Chegou a hora da Copa do Brasil brilhar

Créditos da imagem: Montagem de No Ângulo

Todo ano é a mesma coisa: a Copa do Brasil começa em segundo plano, ofuscada pela Libertadores nas noites de quarta e, às vezes, pelos clássicos estaduais aos domingos. Inicia o Campeonato Brasileiro e ela está lá, ainda esquecida, meio sonolenta. Os principais clubes do país iniciam a disputa praticamente em modo automático (exceto quando um Asa ou um Baraúnas atravessa o caminho) até que se dão conta que a porta está aberta e o caminho para o título está a seis ou oito passos.

A Copa do Brasil é uma competição subestimada. Não só pela opinião pública. Também seus organizadores a tratam mal, o que não é um privilégio só dela. Mas não dá para negar que o torneio tem um charme. Ainda que muitos a tratem assim, não é somente uma vaga na competição continental. Relativamente nova, já carrega consigo muita história e tradição.

A partir de 2013, quando a CBF decidiu estendê-la durante o ano, o torneio teve ganhos visíveis: o calendário deu uma brecha e os principais times do país, que passaram algum tempo sem participar em prol da Libertadores, agora estão na disputa. Mais do que nunca.

Não à toa, a edição de 2014 proporcionou grandes jogos. O campeão Atlético Mineiro eliminou Corinthians e Flamengo de maneira histórica. E só não se encerrou de maneira ainda mais fantástica pois o Cruzeiro já havia sido campeão brasileiro antes da final do torneio. O clássico da final, vencido pelo Galo, não foi exatamente o que se esperava. Ainda assim, a primeira conquista alvinegra teve uma campanha maiúscula.

Ainda há alguns poréns no torneio. Caso o calendário, entulhado de jogos estaduais irrelevantes assim permitisse, a final da Copa do Brasil deveria ser disputada um pouco antes do fim do Brasileirão ou um pouco depois. Essa é uma questão mais profunda, mas mero detalhe, até pequeno se comparado a tantos outros que precisam ser corrigidos no futebol brasileiro.

De qualquer forma, a Copa do Brasil sabe esperar a hora para brilhar. Bem como aguardou muito tempo para poder ter todos os bons clubes do Brasil à sua volta, de novo. E a hora de ser protagonista chegou.

Os confrontos pelas oitavas prometem. O Vasco de Eurico e Nenê e o Flamengo de Sheik e Guerrero reeditam a final da edição de 2006, desta vez, para saberem se o respeito voltou mesmo ou não. Também terá Santos de Ricardo Oliveira e Lucas Lima contra o Corinthians de Tite e a mais nova sensação do momento, Luciano, rivais com objetivos e fases opostas na temporada, mas que deverão fazer duro confronto. Além dos dois clássicos regionais, há outra reedição de finais: Cruzeiro e Palmeiras se defrontaram diversas vezes de maneira histórica no fim do século passado. Entre essas disputas, um título do torneio para cada lado.

Dando um molho especial, como toda boa competição de mata-mata, há a presença das sempre temidas zebras, algumas que contam até com um histórico favorável de serem surpresas, como Paysandu e Ceará.

Outros componentes atraem as atenções para a Copa do Brasil. A Libertadores foi novamente vencida por um argentino, o que tornará ainda mais cobiçada uma vaga na próxima edição do torneio continental. Também a disputa pelo G4 do Brasileirão está intensa e prometa ser dura até o final, reunindo quase dez times. Ou seja, o caminho mais rápido para a taça mais importante da América do Sul deverá ser ainda mais cobiçado pelos 16 sobreviventes. Outro destaque dessa edição: dos 12 grandes nacionais, apenas o Botafogo não está entre os finalistas. E 13 dos 16 disputam atualmente a Série A. Isso sem contar, claro, que é a segunda maior competição do país, e alguns times nunca ganharam o torneio, ou estão há muito tempo sem vencer.

Enquanto o longo Brasileirão de pontos corridos termina seu primeiro turno, chegou a hora da Copa do Brasil. Garantia de diversão nas noites do meio de semana. Afinal, é mata-mata, é emoção, é o auge do futebol!

Chegou a hora da Copa do Brasil!

8 comentários em: “Chegou a hora da Copa do Brasil brilhar

Deixe sua opinião e colabore na discussão