“Elitização” não está destruindo o futebol brasileiro

Créditos da imagem: Divulgação / Site oficial do Palmeiras

Conforto. Eu gosto e você? Uma boa fonte de renda? Idem. Futebol? Uma paixão na minha vida

Todos esses questionamentos são para estimular o leitor a pensar se de fato a tal “elitização” – termo da moda empregado por muitos colegas de maneira quase dogmática – é tão “do mal” quanto pintam por aí.

Veja, o aumento exponencial do número de sócios e o consequente aumento do poderio financeiro dos nossos clubes são conquistas do futebol brasileiro e não há problema em reconhecer isso.

Na mesma linha, os estádios. Óbvio que ninguém aqui vai ficar defendendo utilização de dinheiro público de forma irresponsável e corrupta. No entanto, li algumas críticas questionando as novas “arenas” – como pejorativamente muitos se referem às novas construções – pelo que elas são, da estrutura em si que elas oferecem. E aí não dá, né?!

Vamos combinar que um estádio bonito, organizado, com banheiro digno (com direito a papel higiênico!!!), estacionamento, acessos para deficientes físicos, rotas de fuga em caso de incêndio, lanchonetes, respeito à marcação dos assentos e tudo que é evidentemente bom deve ser reconhecido e tratado como um paradigma, um modelo a ser seguido.

Aliás, mil vezes um ambiente que remeta a um bom teatro do que a um chiqueiro!

E certamente não estou sozinho nesse pensamento, já que a presença de mulheres e crianças nas novas “arenas” está cada vez mais comum. Sem falar na média de público, muito superior a dos demais estádios. É mais um indicativo, portanto. Sabe aquela máxima do saco de pão sobre “atender bem para atender sempre”? Pois é…

Se há problemas nos “novos tempos” – e há mesmo -, que apresentemos e coloquemos em debate eventuais soluções com perseverança e sem fatalismos. Apenas para ilustrar uma ideia, que tal se os organizadores dos campeonatos (as federações estaduais e, em nível nacional, a CBF) se propusessem a encontrar uma maneira de, junto dos clubes e da televisão, reservar, quando possível (respeitados os direitos do sócio torcedor e dos proprietários de cadeiras cativas, que devem sim ser tratados com prioridade), um percentual de ingressos para a camada financeiramente menos privilegiada da população com preços mais acessíveis? Pode não ser o ideal – e nunca será -, mas já seria um avanço.

Festa e organização não são coisas excludentes, pelo contrário. Ora, quem não gosta de um estádio com atmosfera de festa, bandeirões, papel picado, fogos, torcida rival etc? Especialmente nos jogos decisivos! Porém, ainda que com elas não se concorde, há limitações impostas pela polícia, pelo Ministério Público e até pela economia do Brasil, tão maltratada pela má gestão e corrupção dos nossos políticos. De maneira que ditos fatores não poderiam ser omitidos em qualquer texto que se disponha a tratar o assunto de maneira séria. A alegada “falta de festa” ser colocada capciosamente na conta do tal “torcedor Nutella” (odiosa expressão, infelizmente disseminada) é ação rasa e simplista.

Honestidade intelectual, uma análise não tendenciosa e a busca de alternativas deveriam se sobrepor às inúmeras bravatas que acabam virando verdade para muita gente de tanto que são fomentadas.

Quer mais?

Não dá para não tratar da globalização e do maior acesso às informações (via televisão, celular, internet etc), por exemplo, para tentar compreender o aumento da popularidade dos gigantes clubes europeus, que sim, infelizmente estão “roubando o coração” de vários torcedores do mundo todo (e não apenas os daqui).

Agremiações como Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique viraram potências jamais vistas na história do futebol (são hoje mais fortes do que a Seleção Brasileira de Alisson, Rodrigo Caio, Giuliano, Taison e Diego Souza) e, pelo menos até que os países da América do Sul se mexam e passem a agir de acordo com a representatividade e capacidade que possuem, chega até a ser um processo natural referida migração de torcedores, por mais frustrante que seja a constatação.

