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Jose Maria de Aquino

Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.
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Que a diretoria do São Paulo não deixe o bonde passar

Ao contrário de muita gente, nada tenho contra as torcidas uniformizadas. Sou contra alguns torcedores, que talvez pareçam muitos, porque, bobos e inocentes, acabam seguindo os tais líderes. Alguns por medo deles. Sou contra, isso sim, esses maus elementos que dela fazem parte. Como sou contra médicos que fazem aborto criminoso, advogados que lesam clientes, padres que não cumprem fielmente suas obrigações. A relação é longa.

Torcida uniformizada bandida, briguenta, que explora garotos de boa índole que são por elas atraídos, não é coisa de tanto tempo assim. Sou antigo nessa estrada, e na caminhada vi torcidas e torcedores/as que realmente amavam seus times, incentivava os jogadores, faziam festa nas arquibancadas e motivavam os demais torcedores.

Sou do tempo da Charanga do Jaime levando a torcida do Flamengo no embalo. De Porphyrio da Paz, Manuel Raimundo Paes de Almeida comandando a bandinha no centro das cadeiras descobertas do Pacaembu. Do Tatã com suas muletas, caminhando do Pacaembu ao Parque São Jorge após a conquista do título paulista do IV Centenário, em 1954, cegando lá com seu corpo coberto de sangue. Da Eliza, que comandava e domava os fieis antes de se tornarem Gaviões. Do Chico Mendes, este sim o criador do grito “Vai, Corinthians”.

Sou do tempo da Filinha, uma verdadeira lady, do Mário, deficiente físico e mental, que fazia chorar jogadores e torcedores do São Paulo com seus gritos difíceis de se entender. Do João Gaveta, que tinha problemas parecidos com os do Mário e que, por amor ao Palmeiras, achava que todo juiz era ladrão – estava na gaveta – se o Periquito não vencia. Do capitão Nicola, patenteado de verdade, que podia apontar o dedo para Jorginho, chamá-lo de “falso brilhante”, e ninguém se aborrecer. Da Dulce, no Vasco, da Conceição, na Ponte Preta. Senhoras adoráveis que tratavam – e tratam – os jogadores como filhos, dando-se ao direito de elogiá-los, abraçá-los ou espinafrá-los.

Essa banda podre começou quando alguns cartolas – que nem merecem ser citados – a financiava, até, acreditem, para vaiar o time, visando, eles, as eleições em seus clubes. Essa banda podre surgiu quando começaram a dar a eles ingressos, para que usassem ou vendessem, recheando seus bolsos. Quando passaram a financiar ônibus para que acompanhassem o time em jogos fora da Capital. Quando viram funcionários serem agredidos – porque o ônibus atrasou – e não denunciaram os agressores. Quando viram vândalos por eles sustentados quebrarem sala de troféus, história de conquistas, e fingir que estava tudo certo.

Criaram alguns monstros que dominam uma grande massa de, muitos deles, inocentes. Criaram, sustentam e hoje são reféns deles. Tem até que, em um certo clube, os incentivam para que pressionem os jogadores, ao limite dos cascudos, para que corram mais, quando o time dá uma bambeada. Aceitar pressões e levar os “líderes” para que se reúnam com comissão técnica e jogadores, é até corriqueiro. Não tem um mês que o emperdigado São Paulo agiu assim.

Erraram e não tem volta? Criaram monstros e não sabem como eliminá-los ou, melhor, enquadrá-los? E assim mesmo, porque até a Polícia Militar e o Ministério Público não deram jeito, e insistem em torcidas únicas nos tais clássicos? Têm medo de que sem as tais uniformizadas falte público nos estádios? Penso que não.

E alguns bons exemplos estão aqui em São Paulo nesse exato momento. Deram acomodações decentes, de primeira, e a torcida corintiana responde com excelente média de público. Os preços dos ingressos são salgados, mas quase não se ouve reclamação. Dizem que elitizaram, pelos preços, é verdade, mas nem por isso os demais se afastaram. Estão, isto sim, silenciosamente sendo “enquadrados” pela “nova classe de torcedores”, que não aceita ver o estádio ser detonado e diminuir o conforto que a atrai. O bom atrai o ruim e o melhora. Logo poderão cobrar preços mais apropriados para o bolso brasileiro.

Da mesma forma que no Corinthians, a torcida do Palmeiras formada por sócios torcedores – nada ver com a Mancha e a TUP – também quer preservar o belo patrimônio. Sabe que deve gritar, criticar, xingar, mas não deve quebrar cadeiras se o time perder, não cumprir o que cartolas prometeram. Falta o Santos encontrar sua fórmula. E quem tiver bom pauteiro, logo vai descobrir o grupo de torcedores – da zona Sul – que vem trabalhando para dessa forma reerguer a Lusa. Busquem.

