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Compre a camisa do “Barça” e ajude-o a contratar o ídolo do seu time de coração

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Créditos da imagem: Reuters

Vivo em São Paulo, uma das capitais mundiais do futebol, lar de alguns dos clubes mais vitoriosos e populares do planeta. Nos últimos dias, vi sete camisas de times (sem contar bermudas e acessórios): seis do Barcelona e uma do Corinthians.

Ok, o Barcelona vive uma das melhores fases já vividas por um clube na história, apresenta um estilo de jogo encantador, possui o melhor jogador do mundo na atualidade e, de lambuja, tem os maiores ídolos do futebol dos três países mais tradicionais da América do Sul no esporte: Brasil, Argentina e Uruguai.

Mas eu queria entender o que faz alguém comprar uma camisa de uma equipe qualquer do exterior, e sair ostentando orgulhosamente isso nas nossas ruas, para pessoas em um contexto a quem esse símbolo não diz nada.

Para que fique bem claro, sou totalmente contrário às patrulhas politicamente corretas que querem definir um “cidadão ideal” (aliás, acho que é um dos principais problemas da nossa sociedade no momento). Ou seja, cada um que faça o que quiser da sua vida. A pessoa tem todo o direito de usar a camisa do time que quiser.

Só acho que ela deve ter consciência que ao comprar produtos de um clube do exterior, está ajudando a deixá-lo ainda mais rico para vir comprar o ídolo do seu time. Está colaborando para que fique sendo cada vez mais visto como algo de outro nível em relação ao seu time de coração. E ele não é, ele apenas está.

Sei que neste momento de depressão econômica do país, com nossos clubes ainda mais pobres internacionalmente, com os Estaduais em curso, CBF em “rodízio de presidentes”, etc., fica difícil ter alguma esperança de ver nossos gigantes como rivais desses clubes estrangeiros. Mas eles podem sim voltar a ser. É só passarmos a trabalhar direito, que as coisas mudam. O Brasil continuará sendo um dos países mais populosos do mundo, bem como uma das maiores economias do planeta, e o futebol continuará sendo uma das nossas maiores paixões. Ou seja, continuaremos tendo potencial para mudar tudo.

O que não se pode é consolidar essa visão momentânea de que os clubes de lá são maiores que os daqui. Porque se acreditarmos mesmo nisso, será uma transformação cultural mais difícil de mudar do que qualquer situação econômica ou de organização do futebol.

Enquanto brasileiros ficam comprando camisas que não nos dizem nada, apenas por moda ou por status, já existem empresas tupiniquins que patrocinam clubes estrangeiros e não patrocinam as daqui. Ao curtir a fanpage de um clube internacional no Facebook, colabora-se para que ele seja ainda mais popular mundialmente do que seu time de coração. E sim, eles são rivais.

A propósito, o “Barça” (só essa forma de chamar o clube, largamente adotada no Brasil, deixa clara a simpatia com que ele é tratado) tem 21 derrotas, 14 empates e 20 vitórias contra clubes brasileiros. Contra o trio-de-ferro paulistano, são 8 derrotas, 1 empate e somente 3 vitórias. Mas preferimos nos comportar como simpatizantes de países periféricos no mundo da bola, e ajudarmos a fazer de qualquer Paris Saint-Germain da vida algo “acima” de nossos gigantes. Neste trabalho estamos sendo competentes, infelizmente.

Ricardo Oliveira e Vasconcelos, nada a ver. Tudo a ver
Olimpíada no Rio? Não, obrigado

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- possui 164 artigos no No Ângulo.

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano é especialista em política urbana. Com formação em gestão do esporte, também encara apaixonadamente o futebol como fenômeno cultural.


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31 respostas para “Compre a camisa do “Barça” e ajude-o a contratar o ídolo do seu time de coração”

  1. “Mas eu queria entender o que faz alguém comprar uma camisa de uma equipe qualquer do exterior, e sair ostentando orgulhosamente isso nas nossas ruas, para pessoas em um contexto a quem esse símbolo não diz nada.” ‘ Já ouviu falar de globalização? O Barcelona ja é o dono da bola ha uns 12 anos. Já tem uma geração de torcedores no Brasil. A camisa diz muito sim. A camisa diz que o grande futebol ainda existe, e é jogado la. Acredite, a paixão pelo futebol vai além das nossas fronteiras, e ser um torcedor apenas de um time europeu hoje já é uma realidade.

    • Claro que a globalização é inevitável, e acho que nossos clubes têm que finalmente reconhecer isso e se enxergarem como gigantes mundiais, o que não fazem, e a tendência é só continuarem perdendo espaço no próprio Brasil.

      Mas não estou falando de crianças que nasceram no contexto atual. Falo de adultos, pessoas que são apaixonadas por um clube do Brasil, cresceram num ambiente cultural do tipo “ver o jogo do time com o pai” e já viram diversos craques vestindo a camisa do seu clube (dependendo, viram até títulos mundiais).

      Convenhamos, você sabe que não é correto chamar de “torcedor” qualquer um que usa a camisa de um clube, principalmente do exterior.

