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Joao Barros

Jornalista e escritor, já publicou artigos sobre cinema, literatura e política em blogs, sites e mídia impressa. Paulo Francis, Gay Talese, Truman Capote e Nelson Rodrigues fazem sua cabeça. Acredita no jornalismo literário, nas grandes reportagens, no slow journalism. Gosta do cheiro de jornais velhos.

goleiros

Ode aos estraga-prazeres

Goleiros sempre foram meus heróis no futebol. “Onde já se viu escolher como herói no futebol aquele cujo trabalho é impedir o gol?”, o esperto poderia me perguntar. Well, a resposta é simples. Sempre gostei dos estraga-prazeres, de gente do contra. Sou assim com tudo na vida. Em política, por exemplo, basta assumir um governante mais à esquerda que fico doido de vontade de ler -e mostrar para todo mundo que estou lendo-, publicações conservadoras como a National Review. Se temos alguém mais “reaça” em Brasília, aquele lugar cheio de monstruosidades que fazem vez de políticos, começo logo a achar a Luciana Genro mais interessante, a querer pregar pôsteres do Bill Maher em todas as paredes de casa, etc., etc., etc.

Mas, voltando aos goleiros, para piorar minha obsessão com os outsiders, arranjei espaço para amar alguns guarda-redes, no mínimo, malqueridos. Fui fã, dentre outros, de Doni, aquele incompreendido que defendeu meu Corinthians, a Roma, e o Brasil na Copa América de 2007 e no Mundial de 2010. Gostava também de Fábio Costa, um autêntico amante do Fair Play.

Não se consegue, entretanto, idolatrar só os renegados.

No Brasil, Marcos foi meu goleiro favorito e eu não conheço ninguém que não goste, de verdade, do Marcão. Fiquei muito feliz quando ele começou a ser convocado para Seleção e eu pude, enfim, chamá-lo de São Marcos, sem sentir culpa por estar torcendo, na cara dura, por um jogador do Palmeiras que, além de tudo, era e é palmeirense roxo.

Aliás, que Copa de grandes goleiros a de 2002. Marcos pegando até vento; o desconhecido e bárbaro Rüştü; Oliver Kahn, que passaria, sem problemas, por um robô de Exterminador do Futuro… Só faltou o meu goleiro favorito de sempre, Edwin van der Sar, o verdadeiro holandês voador, duas vezes campeão da UEFA, eterno defensor de uma seleção quase sempre talentosa e que sempre fica no quase, o guarda-redes mais elegante que o futebol já viu jogar.

Escrevo isso aqui porque deu-me saudade de toda essa gente. Vejo os goleiros do Penta e penso em Dida, com seu rosto de menino humilde. Um caçador de pênaltis de quem, estranhamente, nunca fui fã. Talvez por estar sempre bem colocado, quase nunca fazer pontes colossais, plásticas. Dida era cirúrgico. Sempre preferi o drama.
Ao observar com calma a foto que ilustra esse artigo, chego a sentir saudades até de Rogério Ceni. A vida tem desses devaneios malucos.
P.S. Em um artigo sobre goleiros, seria insensibilidade não desejar força a Walter, um arqueiro exemplar e que, sempre que preciso, exerce sua função com muita competência, como um soldado discreto, como um irmão com quem se pode sempre contar. #ForçaWalter

Postado em Coluna do Leitor, Futebol internacional, Futebol nacional, História9 Comments


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Emerson FigueiredoEmerson Figueiredo

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano é especialista em política urbana. Com formação em gestão do esporte, também encara apaixonadamente o futebol como fenômeno cultural.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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