Mas, o maior exemplo está no São Paulo. Por diversos fatores. Falam bastante dos preços mais baratos para os ingressos. Para mim, o mais importante está na “descoberta” que os torcedores – esqueça as uniformizadas – fizeram, de que é melhor apoiar, empurrar o time para fora da zona de rebaixamento, salvando-o da queda agora, do que passar um ano tentando puxá-lo para cima novamente. Como tiveram de fazer corintianos, uma vez, e palmeirenses, duas. Mais Vasco, Botafogo, Grêmio e agora Internacional.

Sim, na média superior a 34 mil pagantes – com picos de 63, estão os torcedores uniformizados. A Independente, a Real… mas não é delas o domínio. Não vem de trás do gol de fundo, no Morumbi, onde se colocam, o apoio, o incentivo maior. Este está vindo de todo o resto do estádio. Sem brigas e até sem batuque. Aquelas uniformizadas que, com suas brigas, atos de selvageria espantava os torcedores “normais”, agora é que, se quiserem, terão de se acomodar com a nova maioria. Terão que se educar.

Para que a nova realidade se imponha, será preciso que a diretoria entenda a mudança. E faça a parte dela. Não desprezar, mas também não temer as uniformizadas. Fazê-las entender que as quer incentivando – mesmo que seja, quando preciso, vaiando – mas não depredando, brigando, matando, para espantar os demais. E, muito importante também, não crescer os olhos, tentando aumentar demasiadamente os preços dos ingressos, quando voltar a ter um time de verdade, vencedor. No mais, se tiver alguém de boa cabeça no seu meio – espera-se que sim -, encontrar uma fórmula de agradecer a essa torcida, antes exigente e acomodada, agora presente. Pelo que vem ensinando.

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Sobre a queda corintiana no 2º turno. E como o basquete poderia ajudar Carille

Mestre em treinar a defesa, o técnico Carille alcançaria melhor seus objetivos com o time do Corinthians, tornando-o também eficiente no ataque, caso as regras do futebol e o regulamento dos campeonatos permitissem a utilização de vários jogadores durante a partida, entrando e saindo, como no basquete

Goal em inglês significa objetivo, meta a ser alcançada. Inventado ou desenvolvido pelos ingleses, o gol, assim grafado por aqui, que os portugueses batizaram de tento, nada mais é que alcançar o objetivo, alcançar a meta, colocando a bola na rede – que está lá apenas para diminuir o trabalho dos gandulas (rs) – jovens ou coroas, e até belas garotas, encarregados de devolver a bola para os jogadores, quando ultrapassam os limites do campo, mantendo a dinâmica da partida.

Se o gol é o objetivo do futebol, um jogo sem gols é um jogo que não alcançou seu objetivo. Em princípio, como os americanos já fizeram quando davam bananas para as ordens dos velhinhos da Fifa, penso que nenhuma partida deveria terminar sem um vencedor. Os americanos, nos tempos de rebeldes, obrigavam haver o desempate com cobrança de pênaltis em movimento – ou algo do gênero.

Sim, eu mesmo já escrevi que o gol que faltou, não passou de mero detalhe. Mas foi uma única vez em 50 anos dedilhando prestinhas e falando em latinhas. Foi numa decisão de título brasileiro entre São Paulo x Palmeiras, quando o zero no placar favorecia a este. Mesmo assim penitencio-me. Jogo sem gol e sem vencedor, é como chupar bala sem retirar o papel.

Já li, ouvi e participei de vários debates onde se buscava um jeito de pelo menos aumentar a chance de gols nos jogos. Diminuir para dez ou nove o número de jogadores. Aumentar as metas – como dizem os portugueses, “o espaço entre as molduras”. Nada vingou, como sabem.

Antigamente, os jogos terminavam com grandes goleadas, isto é, com muitos gols marcados. Elas ainda acontecem, mas são mais raras. E geralmente quando os adversários não são parelhos. As razões também são conhecidas: evolução na preparação física dos jogadores, cuidados médicos, alimentação, e nos esquemas táticos.

Até um tempo atrás, o jogador pensava e a bola é que corria. Hoje, com os jogadores mais bem preparados fisicamente, aumentou a correria, todos “chegam junto” e não aliviam. É preciso pensar enquanto corre. Tocar rápido e sair para receber. Nunca a máxima de Gentil Cardoso – “quem pede recebe, quem desloca tem preferência” – foi tão real e necessária. Por isso diminuiu o número de grandes craques. Agora só os que trazem do berço o que a preparação física não dá. Os que conseguem assobiar e chupar cana ao mesmo tempo.

