W3vina.COM Free Wordpress Themes Joomla Templates Best Wordpress Themes Premium Wordpress Themes Top Best Wordpress Themes 2012

D´Ale, D´Ale, D´Alessandro!

Dalesandro

Créditos da imagem: Zero Hora

Nunca compactuei do mau humor com relação aos argentinos, seja no futebol, seja em outras questões “menores”, como cinema, política e literatura.

Buenos Aires foi a primeira capital fora das fronteiras brasileiras que conheci. E conservo grande afeto pelo país e seus habitantes. E mais: a Argentina não é só Buenos Aires, muito pelo contrário. E acredito que o mau humor de alguns com relação aos Hermanos seja pelo desconhecimento dos encantos da cultura platina, boêmia, transgressiva  e rebelde, sobretudo.

Bueno, mas tudo isso para falar que a despedida do ídolo colorado D’Alessandro – emprestado por um ano para o River Plate – teve toda essa passionalidade que atribuímos apenas aos vizinhos. Palmas, gritos e choros (de ambas as partes) que revelam o quanto somos carentes de ídolos e de jogadores que vestem a camiseta do time, como fez D’Alessandro nos quase oito anos que jogou no Internacional.

Aos 34 anos, ele vinha enfrentando algumas críticas pela sua atuação, mas nada capaz de ofuscar os 76 goles marcados em 340 partidas.

A saída de D’Ale, como é carinhosamente chamado, foi surpreendente, já que o jogador tem contrato com o time até 2017. No entanto, a transferência já havia sido cogitada em 2015, época que o salário do jogador foi renegociado, devido à alta do dólar. Não se falam em valores, mas na imprensa dizem que fica entre R$ 700 e R$ 900 mil mensais, dificultando o caixa do Inter, que encontrava dificuldades para honrar seus compromissos com o ídolo.

Ainda de acordo com a imprensa local (jornal ZH), o Inter deixará de pagar o contrato de imagem do jogador, ou seja, mais de 50% do seu salário, enquanto o River Plate, por seu turno, arcará com os salários deste ano, a fim de poder contar com o seu também ídolo para a disputa da Libertadores.

Na entrevista concedida nesta quarta-feira, D’Alessandro afirmou que estava deixando o Inter por um desejo seu: “Não é fácil. São sete anos e meio convivendo com pessoas que me ajudaram muito. Estou voltando para minha casa, com a família maior. Tenho três filhos, um deles gaúcho, o que é motivo de orgulho”, afirmou.

Como não se emocionar com isso?

O espírito aguerrido, reclamão e nada omisso, parte da personalidade do jogador, só contribuiu para angariar uma legião de fãs, hoje órfãos de um ídolo no time.

D’Alessandro vai fisicamente para o River, mas já está naquele lugar onde só os melhores permanecem. Ficará em Porto Alegre para sempre ao lado de outros grandes ídolos do time, como Manga, Figueroa, Falcão e Fernandão, só para citar alguns.

Na partida de despedida, o Inter empatou com o São José e conquistou nos pênaltis o título da Recopa Gaúcha, resultado que permitiu ao ídolo levantar mais um troféu, o grand finale pra lá de merecido para mais uma linda trajetória colorada.

Definitivamente Porto Alegre amanheceu mais triste.

D´Ale.

Vanderlei, Rivaldo e os jogadores invisíveis
Por mais Lucas Limas no nosso futebol

Escrito por:

- possui 27 artigos no No Ângulo.

Jornalista formada pela PUC-RS, essa gaúcha nascida em Passo Fundo e residente em Porto Alegre é especialista em Meio Ambiente, tem interesse por política e gosta de transitar e dar os seus pitacos sobre diferentes temas. Uma romântica do futebol, busca analisar as sutilezas do esporte bretão.


Entre em contato com o Autor

5 respostas para “D´Ale, D´Ale, D´Alessandro!”

  1. Texto pra lá de oportuno! Grande personagem, transformou-se em jogador histórico do Internacional. 😉

  2. Sérgio Karam disse:

    Vou ler mais tarde, Lena Annes, só porque eu gosto de ti.

  3. Bem isso mesmo, Lena! O incrível é pensarmos que o D’Alessandro valoriza mais o fato de ser um ídolo do Inter do que quase todos os jogadores brasileiros costumam fazer aqui, mesmo sendo formados às vezes pelo clube de coração. Acho que vivemos uma crise de valores e de identificação no nosso futebol que não é vista no país vizinho 🙁


Deixe um comentário

Enquete

Qual o maior técnico brasileiro dos últimos tempos?

Ver resultados

Carregando ... Carregando ...

Colunistas

Emerson FigueiredoEmerson Figueiredo

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

Gustavo FernandesGustavo Fernandes

Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

Jorge FreitasJorge Freitas

“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

Fernando PradoFernando Prado

Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

José Maria de AquinoJosé Maria de Aquino

Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

Gabriel RosteyGabriel Rostey

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano é especialista em política urbana. Com formação em gestão do esporte, também encara apaixonadamente o futebol como fenômeno cultural.

Fernando GaviniFernando Gavini

Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

Assinatura por e-mail

Arquivos

©2017 No Ângulo - Todos os direitos reservados