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Craques, rivalidade, interesses: essa é a Copa América Centenário

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Créditos da imagem: record.pt

A competição que comemora 100 anos da entidade que manda no futebol da América do Sul será realizada na… América do Norte.

Pois bem, em se tratando de CONMEBOL toda e qualquer aberração ou falta de planejamento deve ser encarada como natural.

Principalmente questões que envolvem interesses comerciais, tal qual essa escolha dos EUA para receber essa competição emblemática na história do futebol sul-americano.

Deixemos isso de lado, assim como o fato de a COPA AMÉRICA CENTENÁRIO ser simultânea à badalada e organizada EURO (isso realmente não interessa, pois os horários são diferentes e, pelo menos para mim, quanto mais futebol, melhor).

Vamos relevar também o fato de o caótico calendário do futebol brasileiro fazer com que o Brasileirão continue, e nossas atenções e, principalmente, nossos craques se dividam entre clube e seleção.

Elencados os inúmeros problemas e questões que não são novidades pra ninguém (pois já assolam nosso futebol brasileiro e sul-americano desde sempre), vamos falar de coisas boas.

Ah, e seria tão bom incluir nossa Seleção Brasileira dentre essas coisas, mas…. falaremos disso logo mais.

É inegável que além de todo o charme e a rivalidade que marcam a COPA AMÉRICA, temos uma verdadeira constelação de craques que desfilarão pelos gramados norte-americanos. MESSI, AGUERO, DÍ MARIA, LUISITO SUARES, CAVANI, ARTURO VIDAL, ALEXIS SANCHEZ, JAMES RODRIGUEZ, CUADRADO, PHILIPPE COUTINHO, DANIEL ALVES, CHICHARITO, DEMPSEY.

Falando em nomes que atuam no Brasileirão, teremos GANSO, GABIGOL, LUCAS LIMA, WALACE, ELIAS, RODRIGO CAIO, DOUGLAS SANTOS, ERAZO, CAZARES, MILLER BOLANOS, MARTIN SILVA, PAOLO GUERRERO, BALBUENA, MENA.

Ou seja, atrações e jogadores de grande nível não faltam.

E voltando a falar do Brasil, confesso que ao citar os grandes destaques do torneio, foi complicado encaixar alguém do elenco de Dunga. Sem entrar no mérito da “Neymardependência”, é triste verificar que a época em que facilmente 4 ou 5 jogadores brasileiros estariam na lista dos prováveis craques do torneio já ficou no passado.

Vale lembrar que o Brasil não conquista a Copa América desde 2007 e não está entre os favoritos na edição atual.

Além de toda bagunça administrativa e das escolhas questionáveis da comissão técnica, seguidos cortes por lesões atrapalham ainda mais o já confuso planejamento brasileiro.

Em tempos de total descrédito da torcida e da imprensa seria um alento uma bela campanha, oxalá um título de uma competição com adversários que por hora se mostram mais fortes.

Falando neles, a ARGENTINA vive uma seca histórica de conquistas (desde 1993) e também padece de problemas com seus dirigentes, incluindo uma intervenção do governo federal na AFA. Mas as semelhanças com o Brasil se encerram quando analisamos o elenco dos “hermanos”. MESSI à parte, ainda sobra talento especialmente do meio pra frente. Resta saber se toda essa qualidade finalmente quebrará o tabu e deixará de “morrer na praia”.

O Uruguai também sempre figura entre os favoritos, pois além de jogadores de destaque no cenário mundial, os uruguaios costumam se agigantar em competições de tiro curto. Mas importante salientar o “envelhecimento” do elenco “charrúa”(média de 28 anos) que pode pesar contra.

A Seleção Chilena chega pra defender seu título aparentemente mais enfraquecida. Apesar de contar praticamente com o mesmo elenco, “La Roja” não tem mais o brilhante JORGE SAMPAOLI e também não terá toda a “atmosfera” favorável que foi criada em solo chileno e contribui muito para histórica conquista.