Na FIFA andam especulando jogos com 60 minutos de bola rolando. Como é no basquete. (Quase) toda experiência é válida. Esta é uma delas. Poderia diminuir as ceras, por exemplo. Melhoraria o nível técnico? Aumentaria o número de gols? Surgiriam novos esquemas táticos? Sou do tempo do WM. Passei pelo 4-2-4, 4-4-2. Hoje escuto que o estão jogando com 4-2-3-1-1. Sei lá mais quantas variações.

Penso que a evolução levará ao 4-6-0 – que já falei e escrevi e já ouvi falar. E se engana quem pensa que o time assim fica menos ofensivo. É só uma questão de obediência tática, que exige muito do físico. A formação seria assim quando o time é atacado, com o “0” se transformando e, quatro, cinco e até seis no ataque, quando a bola é recuperada.

Em muitos jogos e, neles, vários momentos, vejo o time do Corinthians arrumando-se assim – mesmo quando Jô parece estar um pouquinho desgarrado dos seis. Foi muito efetivo no primeiro turno do Brasileiro e caiu bastante na virada. A evolução quando a bola é recuperada já não tem a mesma precisão. Nem todos conseguem chegar ao ponto ideal no tempo exigido. As pernas já não obedecem o cérebro como faziam antes. Idade, contusões, reservas com as mesmas qualidades… A proposta do treinador corintiano exige muito do time. O tempo todo. Para poder – como gostam de dizer – jogar no erro do adversário. Não vejo como erro, mas como a imprecisão…

Se no futebol o técnico pudesse usar o banco durante o jogo, como ocorre no basquete, apostaria em sucesso ainda maior no Corinthians de Carille.

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Melhor do mundo? O que um verdadeiro “parça” de Neymar deveria dizer a ele

Pela primeira vez, acho que Neymar pisou feio na bola. Sem boa assessoria e evitando – no que faz bem – ser guiado por jornalistas que gostam de mandar (mas não fazer), acho que um de seus “parças” bem que poderia falar algumas coisinhas nos ouvidos dele

Tenho idade, mas não sou velho. Perguntam quantos anos tenho e respondo que, imagino, uns quatro, cinco… Quando olham feio, explico que os anos que já tive somam 84. Ninguém tem o que já gastou. Tratando-se de anos, os que já viveu. Por isso se deve viver e gastar bem. Da melhor forma possível. Que é aquela da qual não se arrepende. Quer ser “porra louca”? Seja. Quer ser “careta”? Seja. Só não se arrependa e lamente depois. Como evitar isso? Esse aborrecimento? Pensar sempre três vezes antes de decidir. Após isso, um abraço.

Tenho idade, mas não sou velho. Velho é a… Não, não vou dizer que é a mãe, porque tem tantas mães jovens e belas. Tantas mães jovens com cabeça mais antiga que as avós. Mães chegadas aos 70/80, de cabeça mais leve e atual que netas. E vamos por aí. Tem garotão que curte funk e está na dele. Tem garotão – falando só de tempo vivido – que curte música clássica, tango, samba, valsa etc, e está na dele. Tem garotão que curte rock e pop. Até andam falando que o Rock in Rio não é mais rock porque é pop… Mas é bom não insistir nessa tese, para que os organizadores não acabem bronqueando, por quererem rebatizar a festa para Pop in Rio.

Tenho idade para falar de Zizinho, mas não falo de Leônidas da Silva. Vi vários jogos de um e só dois ou três do outro. Não falo pelo que ouvi em rádio ou ouvi falar.

Tenho idade, vi, aplaudi, entrevistei, sou fã e conheço de perto, de papos informais, de Zico, Paulo César Caju, Jairzinho,Rivelino, Gérson e tantos outros. Entre eles, claro, Pelé. Vi Cruyff, Kempes, Neskeens, Ruud Gullit, Alonso, Eusébio, uma pá de apelidados “Pelé” branco, moreno, negro… Nenhum, nem de longe, igual a ele, o Rei.

Vi Maradona e vejo Messi, este mil vezes melhor que aquele. Modesto e sem marketing. Bola nos pés dele para as redes. Boca fechada, ao contrário do gordinho. Craque sim. Mas longe do “mudinho”. Não é por falar muito que Maradona, sim, um craque, é inferior a Messi. É pelo que um fez e o outro faz e ainda fará por mais sete anos – tem 30 – em campo. Com a cabeça, os pés e nada mais.

