Contra o Nacional, o Corinthians precisa voltar a ser “cascudo”

Créditos da imagem: Montagem/No Ângulo

Já não é de hoje que tenho reparado que o Corinthians tem tido dificuldade nas últimas competições de mata-mata que disputou.

Assim foi no atual Paulistão (eliminação nos pênaltis, em casa, para o Osasco Audax) e na Copa do Brasil do ano passado (quando perdeu de maneira categórica os dois jogos para o Santos).

Aliás, desde 2013, quando ganhou a Recopa do São Paulo, o Corinthians não ganhou mais nenhum mata-mata contra um rival de sua grandeza (!).

Depois da brilhante campanha na Libertadores de 2012, que culminaria na histórica conquista do Mundial Interclubes contra o Chelsea, no Japão, alguns jogadores protagonistas daquele elenco corintiano, por razões distintas, acabaram saindo do clube ou até aposentando, como é o caso do ex-lateral direito Alessandro.

Fato é que a saída de líderes – em momentos distintos, mas em um relativo curto espaço de tempo – como o próprio Alessandro, Chicão, Paulo André, Fábio Santos, Ralf, Paulinho, Jorge Henrique, Sheik e Guerrero não tem como passar incólume.

O que falar desse trio de ataque então? Certamente um dos mais “encardidos” da história do clube, afeito a grandes jogos, com jogadores tarimbados, catimbeiros e super identificados com a torcida.

É verdade que Tite, com toda a competência que sabidamente possui, rapidamente arrumou a casa (depois de reassumir o clube no lugar de Mano Menezes) e para isso contou com alguns reforços importantes: Fagner, Gil, Elias, Jadson, Renato Augusto e até Vágner Love (entre outros).

Só que também é verdade que esse elenco já não existe mais. Virou poeira. Dos destaques de 2015, apenas Cássio (que só não foi para a Turquia por medo da grave situação política pela qual atravessa o país), Fagner e Elias restaram.

O Corinthians de 2012 ganhou o Mundial. O de 2015, o Brasileirão. E o de 2016, como será? Alguém assumirá a responsabilidade? As contratações foram feitas a contento? Guilherme, André, Giovanni Augusto, Marlone, Marquinhos Gabriel (que ainda nem estreou) e cia darão conta do recado? Eles podem ser os “cascudos” da vez?

O jogo eliminatório (a ida foi 0x0) contra os uruguaios do Nacional, um time atualmente apenas regular (que só ganhou do Palmeiras na atual edição da Libertadores), mas com tradição e camisa, será um bom teste.

E segue o jogo.

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21 comentários em: “Contra o Nacional, o Corinthians precisa voltar a ser “cascudo”

  1. Perfeito, Fernando Prado. Tite sempra arruma a casa, mas a maturidade e essa “casca” só virão com o tempo mesmo. Contra o Nacional, será mais um capítulo desse elenco que ainda precisa amadurecer muito

    1. O Marquinhos Gabriel jogou no seu time. Dê sua opinião pois não lembro direito do futebol dele. Abraços

      1. É técnico, mas não parece o bom suficiente para assumir qualquer protagonismo. Em um time engrenado, pode ser útil.

  2. Acho que o time estará bem melhor em meados do ano. Entrando o Marquinhos Gabriel, voltando o Giovanni Augusto e quem sabe o Marlone pegando ritmo, dará alegrias, penso que ficará entre os quatro.

  3. Meu palpite é que o Corithians vencerá hoje, algo como um 2 x 0.

    Mas é muito pertinente essa desconfiança sobre a equipe em mata-matas. A última vez que o Corinthians passou por um grande em mata-mata foi há quase 3 anos, quando venceu a Recopa contra o São Paulo, em 2013! É realmente tempo demais!

    E neste período ainda teve “vexames” como a incrivel eliminação contra o Atletico na Copa do Brasil de 2014, a eliminação contra os pequenos Audax e Guaraní do Paraguai, e passou pela Ponte Preta com a ajuda da arbitragem nas quartas-de-final do Paulista de 2015.

    Ou seja, está mesmo devendo muitas respostas!

  4. Quase sempre que o Corinthians cai na libertadores, a falha ocorre em cima do menos experiente do time. Posso lembrar aqui de cabeça falhas de Roger, Betão, Coelho, Moacir, Felipe… Não é bom escalar Yago no dia de hoje, só um palpite com base no histórico.

  5. Um time que tem jogadores horrorosos tecnicamente falando, não pode ser chamado de cascudo, romero, André, lucca, esses caras já deram o seu melhor, e o melhor deles é esse futebol fraco e sem nenhuma condição de melhorar, vão passar hoje porque o nacional é um time fraco que se aproveitou da instabilidade do palmeiras e avançou as oitavas, mas esse time é candidato ao rebaixamento no campeonato brasileiro, muito fraco, e sem um centavo pra contratar.

  6. Guerreiro não participou da libertadores , chegou depois .Quanto a ser cascudo , tem que chegar a madeira , dançar conforme a música . Time de santinho não chega na final de libertadores , o Tite precisa deixar de ser sonhador achar que estamos disputando a liga dos campeões , aqui na América do Sul é diferente o couro como , isso sim é ser cascudo

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