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Brasileiros reagem na Libertadores

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Créditos da imagem: uol.com.br

Com a péssima estreia dos clubes brasileiros na Libertadores (derrotas de Inter, São Paulo e Atlético, empate do Cruzeiro e vitória somente do Corinthians), e de resultados decepcionantes depois disso – como derrota do Galo para o Atlas e o empate da Raposa com o Huracán, ambos em Minas – todos os times do país ficaram em situação delicada no torneio, com a exceção do Corinthians.

Mas, após a rodada do meio de semana, as chances de todos se classificarem voltou a ser bem considerável. O Corinthians está praticamente classificado, Inter e Cruzeiro têm as classificações bem encaminhadas, e São Paulo e Atlético Mineiro estão na corda bamba.

Vejo as seguintes perspectivas para os nossos representantes:

Corinthians
O Timão está fazendo uma campanha impressionante e se credencia como, talvez, o maior favorito ao título.

Tenho visto alguns críticos das atuações contra o San Lorenzo e o Danúbio, mas acho que isso é cobrar um nível de exigência de Barcelona ou Bayern de Munique. Vencer o atual campeão fora de casa (ainda que sem torcida e em uma partida que seria mais para empate) é sempre excelente, e contra o Danúbio o time foi burocrático no primeiro tempo, mas se recuperou no segundo, perdendo um pênalti e abrindo 2 x 0, sem sofrer praticamente nenhum sufoco (o gol do time da casa, já nos acréscimos, não teve efeito nenhum). É bom lembrar que o San Lorenzo perdia para a equipe uruguaia até o finzinho da partida.

Penso que o crescimento de jogadores como Cristian e, principalmente, Vágner Love (que tem nível de seleção), farão o time crescer ainda mais. Com o elenco fortíssimo, sob o comando de Tite, com o espírito de decisão dos últimos anos e com o alçapão que se tornou a Arena Corinthians, é difícil imaginar algum acidente pelo caminho.

São Paulo
O Tricolor lutou muito e mereceu a dramática vitória de quarta! Sem ela, a classificação ia ficar muito difícil. Agora vejo a disputa com o San Lorenzo pela segunda vaga totalmente aberta.

O São Paulo teve mais controle do jogo do que eu imaginava, o que é destacável contra equipes argentinas (que costumam ser mais sólidas e de toque de bola melhor que o nosso). Mas é impressionante como o time do Morumbi acaba levando pouco perigo ao adversário em relação ao volume de jogo que tem.

Pra mim, o Centurión é absolutamente necessário pra dar vida ao setor ofensivo, com sua movimentação e atitude, e deve ser o mais titular do quarteto de ataque. No momento, seu companheiro tem mesmo que ser Alexandre Pato, que pela primeira vez na carreira eu vejo fazer partidas realmente boas, e não apenas lances isolados. Mas para o caso de uma esperada (ao menos pra mim) queda de performance, eu tentaria o Alan Kardec, que foi importante no bom momento são paulino do segundo semestre do ano passado.

E o Luis Fabiano? Bem, o considero um excelente centroavante, mas é um jogador “autocentrado”. Nem por ser fominha ou egoísta, nada do tipo, mas por não ter um futebol coletivo. Ele é basicamente um finalizador, e acho que o fato de não ter grandes conquistas na carreira não é coincidência. Acredito que equipes que lutam pra ser A melhor (caso do São Paulo) não podem ter um titular assim. Creio que ele seria muito mais útil para uma equipe que estivesse um nível abaixo, por exemplo, que lutasse por uma vaga na Libertadores, e onde ele garantiria a conquistas de muitos pontos importantes no campeonato unicamente com seus gols.

Sobre o Ganso – como quase todo mundo – também mudo muito de opinião. Mas acho que ele continua sendo um jogador especial e que passa por ele qualquer possibilidade de que este São Paulo seja um grande time.

Inter
Tenho a sensação que este Inter pode dar o que falar. Sei de toda a desconfiança e pressão em cima do técnico Diego Aguirre e do mau futebol apresentado até agora. Mas também não dá pra desconsiderar que foi feita uma reformulação e o novo time está sendo formado, que jogadores como D’Alessandro e Nilmar (dois dos melhores do país) estão com problemas físicos, que o mesmo Nilmar e o Réver estão ganhando ritmo de jogo, que o Lisandro López mal estreou…

A vitória sobre o Emelec no Beira-Rio foi uma grande vitória, de um time que pode ter caráter vencedor. Além da presença de jogadores experientes e vitoriosos no elenco, como Alex, Jorge Henrique, Réver e D’Alessandro dar mais ingredientes para que se imagine isso. E o empate no meio da semana foi o resultado necessário para um conjunto que ainda não tem segurança pra querer mais contra o principal adversário do grupo, o bom Emelec.

