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Cuca à parte, o Palmeiras merecia vaias – e não aplausos – depois do fiasco na Libertadores

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Créditos da imagem: veja.abril.com.br

O Palmeiras venceu por 4×0 o já eliminado e desfalcado River Plate-URU e saiu aplaudido de campo, apesar da vexatória campanha na principal competição do continente

Sabia que no formato atual da Copa Libertadores, a competição “menina dos olhos” dos clubes brasileiros, é a primeira vez que um clube grande paulista é eliminado na primeira fase?

Ok, vá lá que o Corinthians já tenha sido eliminado pelo Tolima-COL na chamada “Pré-Libertadores”. No entanto, apesar de o vexame de sair da competição em uma fase preliminar ser ainda maior, penso que em duelos eliminatórios, situações desse tipo sejam até mais justificáveis. Explico: o Palmeiras teve seis jogos para se classificar e sucumbiu diante de um rival, o Nacional-URU, que venceu tão somente o Alviverde na competição (dos 9 pontos da equipe uruguaia, seis foram obtidos contra o Palmeiras e os três restantes de empates diante do River e do Rosário Central-ARG, este o líder do grupo).

E isso fica ainda mais grave se considerarmos todo o investimento feito pelo Palmeiras, que, pelas palavras do presidente Paulo Nobre, tinha como plano reviver, agora com a parceira Crefisa, os mesmos tempos gloriosos da “era Parmalat”.

Ora, como já escrevi em coluna anterior, e o papel do midiático Alexandre Mattos nisso tudo? Segundo consta, o diretor de futebol do Palmeiras é o maior responsável pelo planejamento do plantel do clube. E convenhamos, ele errou além do aceitável nesse quesito. Com a dinheirama investida, o grupo de atletas poderia e deveria ser muito mais qualificado do que o atual.

Aliás, exatamente por todo esse investimento, entendo que a avaliação do Palmeiras deve ser mais rigorosa se comparada a de outros times “normais”.

É claro que se considerarmos um elenco de atletas de uns 30 jogadores, o do Palmeiras se destaca positivamente no Brasil. Ele é numeroso e, dentro dos padrões atuais, possui qualidade. Só que, no futebol, ter um grupo homogêneo não costuma ser algo a ser celebrado, pelo contrário (percebam que até os elencos de um Bayern, um Barcelona ou um Real Madrid têm “os caras que decidem”, há uma discrepância de nível entre os jogadores).

O time do Palmeiras não tem protagonistas. As equipes titular e reserva são parecidas, não há uma hierarquia. Faltam grandes jogadores, aqueles com quem a torcida sabe que pode contar. Como foram Ademir da Guia, Rivaldo, Evair, Edmundo, Alex e tantos outros.

Sim, Marcelo Oliveira, mesmo campeão da Copa do Brasil, não conseguiu fazer o mínimo que dele se esperava e foi mal no Palmeiras. Ponto. Prova disso é que o time já vai dando sinais de melhora com Cuca.

Mas seria muito simplista creditar ao ex-técnico do Verdão o insucesso do clube desde que começou a ser o mais ambicioso (ao menos em termos de contratação de jogadores) do país.

O Palmeiras errou o seu planejamento e a torcida, após o apito final da derradeira partida contra o River, perdeu uma excelente oportunidade de demonstrar através de vaias o seu descontentamento com o fiasco nesta edição da Libertadores.

Aliás, esse negócio de aplaudir o time seja qual for a circunstância – e que pasmem (!), é incentivado por boa parte da imprensa – é de uma babaquice sem tamanho. Evidencia falta de senso crítico e conformismo com a situação, seja ela qual for.

Bem diferente, por exemplo, do ocorrido no jogão entre Liverpool e Borussia (virada histórica do time inglês), quando Jurgen Klopp, técnico do Liverpool, mas que treinava o time alemão até o ano passado, caminhou em direção de sua antiga torcida e respeitosamente acenou, com o que foi retribuído com um caloroso aplauso. Ali sim um gesto tocante e pertinente.

O aplauso pelo aplauso? Apenas para “vender” a ideia de uma torcida leal e bacana? Esse eu dispenso.

E segue o jogo.

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Escrito por:

- possui 230 artigos no No Ângulo.

Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

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16 respostas para “Cuca à parte, o Palmeiras merecia vaias – e não aplausos – depois do fiasco na Libertadores”

  1. Diogenes Lima disse:

    Vaia o cacete, o mundo nao acabou a vida continua

  2. Deve ser gambá esse loko

  3. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    QUÁ QUÁ QUÁ!

    A-DO-REI a eliminação do Palmeiras!

    Fraquinho demais…

  4. Assino embaixo, Fernando Prado! E sobre os craques, nem precisa falar de Ademir da Guia ou Rivaldo: este atual Palmeiras não tem nem um Barcos, na minha opinião.

  5. Marcos disse:

    Poderiam somar as folhas salariais do Rosário e Nacional, aposto que a do Palmeiras é maior que a dos dois somadas, vergonhoso

  6. RENATO disse:

    O SANTOS SE CLASSIFICARIA COM FOLGA.

  7. Cade o mundial? Vao lacar liga da justica 1 e o palmeiras nao vai ganhar o mundial kkkkkkkk

  8. Hannah disse:

    Hola “Gintonic”, me gustan las críticas constructivas, la forma de recoger que tengo normalmente es (como tu muy bien sabrás), es totalmente aleatoria, me dejo llevar navegando, y tienes razón que últimamente he recogido mucho artista argentino (tal vez los debería haber espaciado más en el tiempo), por que su calidad y arte, a mi me encaja perfectamente dentro de este blog.Saludos y muchas gracias por tu cou.ltarioeGonlms.

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  4. […] jogo fraco da equipe de Tite contra um Nacional-URU que não assusta. O papelão do Palmeiras na primeira fase (único a ser derrotado pela equipe uruguaia no torneio até aqui) fica cada vez mais evidente. […]

  5. […] eliminatório (a ida foi 0x0) contra os uruguaios do Nacional, um time atualmente apenas regular (que só ganhou do Palmeiras na atual edição da Libertadores), mas com tradição e camisa, será um bom […]

  6. […] a atual edição da Libertadores com cinco equipes, sendo que três (Corinthians, Grêmio e Palmeiras) já disseram […]


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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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