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Dunga e David Luiz, Muricy e Wallace: em comum, a teimosia

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Créditos da imagem: Dreamworks

É quase unanimidade a ausência de expectativas no time treinado (?) por Dunga. Nada mostra, nada se espera. No último jogo, empate contra o Uruguai em Recife, houve quem falasse em apagão, após 30 minutos intensos, quando o Brasil abriu 2 a 0. Lembro de ter ouvido a mesma desculpa no fatídico 8 de julho de 2014, no Mineirão. Não é apagão quando a luz está apagada há alguns anos; não é apagão quando não se mostra um futebol decente há muito tempo.

Fato é que Dunga, além de não ter tempo (nem talento) para treinar o time, insiste em erros técnicos já detectados pela chamada “opinião pública”. Faz parte acreditar em suas convicções, mas às vezes, a maioria está certa. O caso clássico, hoje, é David Luiz.

O ex-queridinho e ex-talentoso zagueiro apresentou um declínio assustador desde quando surgiu no Benfica, enchendo os olhos do mundo. No Chelsea, começou a mostrar que não seria um zagueiro de ponta. No máximo, um bom volante, como queria Mourinho. Mas o cabeludo insistiu e foi para o PSG, jogar na quase-várzea francesa. O que se vê, pelo menos na Seleção Brasileira, é um defensor afobado, lento, sem controle emocional e com posicionamento precário. Mas, que permanece de titular em detrimento de outros nomes que poderiam ser testados, como Marquinhos e Thiago Silva, seus companheiros em Paris.

Com campanha fraca nas Eliminatórias, correndo risco real de não ir à Copa (a competição se mostra mais equilibrada do que o normal), vai calhar de estabelecermos a “era David Luiz”. Dunga conhece bem o perigo de ser identificado como fracasso. A teimosia em David talvez seja para mostrar que, como ele, o zagueiro poderá dar a volta por cima. O problema é que nos últimos 20 anos, o futebol mudou e Neymar não é Romário. Dunga corre o sério risco de não estar mais no banco de reservas do Brasil para ver se David vai ou não dar a volta por cima. Aliás, nem era para estar mais.

Falando em insistir e afundar, o mesmo acontece com Muricy no Flamengo. David Luiz, nesse caso, está espalhado em vários jogadores, mas aparece com mais relevância na figura de Wallace, também zagueiro, e também afobado, lento, sem controle emocional e com posicionamente precário. Wallace é o David Luiz do Hemisfério Sul, o David Luiz rubro-negro, o David Luiz dos pobres.

É cedo para julgar o trabalho do Muricy. Aliás, muito cedo. Nem chegamos em abril e tanto Primeira Liga quanto Carioca são competições secundárias. Além de tudo, o atual Flamengo tem muitos poréns, como a ausência de casa e o excesso de viagens (aqui, um erro grotesco da diretoria).

Ainda há um outro problema, esse já tradiconal no rubro-negro: o elenco é superestimado. Já é o terceiro ou quarto ano que começa com pecha de “bom plantel”. Entretantos, alguns nomes se repetem, e pelo menos nos últimos tempos, já não ajudam mais o time, se é que já ajudaram alguma vez. Nominalmente, além de Wallace, Pará, Márcio Araújo, Éverton e Gabriel nem deveriam estar mais no elenco. São atletas que não conseguem convencer a torcida e já não apresentam mais nada. Resumindo, não há esperanças em um time com esses nomes, que começaram como titulares na eliminação para o Atlético Paranaense.

Mas Muricy insistiu e escalou os cinco. Juntos. Deu no que deu. Quando o treinador chegou, a pedra foi cantada. É a teimosia típica dos treinadores, principalmente os de grife.

Apesar de ser cedo para julgar o trabalho do Muricy como um todo, já se pode detectar alguns problemas, e o principal é esse: a insistência com nomes que fazem parte de um Flamengo, não só sem qualidade, como sem o algo mais que todo torcedor exige.

Ou Muricy detecta os problemas enquanto é tempo, testando novas contratações que ainda não jogaram, e principalmente a molecada da base (Carioca serve pra isso, afinal, ou é só discurso?) ou corre o risco de morrer abraçado com jogadores totalmente sem identificação com a torcida.

Ou ainda pior para o torcedor rubro-negro: ele cai, mas s jogadores continuam. Como essa diretoria se habituou a fazer.

Leia também: Para o bem deles e da Seleção Brasileira, Thiago Silva e David Luiz deveriam ficar fora das próximas convocações

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- possui 71 artigos no No Ângulo.

Carioca, graduado em Direito e universitário de Jornalismo. Mas antes de tudo, um opinólogo profissional, cronista do cotidiano, comentarista do dia a dia e palpiteiro da rotina.


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6 respostas para “Dunga e David Luiz, Muricy e Wallace: em comum, a teimosia”

  1. Vicente Prado (Coluna do Leitor) VICENTE disse:

    O Dunga é um arremedo de treinador. Desatualizado, não sabe nada, fraquíssimo, escudado por um picareta chamado Gilmar Rinaldi. Já o MULACY eu acho um verdadeiro fenômeno: como conseguiu alguém tão incompetente enganar tantas pessoas por tanto tempo? Se já é uma tristeza torcer pela Seleção Brasileira, imagine o que é torcer pelo Brasil e pelo Flamengo.

  2. Excelente a comparação, “Wallace é o David Luiz dos pobres”, rs!

    Concordo totalmente sobre essa condescendência da imprensa com o elenco do Flamengo. Sempre tratam como se fosse “Um elenco bom para o que tem por aí”, mas acho um elenco com poucos pontos fortes!

    De resto, se o Muricy continuar assim, não tenho ideia de qual vai ser o futuro profissional dele, viu! Aparenta estar na mesma decadência do Luxemburgo e do Felipão…

  3. Cal disse:

    David e Wallace foram companheiro no Vitória! rs


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