W3vina.COM Free Wordpress Themes Joomla Templates Best Wordpress Themes Premium Wordpress Themes Top Best Wordpress Themes 2012

Barcelona x Real e Flamengo x Vasco: o que é e o que poderia ser

Classicos

Créditos da imagem: Montagem. Originais da Reuters e Site Oficial do Flamengo

Comecei o domingo ansioso para ver duas partidas: o clássico espanhol entre Barcelona e Real Madrid e o chamado Clássico dos Milhões, Flamengo x Vasco.

O primeiro é hoje o maior clássico do futebol mundial, com enorme penetração internacional, astros super identificados com seus clubes, elencos milionários, cosmopolitas e vencedores, enfim, uma apoteose do futebol. E o segundo era, neste pobre futebol brasileiro em época de estaduais (quando a quantidade de jogos que valem a pena acaba sendo mínima), uma rara oportunidade de ver um confronto entre grandes clubes disputando a partida com toda a motivação possível (o fato de nenhuma das duas estar na Libertadores é fundamental), num templo do futebol, com excelente gramado e estádio cheio.

Pois bem, depois de ver o lamentável gramado da irrelevante partida Capivariano x Corinthians, e do deprimente Morumbi às moscas recebendo o São Paulo praticamente reserva, comecei a procurar onde poderia ver o jogo da Espanha pela internet, e encontrei uma porção de opções em sites de vários países. Fiquei surpreso porque conversei com alguns amigos que estavam fazendo a mesma coisa. O Camp Nou tinha quase cem mil pessoas, a torcida do Barcelona fez um fantástico mosaico, e a bola foi tratada com uma qualidade espantosa.

No primeiro tempo, a despeito de todo o favoritismo da equipe da casa, o Real Madrid foi superior e merecia ir para o intervalo em vantagem. Na etapa final a partida estava equilibrada até Luis Suárez (assustadora a vocação que ele tem para gols decisivos!) recolocar os catalães à frente. Depois disso, o Barcelona – e especialmente Neymar – perderam a oportunidade de aumentar o placar.

Pelo lado do Real, destaco a atuação de Benzema. Incrível a classe e a precisão dele na partida! Um dos centroavantes com mais “finesse” que já vi jogar.

Já pelo Barcelona, vejo com bons olhos essa diversificação no modo de jogar. É evidente que aquele time do tiki-taka era uma coisa assombrosa e sem precedentes na história do futebol: fazia de qualquer adversário – mesmo quando vitorioso – um total coadjuvante. Mas não vejo motivos para uma equipe abrir mão de fazer lançamentos, jogo aéreo, contra-ataques, chutes de longa distância, etc. É óbvio que o conjunto atual ainda está em formação, mas me parece com enorme potencial de criatividade e contundência, especialmente por causa do trio de atacantes excepcionais, decisivos e artilheiros.

Já preparado psicologicamente para encarar o desnível técnico entre os clássicos do lado de lá e de cá do Oceano Atlântico, fico assustado com a piscina que tomou conta do gramado do Maracanã. E da mesma maneira, toma conta de mim o pessimismo com o nosso futebol.

Mas vejo o Maraca “lotado” (parece que não importa mais o jogo: mesmo com o maior público do ano, não esgotamos mais a capacidade de nenhum estádio), as torcidas animadas e alternando os momentos de grito mais alto, as duas equipes jogando pra frente e em busca da vitória… e sou contagiado!

A partida teve de tudo! Gol bizarro, gol chorado, comemoração marcante, briga, cartões vermelhos e chance de empate do Vasco aos 47:30 do segundo tempo com o Christiano. Ainda com as limitações técnicas, a disputa foi empolgante! E a bola, apesar de tudo, foi jogada no chão.

Pelo Flamengo, destaco o Marcelo Cirino. Sim, mesmo numa partida em que não foi protagonista, fez uma ótima jogada para o Canteros (logo após o empate do Vasco) e foi responsável pelo gol da vitória ao sofrer o pênalti em jogada individual. Pra mim, deveria ser nome certo nas próximas convocações para a seleção.

Para o Vasco, ficou a atuação digna, mesmo sem praticamente ter podido contar com Dagoberto, que tem tudo para ser o líder técnico da equipe. Mas deve ficar também a consciência de que para o Brasileirão, precisa de mais.

E para nós brasileiros, fica a esperança de vermos o nosso futebol voltar a produzir o mesmo frisson e excelência do clássico espanhol. Clubes, tradição, torcidas, paixão, história, estádios (mesmo com a possível barbeiragem no sistema de drenagem do estádio carioca) e potencial para isso, nós temos. É só começarmos a mudar as cabeças…

Seleção Olímpica – Quem levar acima da idade?
O futebol brasileiro cresce... se o país cresce

Escrito por:

- possui 157 artigos no No Ângulo.

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

Entre em contato com o Autor

Deixe um comentário

Enquete

Qual o maior técnico brasileiro dos últimos tempos?

Ver resultados

Carregando ... Carregando ...

Colunistas

Gabriel RosteyGabriel Rostey

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

Emerson FigueiredoEmerson Figueiredo

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

José Maria de AquinoJosé Maria de Aquino

Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

Gustavo FernandesGustavo Fernandes

Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

Jorge FreitasJorge Freitas

“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

Fernando PradoFernando Prado

Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

Fernando GaviniFernando Gavini

Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

Assinatura por e-mail

Arquivos

©2017 No Ângulo - Todos os direitos reservados