Dentre as demais seleções, Colômbia e Equador são sempre vistas com bons olhos e dependendo do chaveamento tem boas chances de fazer uma bela competição.

O Paraguai é sempre uma incógnita, que mesmo sem um elenco de qualidade costuma complicar as coisas (o Brasil que o diga).

EUA e México – que mandam e desmandam na Concacaf – terão uma boa chance de mostrar o que podem fazer contra rivais sul-americanos. Os americanos têm uma boa seleção comandada por Klinsmann e parecem empolgados com o fato de sediarem a competição.

Já o México de Juan Carlos Osório (saudade, são-paulinos?) chega com uma série invicta de 19 partidas e uma bela equipe.

Podemos citar também a Costa Rica sensação da Copa 2014. Os “Ticos” perderam o monstro Keylor Navas (lesionado) e precisamos saber se aquela campanha foi uma exceção ou se realmente eles podem se firmar como uma seleção competitiva.

Entre as demais equipes, Peru, Bolívia, Venezuela, Haiti, Jamaica, Panamá são candidatos a meros coadjuvantes e qualquer coisa melhor que isso será considerada uma boa e grata surpresa.

A bola irá rolar nos Estados Unidos pela mais tradicional competição da América do Sul (estranho? Que nada, é a Conmebol que organiza).

Se nós reverenciamos toda organização e glamour que as competições europeias têm, podem ter certeza que a matéria prima de qualidade sai do nosso continente. E que toda magia, rivalidade e talento das “canchas” sul-americanas sejam levadas para os campos da Terra do Tio Sam.

COPA AMÉRICA CENTENÁRIO (03/06 até 26/06)

GRUPO A – EUA, COLÔMBIA, COSTA RICA e PARAGUAI

GRUPO B – BRASIL, EQUADOR, HAITI e PERU

GRUPO C – MÉXICO, URUGUAI, JAMAICA e VENEZUELA

GRUPO D – ARGENTINA, CHILE, BOLÍVIA e PANAMÁ

Os 2 melhores de cada grupo avançam e ai teremos partidas eliminatórias até a consagração do campeão.

OPINIÃO: Em uma competição de tiro curto, na qual há eliminatórias simples das quartas em diante, e com o importante aspecto das principais estrelas que atuam na Europa estarem em final de temporada, o grau de imprevisibilidade aumenta. Mas na minha opinião, a Argentina tem tudo para acabar com o incômodo jejum de 23 anos sem taça. Além de toda determinação para tirar o país da fila, o elenco “albiceleste” tem muita qualidade e conta com MESSI, que quer e merece um título pela seleção principal. Apesar disso tudo, ainda continuo na torcida pelo Brasil, quem sabe uma bela campanha, com um eventual título, possa nos recolocar nos trilhos do respeito e das conquistas.

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Escrito por:

- possui 14 artigos no No Ângulo.

Juliano Ravanelli, 33 anos, escriturário, morador de Rafard/SP, maluco por futebol, seja jogado no Camp Nou ou na terra batida da várzea.


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3 respostas para “Craques, rivalidade, interesses: essa é a Copa América Centenário”

  1. Realmente, é triste ver que não temos mesmo figurões! E, para mim, nossos jogadores com mais potencial para serem destaques – Lucas Lima e Ganso – devem ser reservas.

    Sobre ser nos EUA, eu gosto! Tenho interesse em acompanhar esse crescimento do futebol por lá. E acho que “incorporar” o futebol da América do Norte deveria ser a prioridade estratégica do futebol sul-americano 😉

  2. Tiago disse:

    Uma coisa tenho certeza, cada vez mais torcedores deixam de apoiar a seleção brasileira.
    Entendo perfeitamente pq, e acredito que grande parte, ainda por cima torce contra.

  3. Geovane Hora disse:

    Deus é fiel boleiros


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