Menos craque, mais falante, assim também cabe falar de Cristiano Ronaldo. Jogador e goleador. Um ponto abaixo de Messi, jogador, goleador, cérebro de um time. Sim, Messi faz tudo que Cristiano Ronaldo faz e mais – arruma o time. Cria, vai e decide. Se tivesse um time e pudesse, claro, contrataria os dois. Se desse só para um, nem piscaria os olhos – Messi.

Tenho idade, mas não me apego ao passado nem tenho medo ou bronca do presente – e tenho os olhos sempre voltados para o futuro. Falando só de esportes, não ligo, não critico e, em muitos casos, até elogio o que alguns fazem quando fora do trabalho. Acho mesmo que os parças Hamilton e Neymar têm mais é que curtirem a vida quando longe das pistas e dos campos. Amar as baladas e as belas mulheres que os procuram. Se você acha que elas os procuram por causa da fortuna que ganham, critique a elas. No mais, é pura inveja.

Mas, quando estão trabalhando, a coisa muda de figura. Tirando as exageradas encenações e uma ou outra “frescura” para humilhar os adversários, bato palmas para as jogadas de Neymar. A facilidade com que toca na bola, com que encara o adversário e chega ao gol. Nasceu bafejado por Deus e tem tudo para ser coroado o melhor do mundo nas eleições de revistas e da Fifa, como Messi e Cristiano Ronaldo têm sido. “Amando” belas mulheres e marcando gols, dando espetáculos. Esforçando-se ou não para ser coroado. Só não deve, não precisa, forçar a barra. Não precisa evitar concorrentes. Ao contrário, deve vencê-los. Fazer por onde exijam que ele cobre também os pênaltis, e não exigir cobrá-los.

Todos sabem do que estou falando. Algum dos “parças” que ele curte – e faz muito bem – poderia contar a ele que um dia um árbitro expulsou Pelé de campo e a torcida exigiu que ele voltasse – saindo o árbitro.

Leia também:

– Menos, Neymar, menos. Mas menos você também, Cavani!

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Dorival Júnior + Muricy Ramalho? São Paulo rumo à Série B

Os salva-vidas ensinam que um dos problemas que levam alguém a se afogar é a afobação.

No futebol, costuma ser assim também. Quando um time começa a ir mal em um campeonato, começa a se debater, troca de técnico, contrata novos jogadores (que no geral mais atrapalham que ajudam)… Os oposicionistas – que desejam ocupar cargos importantes, ainda mais depois que entram e saem fortunas dos cofres do clube – aumentam seus bombardeios e por aí vai…

Este não é o primeiro ano que o São Paulo, tão glorioso, beira o precipício que leva à Série B, mas este ano a atração provocada pelo fundo do poço é definitivamente maior. Quase sem saída, embora ainda restem 15 jogos a serem disputados.

É que, quando o time não acerta – seja por incompetência dos jogadores, da direção do clube e do comando técnico, quanto mais joga, mais se perde em campo e perde pontos na tabela. É como andar em areia movediça. Cada passo, um pouco mais para o fundo.

Palmeiras, Vasco, Grêmio, Internacional, Botafogo e Corinthians já viveram esse drama, deixando ensinamentos que, é fácil perceber, os demais não aprendem. Em alguns casos, nem eles mesmos – casos do Palmeiras, Vasco… Sabem que devem manter a calma e assim buscar os salva-vidas, o socorro, mas não agem assim. Brigam, trocam acusações – muitas delas corretíssimas – mas nada resolvem. E, no geral, passam a sensação de que mais querem ocupar as confortáveis cadeiras e ter as chaves dos cofres, do que salvar o time da vergonha.

Discutem as consequências sem buscarem as causas – que estão carecas de saber. No caso do São Paulo, não olham o que foi feito de errado nos mais de 12 anos da administração de Juvenal Juvêncio – que um dia inventou ter montado um time de “galácticos” e depois apelidou de “Soberano” um remedo de time. Nada falam sobre a saída do seu sucessor, após seis meses, por aí, de governo, por questões que envergonham. Nem perguntam onde estão antigos cartolas – se estão onde não deveriam estar, se se escondem…

Depois da demissão de Rogério Ceni e da contratação de Dorival Júnior, ficando a emenda pior que o soneto, a diretoria agora atende os gritos de opositores – não exatamente de uma suposta oposição, porque muitos se escondem – e tenta atrair Muricy Ramalho, técnico aposentado por recomendação médica – para um cargo que chamam de supervisor. Assim como no ano passado fizeram com Marco Aurélio Cunha. Se a participação de Marco Aurélio foi um fracasso – considerando as pretensões da sua torcida e a história do clube – a chance de dar certo com Muricy, caso ele aceite a oferta, são ainda menores.

