Clássico mais fraco do Paulista mostra que Ceni tem pior situação entre os novatos do Trio de Ferro

Créditos da imagem: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Corinthians e São Paulo fizeram um jogo abaixo do que se espera do Majestoso – apelido do clássico criado nos anos 1930 pelo jornalista Thomaz Mazzoni, do antigo jornal “A Gazeta Esportiva”. Polêmico por causa da não expulsão de Wellington Nem na dura falta sobre Léo Jabá, na ausência do segundo amarelo, e o consequente vermelho, para o zagueiro corintiano Pablo e pela anulação de um gol aparentemente legal do Corinthians, o jogo foi morno e certamente será esquecido rapidamente pelas duas torcidas.

O que ficou evidente, após onze rodadas do Paulista, é que dos três técnicos novatos do Trio de Ferro, Rogério Ceni ainda é o que mais está devendo. O são-paulino foi prejudicado neste domingo pelos desfalques de Cueva e Pratto, mas ainda assim não é possível negar que seu time é o que menos tem crescido diante do desafio proposto para este ano.

Eduardo Baptista tem a maior cobrança. Afinal, o Palmeiras conta com o melhor elenco do país e está em estado de graça depois da conquista do Brasileiro. Quem usar o uniforme de técnico do Verdão tem a obrigação de ser apenas o melhor. Ele é o que tem mais rodagem entre os três treinadores dos grandes times da capital, mas também é o que tem a maior cobrança. Se não ganhar pelo menos dois dos títulos de Libertadores, Paulista e Brasileiro, será um fracasso.

Depois de um início trôpego, Eduardo parece estar colocando o Palmeiras no rumo certo. A torcida abandonou a alta desconfiança inicial e começa a dar crédito a seu trabalho. Fruto da competente armação que o time tem mostrado, com a boa utilização da enorme variedade de jogadores que tem em mãos. Hoje, podemos dizer que Eduardo Baptista está colocando o trem nos trilhos. O que não quer dizer que a confiança será infinita.

Fábio Carille é o mais novato, desconhecido, e por isso o que está cercado de desconfiança maior. Mas, devido aos problemas políticos-financeiros-estruturais do Corinthians, agravados pela saída de jogadores e comissão técnica que hoje fazem unânime sucesso na Seleção Brasileira, seu trabalho foi facilitado. Promover os jovens das categorias de baixo e se manter competitivo (segunda melhor campanha do Paulista e invencibilidade em clássicos) são fatores que lhe dão crédito. O que não será justificativa para a possibilidade de ocorrer eliminação vexaminosa no Paulista ou na Copa do Brasil.

Rogério Ceni, porém, era um desejo unânime no São Paulo. Escrevi aqui em No Ângulo, há alguns meses, que o Mito tricolor deveria começar por baixo, nos times de base. Mas ele e a diretoria acharam que já era hora de encarar o desafio maior. E as coisas não estão dando tão certo como se espera no imediatista futebol brasileiro. O time não acerta a defesa. Toma muitos gols. Ok que tenha um ataque forte, especialmente por causa da excelente fase de Cueva, mas é pouco pelo padrão de exigência e a expectativa criada na torcida tricolor.

Ser treinador de um time que não ganha nada há quase dez anos, e ainda mais no soberano/soberbo São Paulo, é uma tarefa hercúlea, que pode minar até os mitos. Essa é a carga a mais que Ceni carrega em relação aos seus concorrentes.

6 comentários em: “Clássico mais fraco do Paulista mostra que Ceni tem pior situação entre os novatos do Trio de Ferro

  1. Concordo que o Rogério é que menos tem conseguido fazer sua equipe evoluir, Emerson Figueiredo! Mas, apesar disso, ainda acho que é mais fácil o Carille cair do que ele, por toda a idolatria que tem da torcida são-paulina…

  2. Como assim o time não evoluiu?? Fala sério!! Olha a diferença do time do ano passado pra o de agora, e é praticamente as mesmas peças, o Pratto chegou mas nao jogou muitas partidas, o time é guereiro, forte no ataque, oque nao se via no ano passado, e se não fose por tantos eros individuais como o do ontem por exemplo, estariamos muito melhor. Se realmente pensar em evolução, o São Paulo é oque mais mudou e evoluiu dos 4 de SP…

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