  2. E falar do Barcelona como “time qualquer” foi uma piada.

    • Não sei se você reparou, eu disse que o Barcelona vive uma das melhores fases (senão a melhor) já vivida por um clube. Em outros textos já disse que acho que o Barcelona do Guardiola é o melhor time da história.

      E citei também o Paris Saint-Germain, como poderia ser o Chelsea ou qualquer outro. O Barcelona é só o caso mais expressivo (até porque é “o dono da bola”, como você disse), mas o raciocínio vale para outros clubes, mesmo para clubes totalmente emergentes como Chelsea, PSG ou Manchester City.

  3. Coluna boa para reflexão.
    Esse Barcelona atual (de Guardiola a Luis Enrique), tal qual era o Santos de Pelé, desperta, de maneira justa, admiração em todos aqueles que amam futebol.
    Ver os lances de Iniesta, Messi, Neymar e Suárez (além do funcionamento do time enquanto equipe, que parece um enxame de abelhas, todo aglutinado) é realmente fascinante, um verdadeiro deleite para os amantes da bola.
    No entanto, penso que o valor maior da coluna (salvo melhor juízo) reside na tentativa do autor Gabriel Rostey em evidenciar que os clubes brasileiros, desde que bem trabalhados (aí eu digo em todas as esferas, de fora a dentro de campo), têm todo o potencial para “baterem de frente” com esses gigantes do futebol mundial. E exemplos disso não faltam: Corinthians, Flamengo, Grêmio, Internacional, Santos, São Paulo etc, já mostraram ao mundo a nossa força. Sem falar nos nossos vizinhos Boca Juniors, River Plate e outros.
    Ora, nós temos que nos assumir como gigantes do futebol mundial e lutar com afinco pelos nossos interesses. Sem essa de “ah, já era, nossos clubes não têm a menor chance contra esses caras”. Tem sim!
    O Barcelona, por exemplo, está vivendo a melhor fase de sua história, mas isso – infelizmente – deve passar. Assim como passaram o Santos de Pelé, o Milan de Gullit e Van Basten e muitos outros. O futebol é cíclico e Messi & Cia não vão durar para sempre.
    Vejo com preocupação esse ceticismo com o futebol brasileiro, embora reconheça que não falte motivos para tanto, já que TEM MUITA COISA ERRADA PARA SER CORRIGIDA NO FUTEBOL E NO PAÍS.
    De qualquer forma, entendo que nós não podemos “entregar os pontos”. Ainda que soe utópico, devemos tentar, aos poucos, melhorar o nosso futebol. Um passo de cada vez. Graças à Copa do Mundo (que nos custou muuuito caro, mas nem entremos nesse mérito), hoje podemos contar com alguns estádios de primeiro nível no futebol mundial, temos clubes de primeira grandeza, tradicionais e com enormes torcidas, nosso país (mesmo diante do maior caso de corrupção da nossa história) ainda tem uma economia poderosa, além de ainda possuirmos uma das melhores – senão a melhor – matérias-primas (e aqui leia-se jogadores) do planeta. Sem falar no Bom Senso F.C., que, se poderia ser melhor, ao menos já é alguma coisa; além da criação da Primeira Liga e a inédita e positiva concorrência recém-instaurada pelos direitos de transmissão dos nossos campeonatos…
    Ou seja, não é “errado” torcer para o Barcelona, o Real Madrid, o Bayern etc. Acho até que esse é um efeito quase que inevitável da globalização. Afinal, é MUITO legal ver esses caras jogarem. Mas é sim frustrante para aqueles que já viram e viveram outros cenários, quando os nossos clubes acreditavam mais em si mesmos, ver o nosso futebol ir diminuindo e perdendo cada vez mais a sua importância. Não, não e não!
    Por fim, uma provocação: Messi, Neymar e Suárez são sul-americanos. Ou seja, o principal, aquilo que todo mundo quer ver, está “aqui”. Que a gente saiba aproveitar melhor todo esse potencial.
    Com gestão e profissionalismo. Mas sem nunca perder a paixão.

  4. Emerson Gonçalves, seria muito enriquecedor se você participasse desse “debate”. Topas? 😉 Um abraço!

  5. Amir Somoggi, você também!

  6. Marcos Teixeira disse:

    O futebol brasileiro é gigante, literalmente. Não faz o menor sentido os três grandes de Portugal (que tem uma população equivalente a 5% da população brasileira) fecharem acordos melhores que os acertados pelos times daqui. O Benfica, por exemplo, só pelos direitos dos jogos em que manda, receberá 400 milhões de euros por 10 anos. O que precisamos é de gestão, é de os clubes se profissionalizarem e tirarem o poder de decisão de torcedores apaixonados e -nem sempre- bem intencionados. Isso sem contar da quebra do monopólio da Globo e outras ações que devem ser estudadas para ontem. Podemos usar o exemplo da Alemanha para nos nortear.

