W3vina.COM Free Wordpress Themes Joomla Templates Best Wordpress Themes Premium Wordpress Themes Top Best Wordpress Themes 2012

Corinthians: a boa torcida levanta o time, mas os maus torcedores podem pôr tudo a perder

ameacado-pela-torcida-edilson-tenta-deixar-o-corinthians-eliminado-na-libertadores-1273022533044_956x500

Créditos da imagem: UOL

O que têm em comum Rivellino, Sócrates, Edílson (foto) e Tevez, além de serem lembrados como eternos ídolos do Corinthians? Todos os quatro tiveram, em algum momento, grandes dissabores causados por parte da torcida.

Rivellino, único craque do time em 1974, foi praticamente expulso do clube depois que a torcida o responsabilizou pela perda do título paulista daquele ano. Sócrates passou um bom tempo sem comemorar gols por causa de uma tentativa de agressão que sofreu, ao lado de outros companheiros, por parte de maus torcedores. Edílson e Tevez anteciparam suas saídas depois de serem ameaçados e terem seus carros atacados por selvagens travestidos de apaixonados pelo clube.

Agora, tudo indica que esta ação nefasta está de volta. Há poucos dias, jogadores tiveram que se reunir para ouvir as reclamações de torcedores no clube. Um grupo de quatro ou cinco invadiu o hotel em que o time estava, na cidade de Salvador, onde enfrentou o Vitória, e ofendeu jogadores, principalmente Elias. Surgiram até versões – ainda não confirmadas – de que três jogadores (Elias, Guilherme e André) teriam sido agredidos.

Não existe adversário mais temido do que os maus torcedores. Sujeitos violentos que se unem em bandos e acham que possuem salvo-conduto para cometer todo tipo de barbaridade em nome de um alegado amor pelo clube. Geralmente, atuam em horários nos quais a grande maioria da população está trabalhando –inclusive os jogadores. E, o pior, sempre encontram quem lhes passem a mão na cabeça.

Assim foi em 2014, em uma fase ruim, que uma turba ensandecida de mais de cem desses falsos torcedores invadiu o CT do clube atrás dos jogadores. Quem conseguiu, correu e se protegeu. Guerrero parece não ter tido esta sorte. Nas palavras do então presidente, Mário Gobbi, ele teria sido “esganado no pescoço”. Não se identificou ninguém. Não houve punições.

A mesma situação ocorrida logo após a eliminação diante do Tolima, na Libertadores de 2011. Vândalos invadiram o estacionamento do CT do clube e depredaram os carros dos jogadores. Nenhuma gravação das câmaras de segurança, nada foi movido para que houvesse a responsabilização dos selvagens.

A torcida corintiana é elogiada e invejada por causa de seu apoio incondicional ao time. Merece elogios. Mas apenas a torcida que conhece seus limites. Cobrar o time é um direito, que deve ser exercido nas arquibancadas. Quando isso acontece no local de treinos ou de hospedagem dos jogadores, e de forma violenta, deixamos a área esportiva e adentramos a policial.

Nos episódios de agora sobram absurdos. O time, desmontado pelos chineses no início do ano, foi remontado. E conseguiu a melhor campanha no Paulista, além de uma trajetória razoável na Libertadores. Caiu nos dois torneios sem ser derrotado em campo nos jogos decisivos. O começo do Brasileiro é ruim, mas não catastrófico.

Reportagem do UOL relata que houve desconfianças em relação à discussão com os torcedores em Salvador, por causa do menor número de seguranças em relação ao habitual e o conhecimento prévio dos torcedores sobre em qual hotel o time se hospedaria. Atletas e o técnico Tite se mostraram descontentes com a abertura de portas para que a torcida entre no CT e faça reuniões de cobranças com o elenco.

Alguns argumentam que já é tradicional no clube. Pode ser, mas nada impede que se modifique ou abandone tradições pouco eficazes ou ultrapassadas.

Não adianta procurar: não há treinador para o Flamengo – Parte I
Seleção Brasileira e os jogadores mais emblemáticos de sua história

Escrito por:

- possui 97 artigos no No Ângulo.

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

Entre em contato com o Autor

8 respostas para “Corinthians: a boa torcida levanta o time, mas os maus torcedores podem pôr tudo a perder”

  1. Eu não aguento mais as organizadas!

    Além de serem violentas, baixo nível e estragarem a experiência de todo o resto dos torcedores, ainda agridem os jogadores e, já faz um tempinho, ando impressionado também com o uso de organizadas do Corinthians em questões político-partidárias…

  2. Carllos Csr disse:

    Essas torcidas organizadas nem torcedores são, o corinthians está passando por uma faze ruim e não ta tendo apoio, tão colocando mas pressão ainda nos jogadores, diferentimente do torcedor comum que ta sempre do lado do corinthians em momentos difíceis.

  3. José Maria de Aquino Paribar, na Dom JrrrrJose Maria Aquino disse:

    Quando Vicente Matheus brigava pelo poder no Corinthians, torcedores recebiam agrado para infernizar o time. Era preciso derrubar o time para derrubar a diretoria. Desde então, são inúmeros os casos. Rivelino foi entregue à sanha dos torcedores pelo presidente Matheus. Sócrates, Vladimir, muitos dos chamados ídolos levaram tabefes. E na invasão do cT, naquele sábado pela manhã, lá estava o presidente, que é delegado. Mas ninguém foi preso ou mesmo advertido. Parece que gostam e até orientem esses torcedores (sic), achando que com pressão o time corre mais. A culpa não é apenas dessa laia, é tb de quem permite e …

  4. Acaba com as regalias da organizadas isso é um absurdo

  5. Bando galinha preta quero q se foda o time do corithians , quanto a torcida organizada isso é uma vergonha tudo bandido


Deixe um comentário

Enquete

Qual o maior técnico brasileiro dos últimos tempos?

Ver resultados

Carregando ... Carregando ...

Colunistas

José Maria de AquinoJosé Maria de Aquino

Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

Fernando PradoFernando Prado

Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

Gabriel RosteyGabriel Rostey

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

Gustavo FernandesGustavo Fernandes

Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

Jorge FreitasJorge Freitas

“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

Emerson FigueiredoEmerson Figueiredo

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

Fernando GaviniFernando Gavini

Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

Assinatura por e-mail

Arquivos

©2017 No Ângulo - Todos os direitos reservados