“Elitização” destruindo o futebol brasileiro?

Nada a ver!

Trata-se de como (não) encaramos a realidade e a nova ordem do futebol mundial.

Saudosismo sim, mas memória seletiva não!

E segue o jogo.

36 comentários em: ““Elitização” não está destruindo o futebol brasileiro

  1. PERFEITO!

    E OUTRA, O CAMARADA VIAJA DO INTERIOR DA BAHIA PRA ASSISTIR O CORINTHIANS NO ITAQUERÃO E NÃO PODE TIRAR UMA SELFIE EM PAZ?

    OU MESMO QUE MORASSE AO LADO DO ESTÁDIO, NÃO IMPORTA!

    PATRULHA CHATA, PQP!!!

    PARABÉNS PELO TEXTO!

  2. Texto cheio de senso comum e inverdades.

    Primeiro, vamos pegar um histórico das médias de público no decorrer das décadas e comparar quando as pessoas iam mais aos estádios, se antes de existirem os setores de camarote, áreas vips e arenas ou se agora, depois que essas excrescências viraram tendência?

    Segundo, não parece coincidência demais que o período de predominância das arenas como paradigma e o declínio da competitividade internacional dos clubes sul-americanos seja o mesmo para que uma coisa não tenha a ver com outra em nenhuma dimensão sequer?

    Terceiro, engraçado o autor do texto reclamar no estereótipo de “torcedor nutella” quando associa ostensivamente as festas populares das torcidas de futebol com bagunça. Temos aqui um posicionamento contraditório? Além desta contradição dos princípios nas colocações dos textos, temos a falta de informação, ou desonestidade intelectual mesmo, de afirmar que aqueles que atribuem a destruição do futebol enquanto festa popular à sua elitização responsabilizam o arquétipo do “torcedor nutella”, quando na verdade todas as considerações críticas à gourmetização do futebol moderno deixam muito claro que o tal “torcedor nutella” é uma consequência e não a causa da destruição deste esporte.

    Tenho certeza que a grande maioria do povo fanático por futebol prefere uma arquibancada tradicional para torcer de pé, pulando e cantando com um custo acessível para ele ir sempre do que poltronas de teatro que custam o olho da cara. E isso não isenta a necessidade de melhorias em outras reestruturações dos estádios para a segurança dos torcedores.

    Infelizmente, o nível de debate contemporâneo sobre o futebol está muito raso.

    1. “(…) engraçado o autor do texto reclamar no estereótipo de “torcedor nutella” quando associa ostensivamente as festas populares das torcidas de futebol com bagunça. (…)”

      opa, onde foi que vc leu isso?

      pq nesse texto é que não foi

      acho importante não distorcermos as palavras alheias apenas para combater uma ideia q nao concordamos

    2. Muito me admira você vir falar em desonestidade intelectual, Vinicius Bessi!

      Em 2010 o Inter perdeu para o Mazembe e o 2011 o Santos foi humilhado pelo Barcelona como nunca outro sulamericano fora antes desde 1960, e isso tudo foi anterior às tão mal faladas “arenas”. Ou seja, dar a entender que é a tal da “elitização” do nosso futebol que nos faz decair na competitividade internacional é absolutamente lamentável. Aliás, o futebol europeu se tornou isso que é atualmente também graças à tal “elitização”. Mas o principal é a Lei Bosman, obviamente aliada ao princípio de jus sanguinis para obtenção da cidadania europeia, e desconsiderar isso é que é desonestidade intelectual (e da brava!).

      Por “festas populares” você se refere ao que fazem as torcidas organizadas? É só para entender essa sua linguagem imprecisa mesmo.

      Você pode ter certeza (mesmo sem nenhuma pesquisa que apoie) do que quiser, mas o fato é que nosso futebol nunca viu uma regularidade de público tão grande quanto a exibida por Corinthians e Palmeiras desde a inauguração de seus novos estádios.

