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Com título do River, argentinos chegam a 24 conquistas em 33 finais de Libertadores

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Créditos da imagem: desporto.sapo.pt

Quando um time argentino chega à decisão do principal campeonato do continente, dificilmente é derrotado. A história prova isso. De 1960 até hoje, nossos hermanos estiveram em 33 finais de Libertadores e venceram 24, um aproveitamento incrível de 72,7%. Como comparação: os brasileiros disputaram 28 decisões contra adversários estrangeiros e levantaram 15 vezes a taça. Ou seja, venceram 53,5%, um desempenho muito inferior ao de nosso hermanos. Vale lembrar que os clubes brasileiros somam ao todo 17 conquistas, mas duas delas aconteceram com dois clubes do país na final: em 2005, quando o São Paulo bateu o Atlético Paranaense, e em 2006, quando o Internacional foi campeão em cima do Tricolor.

Essa força histórica dos argentinos na hora de decidir certamente fez diferença para o River Plate levantar em 2015 a terceira Libertadores de sua história. No papel, o Tigres era mais time e tinha, ao longo da competição, jogado mais bola do que adversário. Mas quem ficou com o título com toda a justiça foram os Millionarios, que arrancaram um 0 a 0 no México e venceram por 3 a 0 no Monumental de Nuñez.

Foi o segundo ano seguido sem um brasileiro na final, fato que não ocorria desde 1991. A incompetência tupiniquim facilitou o caminho para que a Argentina ampliasse a supremacia com o inédito título do San Lorenzo em 2014 e com o do River em 2015. Um argumento comumente usado para justificar tamanha diferença é que, no passado, os clubes do Brasil não levavam a sério a Libertadores, mas ele cai por terra quando se analisa as 13 vezes em que times dos dois países se enfrentaram em decisões continentais: os argentinos ganharam nove contra quatro dos brasileiros.

Os autores das façanhas são o Santos, de Pelé, que bateu o Boca Juniors em 1963, o Cruzeiro, que superou o River Plate em 1976, o São Paulo, que levantou seu primeiro título ganhando do Newell’s Olds Boys em 1992, e o Corinthians, campeão em cima do Boca em 2012.

Se foi derrotado duas vezes por brasileiros na história, o Boca Juniors é também o maior algoz de nossos clubes. Foi campeão em 1977, 2000, 2003 e 2007 em cima, respectivamente, de Cruzeiro, Palmeiras, Santos e Grêmio. O Independiente bateu no São Paulo em 1974 e no Grêmio dez anos depois. O Estudiantes fez o Palmeiras de vítima em 1968 e o Cruzeiro em 2009. Teve ainda o Vélez Sarsfield que em 1994 acabou com sonho do São Paulo de conquistar o terceiro título seguido ao levantar a taça depois da disputa de pênaltis em pleno Morumbi.

Outra coisa que as duas últimas Libertadores mostraram é que importa muito pouco a posição com que a equipe se classifica na fase de grupos. Tanto o San Lorenzo em 2014, quando o River Plate em 2015 fizeram campanhas muito ruins para chegar às oitavas-de-final. O time do Papa Francisco passou como o 15o. colocado no ano passado, enquanto os Millionarios ficaram em 16o. nesta edição.

Aliás, desde que a classificação da fase de grupos começou a ser usada para definir os confrontos das oitavas-de-final, em 2005, apenas uma vez o campeão foi aquele que fez também a melhor campanha: o Atlético Mineiro em 2013. Mas nunca antes o pior classificado na etapa inicial tinha ficado com o troféu. A façanha do River Plate deixa duas lições: tradição e camisa ainda pesam muito na hora de decidir e a primeira fase tem pouca importância no resultado final da Libertadores. A competição começa de verdade no mata-mata, quando se separam os homens dos meninos.

Todas as finais disputadas por clubes argentinos:

1963 – Santos (campeão); Boca Juniors (vice)

1964 – Independiente (campeão); Nacional (vice)

1965 – Independiente (campeão); Peñarol(vice)

1966 – Peñarol (campeão); River Plate (vice)

1967 – Racing (campeão); Nacional(vice)

1968 – Estudiantes (campeão); Palmeiras (vice)

1969 – Estudiantes (campeão); Nacional (vice)

1970 – Estudiantes (campeão); Peñarol (vice)

1971 – Nacional (campeão); Estudiantes (vice)

1972 – Independiente (campeão); Universitário (vice)

1973 – Independiente (campeão); Colo Colo (vice)

1974 – Indendiente (campeão); São Paulo (vice)

1975 – Independiente (campeão); Unión Española (vice)

1976 – Cruzeiro (campeão); River Plate (vice)