Não é que Muricy não tenha competência para fazer um bom trabalho como técnico, no São Paulo e em qualquer outro time – embora, sua história esteja escrita e ele nada tenha de gênio. É que Muricy não quer e nem pode voltar à profissão. Seria um supervisor, o que dá a entender que trabalharia com Dorival Júnior. Trocando ideias, dando “palpites”, sugerindo… Ou seja, tentando remendar onde já está rasgado. E como ficaria Dorival nessa? Concordaria? Acharia genial? Ou pediria o boné? Dorival é uma pessoa cordata. Às vezes até demais – como foi quando Ganso, pelo Santos, se recusou ser substituído. E como os jogadores passariam a vê-lo?

Não tenho paciência para pesquisas, mas lembro-me de duas oportunidades em que juntaram dois técnicos para um só comando: Aimoré Moreira e Osvaldo Brandão, no Corinthians, final da década de 1960. Sem sucesso.

E Parreira com Zagallo na Seleção Brasileira…

Queria ser uma mosca para estar no vestiário da Barra Funda e do Morumbi, caso consigam misturar água com vinho…

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Sobre a relação entrevistador e entrevistado

O que vou colocar nada tem a ver com o episódio envolvendo Garrafa e Mancini, que nem sei porque está rendendo tanto. É sobre a relação entrevistador e entrevistado.

De cara digo que, dentro da pauta, não há pergunta mal feita nem resposta mal dada. Dada a resposta, cada um a entenda como achar melhor. É, pelo que tenho lido, o que estão fazendo por aqui e em outras praças. Uns, por não serem corintianos, exagerando nas pancadas ao repórter. Outros exagerando no espírito de corpo – que às vezes, exagerados, mais prejudicam que ajudam.

Quando João Saldanha assumiu a Seleção, pautamos duas entrevistas para a Edição de Esportes. Levei dez perguntas para serem respondidas por Aimoré Moreira, e Michel Laurence levou as mesmas perguntas para fazê-las ao Saldanha. Fui para Taubaté e Michel para o Rio, onde Saldanha dava coletiva na sede da CBF, ainda na rua da Alfândega. Michel tinha trabalhado com Saldanha no Última Hora, no Rio. Quando terminou a coletiva, Michel pediu a Saldanha um papo em separado e ele, provavelmente cansado, respondeu assim:”Falar mais o quê? Só se for para falar da minha mãe”.

Eu trouxe de Taubaté as respostas do Aimoré e Michel voltou de mãos vazias. Woile Guimarães, o editor, não pestanejou. Diagramou as duas páginas. Em uma coloquei as dez perguntas com as respostas do Aimoré. Na outra, para cada pergunta a mesma resposta dada por Saldanha. Que evidentemente não gostou. Mas limitou-se a dizer ao Michel que ele tinha errado. Nada de “vou te pegar” ou coisa do gênero. A resposta não tinha aquele sentido, mas ele sabia que a havia dado.

Depois de um jogo em que o São Bento venceu o Palmeiras, em Sorocaba, Roberto Thomé, excelente repórter, perguntou ao Leão se ele havia falhado no gol que levou de fora da área. Leão segurou o microfone e disse que não era assim que se perguntava. Thomé indagou, então, como devia fazer a pergunta e Leão ensinou. Thomé fez como ele disse e voltou para a redação da Globo resmungando mais que índia velha. Na ilha, cabeça fria, editou a reportagem colocando a “lição do professor Leão”.

Nos primeiros momentos do Jornal da Tarde, trabalhava-se “full-time”. Numa noite, o repórter que cobria o Palmeiras, escondeu-se num beco de onde podia ouvir as discussões na reunião da diretoria. No escuro, não notou que era ali que pintavam os cartazes espalhados pelo clube e teve sua roupa borrada. Um funcionário viu e denunciou a um dos diretores de futebol. O repórter foi avisado de que levaria uma prensa e fui com ele no treino do dia seguinte. O diretor estava lá e, delicadamente, puxou conversa. Falou de como os jovens deviam ter amizades com os mais velhos, que quando se casassem poderiam conseguir escola para os filhos etc… Falava delicadamente e tirava e colocava um pequeno maço de dinheiro no bolso. Pelas tantas, disse a ele, também delicadamente: percebemos, doutor, mas só se for em cheque… e o papo se encerrou.