      Aliás, se você se importasse com a realidade (e não apenas com seus dogmas e princípios ideológicos), poderia perceber que o clube paulistano com pior média de público no campeonato é o único que atua em estádio mais velho; que os dois cariocas com melhor média de público são os dois que atuam nas “novas arenas”, que o Atlético Paranaense e a sua Arena da Baixada têm melhor público do que o Coritiba e seu Couto Pereira, bem como a do Bahia/Fonte Nova é bem maior do que a do Vitória/Barradão. Todos os 10 times de piores médias de público jogam em estádios anteriores “às arenas”. Mas certamente você pode acreditar que tudo isso é coincidência, claro…

    3. Além do senso comum e da desonestidade intelectual falta interpretação de texto.

      Vamos lá dar uma aula básica de interpretação de texto para ver se não acontece mais uma falácia do espantalho aqui nesse debate. A seguir a reprodução na íntegra do segundo parágrafo do meu comentário para fazermos uma análise textual da sua conotação:

      “Segundo, não parece coincidência demais que o período de predominância das arenas como paradigma e o declínio da competitividade internacional dos clube sul-americanos seja o mesmo para que uma coisa não tenha a ver com outra em NENHUMA DIMENSÃO SEQUER?”

      As últimas três palavras indicam que o parágrafo fez uma conjectura de que a consolidação das arenas como paradigma seria UM FATOR responsável pela queda dos times de futebol sul-americanos, NÃO O ÚNICO fator. A queda da competitividade internacional para fora do continente dos clube sul-americanos é um processo complexo com múltiplas determinações, das quais a expulsão das massas populares das sociedades dos países sul-americanos do futebol tem sido considerada, por quem se dedica a pensar essa questão cientificamente, como parcialmente responsável por esse fenômeno. E a constituição das arenas é uma peça fundamental do processo de expulsão dessas massas do futebol.

      “…ao que fazem as torcidas organizadas”, quer linguagem mais imprecisa que essa? Reduzindo a tudo que as torcidas organizadas fazem às violências que boa parte delas provocam. É o mesmo estereótipo elitista colocado pelo autor do texto desta postagem. A festa popular do futebol foi descrita pelo próprio autor do texto se você quiser consultar: torcer de pé, pulando, cantando, estendendo banderões, com sinalizadores e papel picado.

      Sobre seus dois últimos parágrafos: temos um caso claro de individualismo metodológico. Se faz uma seleção arbitrária de uma ou outra parte da realidade para explicar a mesma generalizando os pedaços analisados como todo. Não esperava precisão científico-metodológica mesmo. E, de novo, se não foi desonestidade intelectual, foi outra falta de interpretação de texto absurda. O que propus? Uma pesquisa de comparação de TODO o futebol (tanto brasileiro e sul-americano), e não de um clube ou outro, em um período de longa duração, de décadas. Portanto, comparar as médias de público de todo o futebol profissional das décadas de 70, 80, 90 e dos anos 2000 e 2010, por exemplo, constatar as diferenças e quais os fatores que determinaram esse processo. Isso sim seria uma pesquisa científica que de fato explicaria a realidade, com precisão metodológica de combinação de induções e deduções, coleta e análise de dados sob pressupostos e epistemologias com consistência lógica e factual, não um recorte arbitrário de comparação dos públicos de uma edição única de um campeonato específico num ano específico, abstraindo assim inúmeros fatores espaciais e principalmente temporais de determinação do fenômeno, ou seja, uma análise que como a sua desconsidera o processo de múltiplas determinações e distorcem a realidade olhando para um microscópio sem olhar o que está em volta.

    4. Meu caro, você deu um belo exemplo de como o debate está razo… é tanta, mas tanta bobagem (mal) escrita que fica difícil saber por onde começar.

      1. Evidências que as médias de público gerais no país eram maiores imediatamente antes das arenas e são maiores agora. Lembrando que as médias de público gerais (todos os campeonatos) no Brasil vem caindo sistematicamente desde a década de 1970…

      Também gostaria de evidências que as médias de clube específicas dos clubes que tem arenas (Inter, Corinthians, Grêmio, Palmeiras, Atletico Paranaense) são menores agora q antes das arenas.