  7. Amir Somoggi disse:

    Será que não seria mais inteligente analisar o baixo nível da gestão de nossos times e nossos campeonatos? Ah claro a culpa é de alguém mas nunca do verdadeiro responsável. Pobre Brasil.

    • Amir Somoggii, acredito que o Gabriel Rostey tenha escrito a coluna sob o ponto de vista do torcedor brasileiro.

    • Amir Somoggi disse:

      Mas pela ótica do torcedor brasileiro temos que criticar a péssima gestão dos nossos clubes e ver exemplos como do Barça como benchmarks. Abs

    • Mas isso está claro na coluna. Ele fala do POTENCIAL dos clubes brasileiros, afirmando que ele é mal utilizado. Desculpe, mas não entendi o seu comentário…

    • Amir Somoggi , eu critico isso com frequência. Aliás, nem poderia ser diferente, dado o estado inaceitável de desorganização e amadorismo no nosso futebol profissional. Eu até cito isso por alto quando digo que em meio a tantas coisas erradas, fica difícil acreditarmos que nossos clubes são rivais desses gigantes.

      Mas, como bem definiu o Fernando Prado, estou falando do ponto de vista do torcedor e da cultura local. Todos devemos ter consciência do que fazemos. Sem “culpar” ninguém, como você disse, mas só analisando o processo, o brasileiro que torce por um time daqui, “não morre de amores pelo Barcelona ou qualquer outro europeu”, e resolve comprar uma camisa internacional, está dando dinheiro para o clube de lá e ajudando a fortalecer ainda mais a marca dele num mercado que POTENCIALMENTE poderia ser rival. Não é uma ação sem consequências, como normalmente é tratado.

    • Amir Somoggi disse:

      Somente um detalhe. Os pais compram camisas do Barça, Real, Bayern, PSG, Manchester, etc, mas se recusam a comprar dos times daqui, sabe por quê? Primeiro pois os jovens querem e segundo porque os pais querem, com medo da violência. Tudo isso que estou falando é de responsabilidade de nossos clubes. Não há como não colocar isso como ponto de partida para qualquer análise. São os culpados e bem feito pagarão um preço alto, com novas gerações cada vez menos interessadas por suas marcas , e sabem o que fazem? Nada agem como se fossem ótimos gestores. Isso so vai mudar quando gente competente de verdade estiver à frente dos clubes. Abs

  8. Gilberto Maluf (Coluna do Leitor) gilberto maluf disse:

    Jamais compraria uma camisa que não fosse a do meu time de coração. Simples assim, não tenho e não teria nenhum prazer em qualquer outra camisa. E não me sentiria a vontade.

  9. durval era desse tempo

  10. Interessante , mas o futebol brasileiro não nos oferece atrativos que nos permitam acreditar nas palavras de nosso amigo. Desorganização, violência, cumpadrio, falta de gestão. O torcedor só voltará a acreditar no futebol brasileiro se houveram mudanças profundas nele.

  11. João Paulo S. Medina

  12. Ademir Tadeu disse:

    O que temos de errado por aqui não se conserta de um ano para o outro. Os problemas são diversos, tanto dentro como fora de campo, e não vejo perspectivas de melhoras a curto prazo. Queria estar totalmente enganado em minha previsão.

  13. Quem compra a minha em? To vendendo

  14. nunca o Barça vai comprar o riascous

  15. Neto Furquim disse:

    Diogo Belezia Guilherme Oliveira leiam o texto

  16. Renato Santos disse:

    Compra uma camisa do santos e entra no metro de são Paulo e da a sorte de ter alguns da organizada de algum clube para ver o que acontece, não tem graça o futebol no Brasil, e tudo ilusão e negócio.

  17. Vai se fuder vende porque quer

  18. Gervásio Camargo disse:

    É isso aí, Gabi. Mata a cobra e mostra o pau. Este é o meu garoto!

  19. Quero ver o Barcelona ganhar pro santos agora, com Lucas lima ,Renato, Tiago maia,Victor Ferraz ,Gabriel, vanderlei, eu pastor oliveira

  20. I o pastor oliveira ☝☝

  21. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    Uma pena um texto tão bom ter sido tão pouco compreendido. A julgar pelos comentários dele, o Amir Somoggi não deve ter lido a coluna.

  22. Matéria bosta…..kkkkkkk
    MIMIMI do car…..
    Ta sem idéia amigão criatividade bloqueada., assiste os jogos do Barça pra arrumar inspiração

  23. O camisa 11 ali com o Messi é igualzinho o Neymar… Parece q eles tavam adivinhando ; )

  24. Derci disse:

    O que parece que não entenderam, o que ele quis dizer é que você comprando a camisa destes times esta dando munição para eles continuarem a tirar jogadores dos clubes daqui, tire os estrangeiros destes gigantes da Europa e duvido que eles seriam o que são, só um exemplo de time que não aceita estrangeiros, Atlético de Bilbao, quem é Atlético de Bilbao? Até na Espanha é coadjuvante. Por isto que no meu guarda roupa só entra camisa e tudo o mais do meu glorioso Santos Futebol Clube


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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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