Ficaria aqui horas…

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O Corinthians disparou! E daí? Mata-mata nunca mais!

Pronto, foi só acharem que o Corinthians não mais será alcançado na briga pelo título, e já voltam com a velha fórmula “salvadora” do mata-mata. Mal começou o segundo turno – restam 18 rodadas -, mas seus defensores arquivam as possibilidades de mudanças e cravam que o torneio perdeu o interesse, que todos os jogos viraram simples amistosos etc. Na melhor das hipóteses, bonzinhos, admitem que algumas partidas, entre determinados times, ainda valerão alguma coisinha na briga por vagas na Libertadores de 2018.

Papo antigo, guardado no bolsinho do colete de alguns. Entre os jornalistas, em nome da emoção, do equilíbrio do campeonato, e até das finanças dos clubes. Entre os torcedores, um jeitinho de dar chance aos seus times, que mal administrados ou mesmo porque faz parte da rotina deles, sonharem com o título em algum golpe de sorte. É comum um time que faz má campanha na fase de classificação, surpreender e ganhar o título em cima daqueles que foram bem, colocando enorme diferença de pontos ganhos entre eles.

Não sou afeito a pesquisas mais trabalhosas para mostrar o que coloco. Até sou um pouco avesso e preguiçoso para isso. Mas de cara me vem à memória um bom exemplo. No Brasileiro de 2002, o São Paulo terminou a primeira fase com 52 pontos, 13 a mais do que o Santos, 8º colocado, seu adversário na fase do tal mata-mata. O que deu nos dois jogos? Duas vitórias santistas, por 3 x 1 e 2 x 1. São Paulo fora e Santos caminhando até chegar à final, contra o Corinthians(49), 3º na primeira fase. Novamente Santos, 2 x 0 e 3 x 2.

Resultados justos? Nos jogos, sim. Não me lembro de eventual presença de “apito amigo”. Mas, e no campeonato? Os são-paulinos na certa acharam que não. E seriam os corintianos, se o Timão tivesse faturado a fase inicial. Aliás, a invenção do mata-mata aconteceu no futebol paulista exatamente na época em que o Corinthians curtia anos de jejum (1955/1977), com longo domínio do Santos, um furinho aqui pelo Palmeiras, outro ali pelo São Paulo. Tentativa maior de fazer o Corinthians campeão, só mesmo a inventada pela Rede Globo, promovendo um torneio entre times chamados Corinthians. Lembra-se? A chamada da emissora era:”este ano o Corinthians vai ser campeão”. Ganhou o Corinthians de Presidente Prudente – que já desistiu do futebol.

Futebol é emoção, mas é também profissional. Jogar “n” partidas entre 20 times, sabendo que depois de longos meses oito estarão classificados e só aí se poderá dizer que é para valer, é enganar o torcedor – que também pode deixar a bola rolar e só se ligar no torneio quando for para valer. É um jeito de premiar os incompetentes, times mal formados, que podem acabar vencendo os que se preocuparam em ser competitivos e que para isso gastaram muito mais para formar um time competitivo. Para merecer ser campeão, um time deve se mostrar competente, em média, todo o torneio.

Quando tentam me convencer do contrário, dizendo que a fórmula mantem o interesse até o final – o que não é verdade -, costumo indagar se já viram algum cartaz na porta dos grandes supermercados pedindo para que os clientes comprem alguma coisa no armazém do Manuel, ali na esquina. Não, né? Poderia dar muitos outros exemplos, mas não carece. Campeonato mata-mata beneficia os incompetentes e só pode agradar quem vive de audiência…

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Deixem o Neymar em paz!

Neymar construiria uma nova muralha da China se juntasse todas as pedras atiradas contra ele desde que decidiu ficar mais rico, trocando o Barcelona pelo Paris Saint Germain

Nada parece tão cruel na vida que julgar e condenar sem tomar conhecimento dos argumentos do colocado no paredão. Não é o primeiro, no esporte e na vida, em todos os sentidos, e não será o último, na certa. Afinal, não é de agora, da invenção da chamada rede social, que juízes sem toga e sem estudo, de mãos pesadas, batem em quem bem entendem. Na maioria das vezes sem bons argumentos na sentença. Geralmente sem se olharem no espelho e se perguntarem: o que eu faria se estivesse do outro lado?

Se sou a favor ou contra? Ouço os argumentos, analiso e não julgo pelo que eu faria. Sendo que não tenho a mínima chance de estar em situação igual. É disso que falo. Não importa o que você acha, porque corresponde o que você faria, se não há a menor chance de você se sentir em situação igual e, portanto, não ter como saber e sentir.