1977 – Boca Juniors (campeão); Cruzeiro (vice)

1978 – Boca Juniors (campeão); Deportivo Cáli (vice)

1979 – Olimpia (campeão); Boca Juniors (vice)

1984 – Independiente (campeão); Grêmio (vice)

1985 – Argentinos Juniors (campeão); América de Cáli (vice)

1986 – River Plate (campeão); América de Cáli (vice)

1988 – Nacional (campeão); Newell’s Old Boys (vice)

1992 – São Paulo (campeão); Newell’s Old Boys (vice)

1994 – Vélez Sarsfield (campeão); São Paulo (vice)

1996 – River Plate (campeão); América de Cáli (vice)

2000 – Boca Juniors (campeão); Palmeiras (vice)

2001 – Boca Juniors (campeão); Cruz Azul (vice)

2003 – Boca Juniors (campeão); Santos (vice)

2004 – Once Caldas (campeão); Boca Juniors (vice)

2007 – Boca Juniors (campeão); Grêmio (vice)

2009 – Estudiantes (campeão); Cruzeiro (vice)

2012 – Corinthians (campeão); Boca Juniors (vice)

2014 – San Lorenzo (campeão); Nacional-PAR (vice)

2015 – River Plate (campeão); Tigres (vice)

Primeiros colocados na fase de grupos desde 2005:

2005 – River Plate – eliminado na semifinal pelo São Paulo

2006 – Vélez Sarsfield – eliminado pelo Chivas Guadalajara nas quartas

2007 – Santos – eliminado pelo Grêmio na semifinal

2008 – Fluminense – derrotado na final pela LDU

2009 – Grêmio – eliminado pelo Cruzeiro na semifinal

2010 – Corinthians – eliminado pelo Flamengo nas oitavas-de-final

2011 – Cruzeiro – eliminado pelo Once Caldas nas oitavas-de-final

2012 – Fluminense – eliminado pelo Boca Juniors nas quartas-de-final

2013 – Atlético Mineiro – campeão

2014 – Vélez Sarsfield – eliminado pelo Nacional-PAR nas oitavas-de-final

2015 – Boca Juniors – eliminado pelo River Plate nas oitavas-de-final

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- possui 9 artigos no No Ângulo.

Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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15 respostas para “Com título do River, argentinos chegam a 24 conquistas em 33 finais de Libertadores”

  1. Um título revigorante, a volta por cima de um gigante!

  2. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    Impressiona o bom desempenho dos clubes argentinos. No Mundial de Clubes do fim do ano, o Barcelona não encontrará a mesma facilidade que teve contra o Santos de Neymar e Ganso, podem anotar.

  3. David Santana disse:

    Muitos times pequenos tem que aprender… rsrs

  4. Realmente, essa força dos argentinos na decisão é uma coisa difícil de explicar, mas que não pode mesmo ser negada!

    E um sinal de alerta importante é que os times argentinos venceram as duas últimas Libertadores e as duas últimas Sul-Americanas.

  5. Hoy contento está todo Gallina de River, Un equipo que tuvo un descenso horripilante y volvió con fuerza de León!!! Así son los de Argentina siempre teniendo ganas de ser campeón de algo, siempre con raza y determinado!!! #AsíSonLosGrandes #LloraBoquita

  6. Leandro Silva disse:

    Em decisões contra brasileiro os árbitros na argentina são muitos caseiros!

  7. Daniel Vieira disse:

    Futebol é uma coisa engraçada,a uns 2 anos mais ou menos o River estava na Segundona,foi campeão da sulamericana ano passado,ia sair logo na primeira fase da libertadores mas Dependia da vitoria do Tigres e a vitoria veio classificando o time argentino pra proxima fase,o River teve a pior campanha dos classificados e enfrentou o Boca de melhor campanha,eliminou o rival,pego o cruzeiro nas quarta perdeu o primeiro jogo na argentina e meteu 3 x 0 no mineirão,chegou a final contra o proprio tigres q classificou o River e foi campeão,Gigante precisa ter sorte e historia

  8. Os times brasileiros nenhum prestar mais q vergonha esse fotebol brasileiro

  9. Bruno Seraphim Bruno Machado Vinicius Mofati Coutinho Cadu Moraes joao João Salles Lucas Liechenstein Lucas Yamamoto Salmem Ayache Fabio Soares Saulo Braga Pedro Albuquerque Rodrigues Joao Pedro Bernardes Hamilton Junior Marcus Vinícius Cardoso Carlos Cacá Betinho Wallace Bener Lacazette

  10. Não só os clubes argentinos mas também as torcidas dos clubes argentinos transpiram Libertadores!
    Leandro Oliveira falamos sobre isso!


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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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