Enfim, sei que falei mais de expectativas (há anos sempre presentes no Inter, e raramente confirmadas) do que de futebol concreto, mas a equipe está em formação e precisa basicamente vencer o Strongest no Beira-Rio para ir às oitavas. Aí então começa um novo campeonato, no qual eu acho que o Inter tem cara de que pode ir longe.

Cruzeiro
A maior incógnita entre os brasileiros. Era o melhor time do país, passou por um desmanche (perdendo inclusive reservas), mas fez boas contratações. Com o acerto que o pessoal do Cruzeiro demonstrou pra se reforçar nos últimos anos (sim, é verdade que saiu o diretor de futebol, Alexandre Mattos, mas não é possível que os méritos sejam todos dele) e com o trabalho de Marcelo Oliveira – pra mim o melhor técnico do país junto com Tite – imagino que o Cruzeiro será uma equipe muito competitiva em breve. Difícil imaginar que será boa como a das duas últimas temporadas, mas aquela também surpreendeu muita gente.

Embora a vitória da última quinta-feira contra o Mineros não tenha mostrado nada demais (pelo contrário, o Marcelo Oliveira esculachou o desempenho do time), ganhar fora de casa é sempre interessante. Mas contra o Huracán, o bom toque de bola e movimentação do time continuaram presentes, e agora com uma defesa que ainda não sofreu gols na competição.

Acredito que com mais tempo de trabalho a evolução deve vir. E como a classificação nesse grupo cheio de empates está bem encaminhada, tempo a Raposa terá. O complicado é prever até onde a evolução poderá ir…

Atlético
É o brasileiro em situação mais complicada no grupo, mas que já cumpriu sua tarefa mais difícil: vencer o Independiente Santa Fe fora de casa no meio de semana.

Antes de começar o campeonato, era o brasileiro que eu acreditava vir mais forte, juntamente com o Corinthians. Mas teve tantos problemas com desfalques, que acabou ficando em uma situação que ninguém esperava e pode realmente ser eliminado prematuramente.

Por outro lado, se conseguir sobreviver à fase de grupos, o pior já terá passado. O Atlético tem uma base forte do ano passado, está acostumado a partidas eliminatórias (a Libertadores de 2013 e a Copa do Brasil de 2014 provam isso) e tem uma alma indomável que conta muito em mata-mata.

Agora o alvinegro mineiro já não precisa de nenhum milagre pra se classificar. O problema é que o grupo todo é muito equilibrado e pode dar qualquer coisa. Mas para os adversários, é bom torcer que o Galo rode na fase de grupos, senão a Libertadores volta a ter um de seus favoritos renascido quase das cinzas.

Gigante Flamengo
Comentários Pós-Sorteio da Uefa Champions League

Escrito por:

- possui 161 artigos no No Ângulo.

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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3 respostas para “Brasileiros reagem na Libertadores”

  1. Rodrigo Souza (Coluna do Leitor) Rodrigo Souza disse:

    Muito bom o texto. Concordo com a análise sobre o Luís Fabiano. Aliás, acho que ele nunca ganhou nada no Sao Paulo, talvez o supercampeonato paulista de 2002. Discordo um pouco sobre o Corintinhas. O time deixou o San Lorenzo criar muitas chances de gol. O Danubio apesar de ter perdido no final pra San Lorenzo é um time de qualidades discutíveis. O grupo do Inter me parece bem equilibrado, como o grupo do Atletico. Muito difícil prever algo.

  2. Gabriel Rostey Gabriel Rostey disse:

    Obrigado, Rodrigo!

    Sobre o Luis Fabiano, ele ganhou também a Sulamericana em 2012 (embora praticamente não tenha jogado as finais). Mas pra mim o principal é que tem outros centroavantes matadores, como o Fred e o Vágner Love, que são tão artilheiros quanto o Fabuloso, mas que fazem mais pivô, participam mais da marcação, enfim, têm um futebol mais coletivo. Concorda?

    E o grupo do Inter, realmente é bem equilibrado! Mas o que me deixa quase certo da classificação do Colorado é que precisa basicamente bater o Strongest no Beira-Rio 😉

  3. Rodrigo Souza (Coluna do Leitor) Rodrigo Souza disse:

    Bem lembrado Gabriel. O Luís Fabiano foi expulso no primeiro jogo da final da sulamericana 2012. E o protagonismo ficou pro Lucas, no jogo de volta. O último jogo dele no são paulo. Nao concordo sobre o Fred. Ele nao participa da marcação. Nao o vejo se destacando fazendo o pivô. Sem dúvida, que o Inter é bem favorito contra o The Strongest.


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Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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