Já escrevi aqui e ali algumas vezes, sobre a insistência com que companheiros, em mesas de debates, insistiam que jogadores brasileiros só deveriam ir para fora se fosse para defender times de primeiríssima linha – Barcelona, Real, Milan, Manchester etc -, não só desconhecendo se o jogador, no caso, tinha ou tem qualidades para desejar tanto, como desconhecendo os planos e as necessidades do atleta. Não basta querer jogar apenas nessas grandes equipes, que disputam as grandes competições da Europa, é preciso ver se o craque é “tudo isso”.

Do jeito que falavam e falam – hoje o face está transbordando de opiniões semelhantes, era e é como se, um exemplo, um médico só devesse aceitar trabalhar em hospitais como Sírio Libanês, Osvaldo Cruz. Ou, falando da classe, jornalista só devesse aceitar trabalhar na chamada grande imprensa – desnecessário citar nomes. Quem já esteve dentro sabe como é e que não é…

Também já contei aqui, e cabe repetir, a resposta que Pelé me deu, lá pelas 6 da manhã, após treinar quase de madrugada, preparando-se para voltar a jogar, pelo Cosmos, depois de se aposentar e não aceitar convocação para disputar a Copa da Alemanha, em 1974. Indaguei se ele sabia o que o povo estava dizendo e ouvi que pouco se importava, porque se um dia ficasse duro, ninguém iria socorrê-lo, mas o massacrariam, dizendo que tinha gastado tudo com mulheres e bebidas. Pelé, anotem bem, assinou com o Cosmos por três anos, recebendo o correspondente, hoje, a uma merreca de 5 milhões de dólares – 16 milhões de reais. E ainda tinha de implantar o futebol nos Estados Unidos e ser garoto propaganda da Pepsi. Dezesseis milhões de reais 440 mil/mês, secos -, trocados que “qualquer perna-de-pau” ganha hoje, até mesmo por aqui, nessa Terra de Santa Cruz.

As pedras atiradas contra Neymar levam mensagens de todos os tipos. Mercenário, traidor, jogador que chuta sua história em troca de dinheiro. Longe do Barcelona, acham que jamais será considerado o maior jogador do mundo. Não ganhará a Bola de Ouro. Não terá o mesmo prestígio e vai por aí…

Escolho entre tantas, uma pedra atirada por um jornalista brasileiro que hoje estuda na França e de lá dá “aulas” de cidadania, de boas maneiras etc. Disse ele que Neymar só frequenta as rodas onde hoje é visto, por ser milionário. Fosse pobre, e nem olhariam para ele. Por ser incapaz de falar sobre arte, por exemplo. Disse muito mais, e na verdade, nem precisaria viver na França, de onde posa de professor, para fazer tais afirmações, sabidamente verdadeiras. É o tal preconceito, que cobravam de Pelé quando ele dizia ser mais social que racial.

Se futebol fosse um esporte limpo fora do campo, valeria a pena uma análise mais demorada. Não é. Aliás, falando de lisura no esporte, nem o tênis é mais branco, na roupa e nas atitudes. São muitas acusações de jogos vendidos. No atletismo a sujeira está no doping. O ouro rende dinheiro. No xadrez… Não prego a malandragem, as maracutaias, as negociatas, longe de mim tal. Também não acho que dinheiro é tudo e o mais importante. Não mesmo. Assim como não é o inverso. Portanto… Neymar vai deixar o Barcelona e abandonar seus torcedores? Nada legal para estes. Mas, qual foi a manifestação dos apaixonados pelo time catalão fizeram quando seu time passou a perna no Santos, que de santo nada tinha no comando? E quando desmascararam as negociatas do presidente que contratou Neymar? Ainda está preso?

De onde vem as toneladas de libras, dólares, euros que fazem girar o futebol? De alguma fonte de água pura? Futebol há muito tornou-se um grande e nebuloso negócio. Os jogos lá fora são meras sessões de um grande e milionário circo. Sorte dos que criados em circos mambembes por aqui, têm a chance de mudarem para debaixo de uma lona sem furos.

Mais rico, Neymar não saberá discorrer sobre artes. Também não saberia menos milionário. Tudo se resume na liberdade de escolha, que não deve ser negada a ele nem ao Evaristo…

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Lembra como Zé Ricardo, Jair Ventura e, especialmente, Fábio Carille ganharam vez nos seus clubes?

