E se o Corinthians fosse um supertime europeu?

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

Ao ver este atual Corinthians de Cristóvão Borges, Yago e Romero na liderança do Brasileirão, fico imaginando como seria nosso futebol se vivêssemos a realidade de supertimes europeus como Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique.

O alvinegro campeão brasileiro de 2015 – equipe que mais mostrou consistência e bom futebol no País nos últimos tempos – foi simplesmente desmanchado. Contava com atletas como Gil, Felipe, Jadson e Renato Augusto – todos com passagens recentes pela Seleção Brasileira – que deixaram o clube unicamente por razões financeiras, para tristeza unânime da torcida. Já outros, como Ralf e Vágner Love, saíram por um misto de vontade do clube com a oportunidade de ganhar algum dinheiro em cima das transferências.

Imaginemos que o time-base de 2015 (Cássio; Fágner, Felipe, Gil e Uendel; Ralf, Elias, Jadson e Renato Augusto;  Malcom e Vágner Love) fosse, em vez de desmontado, reforçado. E que, seguindo o modus operandi dos gigantes europeus, fossem contratados grandes (ou promissores) nomes como, por exemplo, Rafael Carioca para substituir Ralf; Luan, do Grêmio, para o lugar de Malcom; e Diego Tardelli para o de Vágner Love. Reparem que não falei aqui de nenhuma contratação irreal, daquelas de jogadores badalados com mercado nos supertimes europeus.

E como seria se isso fosse feito ao longo de anos? De modo que o ídolo Guerrero não tivesse saído por questões financeiras, que Paulinho não tivesse ido embora quando era um dos pontos fortes da Seleção, que Leandro Castán não se transferisse quando era unanimidade, que o jovem Marquinhos não fosse vendido quando deixava as melhores impressões, etc. E que, ao longo das temporadas, não só a base fosse mantida, mas ainda fossem feitas contratações pontuais sempre a fim de corrigir as deficiências de uma equipe que estivesse em constante aperfeiçoamento.

O mesmo vale, por exemplo, para o excelente Cruzeiro bicampeão brasileiro em 2013 e 2014, que não apenas manteria nomes como Lucas Silva, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Marcelo Moreno, como teria se aprimorado muito com contratações cirúrgicas a cada ano, que teriam a facilidade de entrar em uma base perfeitamente ajustada.

Vendo o competente trabalho feito pelo pessoal do futebol deste desmontado Corinthians, e relembrando as excelentes apresentações da equipe em 2015, questiono o quão grande é o mérito dos comandantes de clubes europeus que se tornaram verdadeiras seleções mundiais e se dão ao luxo até de contratar jovens promessas já com a intenção de emprestá-las para ganhar experiência em outros clubes e serem úteis no futuro.

Sendo assim, sinceramente, tem como dar errado?

24 comentários em: “E se o Corinthians fosse um supertime europeu?

  1. Muito bom, Gabriel Rostey. Como já tivemos oportunidade de conversar pessoalmente, imagine os nossos clubes grandes podendo contar com todos os seus jogadores e, como você bem escreveu, ainda sendo lapidado a cada temporada, com algumas contratações pontuais? Ninguém ia poder bater de frente com o Brasileirão, NINGUÉM! 😉

  2. SE O BRASIL SEGURASSE OS SEUS JOGADORES, NÃO IA TER PRA NINGUÉM!

    IMAGINE UM EVERTON RIBEIRO, UM RICARDO GOULART, UM DIEGO TARDELLI, ATUANDO POR AQUI, ELES AJUDARIAM E MUITO A SELEÇÃO BRASILEIRA…

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