W3vina.COM Free Wordpress Themes Joomla Templates Best Wordpress Themes Premium Wordpress Themes Top Best Wordpress Themes 2012

Deu a lógica nos estaduais? Não é bem assim

futebol606

Créditos da imagem: globoesporte.com

Tudo bem: tirando a heroica Caldense – time por onde Casagrande iniciou sua carreira, com muitos gols, aliás – todos os finalistas dos principais estaduais do país em 2015 são grandes clubes. A história garante lugar de honra para todo mundo.

Mas eu só fico com o Gre-nal do Rio Grande do Sul na hora de dizer que deu a lógica. Que me perdoem os torcedores dos grandes que atingiram a final em São Paulo e Rio: todos os quatro finalistas dos dois campeonatos são os menos cotados no período histórico atual.

Se não se pode dizer que a final é uma surpresa – como em Minas – no ajuste fino da análise da situação atual de cada um, não foram os principais cotados os postulantes ao título. Corinthians e São Paulo vêm levando vantagem clara em termos da força que representam para mercado do futebol atualmente. Andrés Sanchez elevou o Timão a um patamar que este perseguiu por décadas e que poderia ter atingido há muito mais tempo, mas que só se materializou nos últimos quatro ou cinco anos. Já o São Paulo, não perdeu seu status de modelo de estrutura física e técnica adquirido ao longo das últimas décadas.  A televisão sempre preferiu os dois, e um clássico entre eles é sempre o mais desejado.

Palmeiras e Santos vinham ladeira abaixo. O primeiro por problemas políticos vistosos, que culminavam numa péssima administração, com deficiências em categorias de base, montagem de elenco e parcerias para obter receitas. O segundo em razão de um apequenamento histórico, que chegou a ser amenizado porque da Vila saem os maiores talentos do país, que garantem times renovados. Na Baixada parece haver um espírito especial do passado vultuoso que jamais permite que o clube afunde. Mas o Peixe nunca teve situação tão insegura nos últimos 10 anos. Do Palmeiras acaba de brotar um novo estádio, e a temporada de estreia com partidas na nova Arena, coincidindo com a primeira final desde 2008, depois de Zé Roberto ter chegado ao clube prometendo que seu novo time voltaria a ter o respeito do passado; pode estar sendo o marco inicial de uma retomada no moral do Palestra.

No Rio não é diferente. Com o aporte da Unimed, o Fluminense foi por muitos anos o clube mais bem suportado financeiramente entre os locais, o que lhe permitiu ser muito competitivo por bastante tempo mesmo sem a organização própria, algo típico nos times cariocas. E ao Flamengo sempre houve o apoio da potência de sua marca, que transpunha todos os tumultos e equívocos nas decisões. Pode-se dizer que a camisa tira o Flamengo da Série B e o mantém disputando títulos ainda sem ter a mesma capacidade dos clubes mais bem organizados.

Ao Vasco e ao Botafogo restava o ocaso. Sem dinheiro, sem parceiro, sem o mesmo apelo do mercado paulista e sem a organização de Inter, Cruzeiro ou Grêmio, restava lamentar e torcer por alegrias esporádicas.

E o Atlético em Minas? Eliminado o Cruzeiro, parecia esperar apenas alguns dias para soltar o grito de campeão. Mas não passou pela Caldense no Mineirão, e agora decide no interior um título que deixou de ser questão de dias e já pode ser chamado de incerto.

Só Grêmio e Inter monopolizaram o estadual do Rio Grande do Sul como sempre o fazem. Já há vários dias se sabe que o Gauchão 2015 teve um campeão previsível.

O que isso sinaliza? Só a circunstância da temporada, mesmo? Mero acaso? Ou que é hora da ala rica dos grandes começar a pagar seus sucessos passados, e dos que estavam por baixo colherem seus frutos depois de tempos nebulosos? O Brasileirão que vem aí é a única resposta confiável.

Vasco, campeão carioca: fim de jejum graças à trincheira de Doriva
Botafogo e Vasco, último ato: a superação contra o respeito

Escrito por:

- possui 24 artigos no No Ângulo.

Portoalegrense de nascimento e residência desde sempre, é administrador de empresas e tem como dois de seus principais hobbies o futebol e a escrita. É neste espaço que essas paixões poderão se unir: a leitura da bola através da riqueza da palavra.


Entre em contato com o Autor

6 respostas para “Deu a lógica nos estaduais? Não é bem assim”

  1. Quando eu escolhi ser PALMEIRENSE eu fiz um juramento, de nunca abandonar-lô,
    Seja na saúde ou na doença, na alegria ou na tristeza…
    Perdemos hoje mais fazer o que né, lutamos até o fim, não entregamos o titulo de bandeja pro santos não, bola pra frente a vida continua, ainda esse ano temos basileiro, copa do Brasil etc…
    PALMEIRAS É GRANDE


Deixe um comentário

Enquete

Qual o maior técnico brasileiro dos últimos tempos?

Ver resultados

Carregando ... Carregando ...

Colunistas

Gustavo FernandesGustavo Fernandes

Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

Emerson FigueiredoEmerson Figueiredo

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

Jorge FreitasJorge Freitas

“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

Fernando PradoFernando Prado

Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

José Maria de AquinoJosé Maria de Aquino

Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

Gabriel RosteyGabriel Rostey

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano é especialista em política urbana. Com formação em gestão do esporte, também encara apaixonadamente o futebol como fenômeno cultural.

Fernando GaviniFernando Gavini

Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

Assinatura por e-mail

Arquivos

©2017 No Ângulo - Todos os direitos reservados