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De 7 x 1 em 7 x 1, tudo continua na mesma…

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Créditos da imagem: Hector Retamal/AFP

Não, não vou iniciar ironizando o fatídico placar da vitória contra o Haiti. Mais do que isso, prefiro destacar que o Haiti se uniu ao Peru e à Venezuela e foi somente o terceiro adversário batido entre os nove que o Brasil enfrentou nos jogos oficiais neste novo comando de Dunga. Contra Colômbia, Paraguai, Chile, Argentina, Uruguai e Equador o Brasil foi incapaz de vencer.

Apesar de eu não esperar um 7 x 1, afinal, o Haiti até que fez jogo equilibrado com o Peru – que não é adversário do tipo que o Brasil atual pode sequer sonhar em golear desta maneira – esse é o tipo de partida que não pode dizer nada de positivo, visto que não é parâmetro. Conclusões possíveis, só negativas, em caso de má apresentação até contra um rival desses…

Conclusões negativas como penso que é o caso do Willian. Nem mesmo contra o Haiti, com o Brasil fazendo sete gols, o esforçado meia do Chelsea conseguiu fazer um gol ou sequer dar uma assistência. Sem querer pegar no pé dele, acho que é um jogador que faz muita fumaça e goza do prestígio de ser titular do Chelsea (que não ganhou nada nesta temporada), mas muito inofensivo e impreciso.

É evidente que qualquer discussão séria sobre a Seleção tem que abordar os problemas macro do nosso futebol, como o calendário, a fraqueza dos nossos clubes e o crescente êxodo incinerador de talentos para “mercados” como China, “Mundo Árabe”, Rússia e Ucrânia. Bem como qualquer reformulação direta tem que começar pela troca do técnico. Dunga no comando é surreal, é uma “jabuticaba” que lembra aquela história da tartaruga no topo da árvore: ninguém sabe como foi parar ali, mas todo mundo sabe que uma hora vai cair.

Mas mesmo com o grupo convocado para esta Copa América Centenário penso que tem muito espaço para melhora. Lucas Lima e Ganso são muito melhores do que Willian e superiores também a Renato Augusto. Os quatro titulares do meio deveriam sair entre Casemiro, Elias, Lucas Lima, Ganso e Philippe Coutinho.

Assim como não consigo conceber uma Seleção Brasileira sem uma dupla de ataque. Gabriel e Jonas têm movimentação e poder de fogo, são incisivos como pede o momento. Também não entendo o porquê de uma parte da opinião pública (especialmente alguns jornalistas que falam para as massas) querer “fritar” o Jonas e alçar o “Gabigol” à condição de “queridinho”. Enquanto a má vontade com Jonas é evidente, Gabigol perdeu alguns gols fáceis que, se perdidos pelo primeiro, teriam rendido “cornetadas”. Apesar disso, eu jogaria com os dois.

Meu palpite é que o Brasil vencerá o Peru na próxima partida (como venceu nos dois confrontos oficiais que tiveram nesta passagem de Dunga, 2 x 1 e 3 x 0) e, talvez, alguns se animem novamente com as possibilidades na competição. Mas, depois disso, as chances de cair já nas quartas de final, contra Colômbia, Estados Unidos ou Paraguai,  são enormes. Exatamente como tem sido desde o 7 x 1 importante.

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Escrito por:

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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano é especialista em política urbana. Com formação em gestão do esporte, também encara apaixonadamente o futebol como fenômeno cultural.


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10 respostas para “De 7 x 1 em 7 x 1, tudo continua na mesma…”

  1. Carllos Csr disse:

    Mas que obrigação ganha de goleada, mas isso não justifica nada.

  2. Essa pow Ganha so de seleção fraca essa pow

  3. Gilberto Maluf (Coluna do Leitor) gilberto maluf disse:

    Vamos ver o Phillipe Coutinho contra uma equipe mais forte. Torço para que consiga jogar a mesma coisa.

  4. O Brasil só vai fica com confiança quando golear a Alemanha !!!!!

  5. Pois é, Gabriel Rostey… Lucas Lima e/ou Ganso entre os titulares “pra ontem”!!!

  6. Porque não foi com a alemanha

  7. José Maria de Aquino Jose Aquino disse:

    Acreditar que Ganso e Lucas Lima são a solução para curar estado febril que o futebol brasileiro se apresenta faz tempo, é a confissão maior de que o caso é mesmo para transplante…


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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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