicado rival entre os que enfrentou desde o início do mata-mata da Libertadores. O Tigres já tinha uma forte equipe com jogadores experientes e campeões da Libertadores como Rafael Sóbis e Guerrón, mas foi às compras durante a Copa América e se fortaleceu ainda mais. E quem chegou, brilhou nos duelos contra o Internacional. Aquino, campeão olímpico em 2012 em cima do Brasil, que veio do Villarreal, foi o melhor em campo em Monterrey. Rápido e driblador, fez o que quis na defesa colorada e sofreu o pênalti que foi desperdiçado por Rafael Sóbis. O meia Damm, contratado do Pachuca, deu equilíbrio ao meio-campo. E o artilheiro francês, Gignac, contratado a peso de ouro do Olympique de Marselha, fez o que dele se espera ao marcar o primeiro gol que abriu o caminho para a maiúscula vitória por 3 a 1.

Ao final do jogo, Rafael Sóbis resumiu bem o que foi o jogo ao lamentar o pênalti que desperdiçou. “Era para ter sido quatro ou cinco pelo menos”. E era mesmo! O domínio do Tigres foi total. Resta saber se vai conseguir repetir o desempenho contra o River Plate. Os mexicanos jogaram mais e melhor nas semifinais. Os dois finalistas se enfrentaram na fase de grupos desta edição da Libertadores e empataram duas vezes. Agora, tanto um quanto outro está mais reforçado do que no começo do campeonato. Mas o representante da Concacaf parece mais poderoso neste momento.

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Falsas promessas tiram credibilidade da direção e aproximam Santos do rebaixamento

Não há nada pior para um profissional do que trabalhar e não receber a quantia combinada como recompensa pelo esforço mensal. Em nenhuma área é possível manter o rendimento sem que o patrão cumpra sua obrigação e pague os salários em dia. É impossível se manter motivado. Pior ainda acontece quando os funcionários recebem do comando da empresa a promessa de que o pagamento dos atrasados será cumprido em tal data e, quando o dia chega, ao conferir suas contas bancárias eles percebem que nenhum tostão foi depositado. A situação, no mínimo, desconfortável tem sido comum no Santos. Talvez seja a justificativa mais plausível para explicar o motivo pelo qual o campeão paulista venceu apenas três partidas no Campeonato Brasileiro e está na zona de rebaixamento.

A diretoria do Santos a cada dia que passa perde a confiança dos jogadores. Há alguns dias, o presidente Modesto Roma Júnior (foto) convocou uma reunião no CT Rei Pelé. Chamou todos os jogadores do elenco, a comissão técnica, todo o departamento médico e funcionários. Disse que todos os problemas estavam equacionados e que os salários atrasados seriam pagos na quarta-feira da semana passada. Além disso, prometeu que a premiação pelo título de campeão paulista, também atrasada, seria paga na última segunda-feira. Adivinhem o que aconteceu? Tanto em um dia como no outro, jogadores e funcionários foram conferir suas contas e nada havia sido depositado. “Não sei para que convocar uma reunião e fazer promessas que não vai conseguir cumprir. Seria mais honesto explicar as dificuldades do clube e dizer que tudo seria pago assim que possível. De que adianta prometer e não cumprir”, me confidenciou um dos presentes à reunião.

Na entrevista coletiva de quinta-feira, perguntei a respeito da situação ao atacante Ricardo Oliveira, que respondeu: “É um agravante, mas não é determinante em relação ao rendimento do time”, resumiu o experiente jogador, tentando não relacionar a situação do Peixe na tabela com os salários atrasados, certamente com medo de algum tipo de retaliação por parte da torcida, que costuma, por incrível que pareça, chamar os atletas de mercenários quando eles cobram da diretoria receber aquilo que lhes é de direito.

Acredito que o grupo de jogadores tente separar as coisas até porque qualquer tipo de valorização ou de possibilidade de transferência depende do que for feito dentro de campo. Mas não tem como não influenciar. Todo mundo tem conta para pagar. Você pode argumentar que os salários dos jogadores são muito altos para os padrões da sociedade brasileira. Mas é só se colocar no lugar deles. Qual profissional, seja de qualquer área, não aumenta seus gastos, muda seu padrão de vida, ao receber um aumento, uma promoção?

Situação parecida viveu o Corinthians em 2015. A gestão de Mário Gobbi devia aos tubos para o elenco, mas o novo presidente foi eleito em fevereiro. Roberto Andrade prometeu ao elenco que logo equacionaria todas as dívidas. Mas o time que encantou o futebol brasileiro no começo do ano foi aos poucos perdendo o brilho até ser eliminado pelo modestíssimo Guarani, do Paraguai. Não há dúvida que a crise financeira e a incerteza sobre o futuro de alguns dos principais jogadores do clube foram preponderantes para o fracasso alvinegro.

Por isso, é bom o que o Santos abra os olhos. É verdade que na estreia de Dorival Júnior, o Peixe sapecou o Figueirense por 3 a 0 e deu alguma esperança ao torcedor. Parte do valor devido foi pago nesta sexta-feira. A dívida com os funcionários foi quitada, mas os jogadores receberam apenas o CLT que deveria ser pago em junho. Foi apenas uma manobra para evitar que os atrasos chegassem a três meses, prazo que daria direito aos atletas de entrar na Justiça para deixar o clube. Os direitos de imagem, que representam a maior parte dos vencimentos dos jogadores, continuam atrasados há dois meses. Algo precisa ser feito e rápido no Santos. Caso contrário, o sofrimento da luta contra o rebaixamento vai continuar até o fim do Campeonato Brasileiro.

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Colunistas

José Maria de AquinoJosé Maria de Aquino

Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

Fernando PradoFernando Prado

Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

Gabriel RosteyGabriel Rostey

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

Gustavo FernandesGustavo Fernandes

Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

Jorge FreitasJorge Freitas

“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

Emerson FigueiredoEmerson Figueiredo

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

Fernando GaviniFernando Gavini

Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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