Corinthians e Flamengo na final da Copinha: duelo com dois vencedores

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

A final da Copa São Paulo de Juniores terá o confronto dos garotos de até 20 anos dos dois clubes mais populares do país, Flamengo e Corinthians, num dos principais palcos do nosso futebol, certamente em um Pacaembu tomado por 40 mil pessoas.

Já estive em algumas finais da Copinha, e é interessante notar como o peso da torcida faz uma diferença muito maior do que em partidas de “profissionais” (engraçado como ainda usamos esses termos, quando certamente vários dos “amadores” da final de amanhã têm salários já na casa das  dezenas de milhares de reais, e multas que podem atingir o milhão). Já vi equipes visitantes, durante momentos de pressão da torcida mandante, não conseguirem mais trocar poucos passes em sequência. E é justamente esse ambiente e o peso da partida que poderão valer ouro na formação dos jogadores dos dois clubes. Tanto a vitória quanto a derrota poderão fazê-los amadurecer muito.

Acostumados a lidar com a pressão de vestir as camisas que mais atraem atenção e cobranças no país, esses jovens viverão uma “final da Copa do Mundo”, numa partida que passará em destaque na TV, sem nenhum franco atirador, com um estádio repleto pela Fiel Torcida corintiana, mas que terá a parte reservada à Nação Rubro-Negra cheia, fazendo barulho também. O fato de o adversário ser o “rival popular” também desperta mais a atenção das duas torcidas, e a chance de alguém ser olhado com mais carinho como “herói do título”, por exemplo, cresce muito com um jogo desses.

Depois de vencerem as semifinais de virada, os dois times mostraram ter personalidade para superar momentos difíceis. E se o Corinthians vem com o impressionante retrospecto de ter vencido 22 das últimas 23 partidas pela competição, o Flamengo também faz grande campanha e mostrou não se intimidar ao enfrentar times locais quando eliminou o São Paulo.

Seja como for, tenho certeza que vai ser uma partida agradável e movimentada no charmoso Pacaembu. Restará torcer para que de fato esses jogadores tenham boas oportunidades nos elencos principais, ao menos durante os estaduais, e não se encaminhem para a máquina de incineração alvinegra – incapaz de utilizar minimamente algumas gerações vencedoras nos últimos tempos -, nem se tornem novos Adryans e Mattheus, ex-promessas queimadas no clube que cunhou o lema “Craque o Flamengo faz em casa”.

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