Eliminar o novo freguês, o “último desejo” que pode salvar o Vasco

Créditos da imagem: globoesporte.com

Surpreendentemente, os vascaínos compareceram em pouca quantidade ao jogo decisivo contra o Flamengo, em um Maracanã majoritariamente rubro-negro, pelas oitavas da Copa do Brasil. Por pior que fosse a situação do time, a presença de público – exatamente no clássico em que vem levando vantagem – deveria ter sido maior.

O confronto era a confirmação que faltava para encher a boca e chamar o rival de freguês. Não falta mais. Os que não acreditavam (ou fingiram não acreditar) perderam o que os quase dez mil torcedores que compareceram viram de camarote: o último desejo do cruzmaltino foi atendido com sucesso.

Se para os “especialistas” e parte da torcida a queda para a Série B parece inevitável, o Vasco queria ao menos morrer atirando. E para isso, eliminou o arquirrival com um gol no fim, marcado por Rafael Silva (foto), que parece predestinado a decidir.

Mostrando uma consistência defensiva que só havia aparecido no Campeonato Carioca (e contra times cariocas), o time hoje comandado por Jorginho rechaçou as ofensivas pouco produtivas de um Flamengo prejudicado pelas lesões de Guerrero (aos 15 minutos de jogo, quando o time rubro-negro pressionava e já havia feito um gol) e Ederson, talvez as duas principais referências técnicas da equipe.

Com as mudanças do lado rival, o Gigante da Colina equilibrou a partida, assustou e, mostrando raça, malandragem (destaque para Rodrigo, que “apita” o jogo inteiro, ditando o ritmo da partida como poucos) e seriedade, tentava chegar ao gol que evitaria os pênaltis e traria o respeito de volta.

Conseguiu na sua especialidade – a bola aérea -, que por coincidência é a maior fragilidade do adversário. A bonita e solitária cabeçada de Rafael Silva, após boa cobrança de falta de Nenê, guardou no ângulo o gol que matou o Flamengo na Copa do Brasil.

O vascaíno saiu do Maracanã de alma lavada. Se o time parece zumbi no Brasileirão, está vivo na Copa do Brasil, o que acaba renovando as esperanças. Tirou um caminhão de suas costas, já que o que restava – aparentemente e na teoria – era exatamente o sucesso no clássico.

O decorrer da temporada para o Cruzmaltino tem ares de “o que vier é lucro”. E com o último desejo devidamente atendido, o vascaíno agora tenta um “pedido-bônus” para se manter na primeira divisão, o que transformaria um ano caótico em um ano sem caô, com pelo menos parte do respeito de volta e transformando o seu maior rival em freguês.

Ponto.

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