Rápido e rasteiro: goleiro bom é o que pega as bolas impossíveis. Zagueiro bom é o que não comete “domingadas”, facilita a vida do goleiro. Volante bom é o que, sem faltas, mata as jogadas adversárias antes da grande área. Meia bom é o que coloca o atacante na cara do gol. Assistência é tão importante quanto o gol. E atacante bom é o que marca gols. De placa ou de bumbum.

Assim, técnico bom é o que, com o time, ganha jogos e campeonatos.

Lula foi um grande técnico no Santos dos áureos tempos. Por armar o time ou por não atrapalhar a máquina jogar. A gosto do freguês.

Brandão foi um grande técnico. Tire dúvidas, caso existam, com corintianos e palmeirenses. Telê…

Pergunte quais os grandes técnicos do momento no futebol brasileiro, além de título, que vai se colocando em campo mais amplo, e responderão que Fábio Carille é um deles. O Corinthians lidera com folga o Brasileiro. Queiram ou não alguns críticos mais exigentes, Zé Ricardo é outro. Veja que o Flamengo, no momento, é o quarto colocado com um time sendo montado durante o torneio. Não acho, mas os gremistas colocam Renato Gaúcho nesse balaio. O Grêmio está em segundo. Até outro dia, pelo menos, graças ao título brasileiro de 2016, Cuca era um gênio para os palmeirenses e objeto de desejo por outros times. O Palmeiras é o sexto. O Santos é o terceiro, mas não vejo Levir Culpi recebendo votos. Nem Mano Menezes, do Cruzeiro, oitavo. Melhor se coloca Jair Ventura Filho, do Botafogo, em sétimo.

Renato Gaúcho, não parece, mas é cavalo velho nesse páreo. Com intervalos para as sagradas partidas de futevôlei na praia, roda por aí há 21 anos, desde sua primeira experiência no Fluminense, até sua volta ao Grêmio, ano passado, para salvar o time e, em consequência, tornar-se bestial.

Cuca é outro. Há 14 anos toca viola de sete cordas. Tirou os primeiros acordes no Uberlândia, ainda em 2003 estava no Goiás e um ano mais já vinha para o Morumbi. Rodou por aqui e lá fora. Contando os bis, são 14 comandos, com algum sucesso.

Três jovens, oficialmente na beira do gramado, são os técnicos do momento: Jair Ventura, Zé Ricardo e Carille.

Ao analisar as qualidades do primeiro, deve-se considerar que comanda um time de tradição, mas sem poder financeiro, vivendo crises após crises – além de disputar um torneio forte, como a Libertadores, com um elenco enxuto.

Nesses quesitos, Zé Ricardo tem mais sorte – os ricos cofres do Flamengo andam de portas abertas e o elenco transborda. Quem sabe se isso não acaba prejudicando seu trabalho e aumentando as críticas, repito, injustas.

Carille não vê o Corinthians com os cofres repletos, bem ao contrário. Não tem estrelas no elenco, mas tem um grupo homogêneo e consciente de suas boas possibilidades. É o cara da hora, para desarquivar a gíria. Mas poderia não ser. Acredite ou não, se o Corinthians não tivesse atolado em dívidas, e não tivesse recebido sonoros “não” de alguns técnicos – nem tão importantes assim – quando Tite foi para a Seleção. Lembro-me de três: Guto Ferreira, Dorival Júnior e Reinaldo Rueda. Só depois das desfeitas, é que, faltando cinco dias para o Natal de 2016, Papai Noel olhou para o estudioso e competente auxiliar, que paciente aguardava sua vez. Podem não ter dito, mas pensaram: “não tem outro, vai você mesmo”. Desconfiança que durou até outro dia, quando o efetivaram no cargo e deram um aumento salarial.

A chance de Jair Ventura, que durante anos se preparou, surgiu mais ou menos da mesma forma, quando o São Paulo repetiu a bobagem de recontratar Ricardo Gomes.

Zé Ricardo, que conhece os pombos que rondam a Gávea pelos nomes – está há 19 anos, fazendo escola no salão, com a garotada de 13 anos, subindo, pegou o remo quando Muricy deixou o barco, em maio de 2016. Um interino efetivado apenas dois meses depois. Seja por falta de opções, porque de grana não era, seja por elogiável proposta de renovação, foi ficando, vai resistindo e realizando bom trabalho.

Se renovar é preciso, seja por falta de grana ou de opção, o futebol brasileiro bem que pode agradecer aos três clubes.

E olha que, pelo que publicam, os três recebem, juntos, igual ou pouco menos que, cada um, faturam Renato Gaúcho e Cuca, contra o que, nada tenho.

Postado em Botafogo, Corinthians, Flamengo, Futebol nacional, História19 Comments

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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