      2. “Competitividade internacional dos clubes Brasileiros”? Você está falando do que? Desde quando nossos clubes foram internacionalmente competitivos? O único parâmetro oficial para isso é a Libertadores e nunca dominamos de fato a competição (e independente das arenas, entendo q deveríamos, mas essa é outra discussão). E baseado nessa lógica brilhante, pq a Itália – que tem Estádios horrorosos – não domina o futebol europeu atual?

      3. Que evidência você tem que o tal “torcedor nutella” destrói o q que r que seja no futebol?

      4. O final é aproveitável… mas o problema é muito mais simples… poderíamos simplesmente ter setores de arquibancadas nas Arenas… e, na verdade, algumas já tem. Então, qual o ponto?

  3. Esse texto é pra 2 ou três times do nosso futebol, o texto não retrata a realidade do futebol brasileiro como um todo..
    Espero que o destaque que a ESPN deu ao Fernando, não o tenha contaminado.

  4. Hahaha, eu tava esperando o primeiro q iria dizer aqui nos comentários q era contra a GOURMETIZAÇÃO (eh mole?) do futebol em busca de curtidas fáceis. E não eh q quando abri os comentários não deu outra? 😀 Sobre o texto, parabéns ao colunista por ir contra essa modinha de q tudo antes era melhor e tudo era uma maravilha no futebol brasileiro. Será que esse povo vive no mundo da lua? Eu acho que sim! Eh mto papo furado teórico e pouca aplicação prática das coisas. Criticar por criticar eh fácil e ser demagogo com esse assunto mais ainda. Show de bola!

  5. Excelente texto, Fernando Prado! Cresci vendo boa parte dos jornalistas reclamando que “o torcedor era tratado como gado” e elogiando os carnês europeus, nos quais o torcedor comprava ingressos para o ano inteiro e podia colocar à venda os ingressos para os jogos que não ia querer ver.

    Quando fazemos coisas parecidas, obviamente esses mesmos jornalistas (em geral, bem hipócritas) criticam sem parar o que fazemos, e passam a glorificar o passado. Mesmo com as médias de público comprovadamente mais altas nas novas arenas (bem como o aproveitamento de pontos das equipes mandantes).

    Enfim, vivemos em um pais no qual muita gente (e, infelizmente, várias delas sendo formadoras de opinião) sempre vai entender que estamos errados. Na verdade, querem é lucrar com esse “denuncismo”, a indignação exagerada que acaba servindo para supostamente mostrar o quão virtuosas são. Enfim, um porre.

  6. “Apenas para ilustrar uma ideia, que tal se os organizadores dos campeonatos (as federações estaduais e, em nível nacional, a CBF) se propusessem a encontrar uma maneira de, junto dos clubes e da televisão, reservar, quando possível (respeitados os direitos do sócio torcedor e dos proprietários de cadeiras cativas, que devem sim ser tratados com prioridade), um percentual de ingressos para a camada financeiramente menos privilegiada da população com preços mais acessíveis? Pode não ser o ideal – e nunca será -, mas já seria um avanço.”
    Propor “bom samaritanismo” com o dinheiro dos outros é tão facil… Que tal então a minha proposta: Todos os comentaristas de futebol pagam uma porcentagem dos seus salários para custear a ida dos pobres aos estádios?
    Pô! Aí não né!!!
    Vejam só como o pensamento de esquerda de dispor do dinheiro dos outros está tão entranhado no discurso do brasileiro.
    É muito melhor dar condições para que o pobre não seja mais pobre mas isso é muito mais dificil de fazer né? Aí a solução facil é roubar (ops, desculpa, taxar) o dinheiro de alguem que não eu…

  7. Penso que o estádio de futebol deveria ter setores para todas as classes. Até agora, nenhuma nova arena possui isso. O Atlético Mineiro é o único clube que talvez possa ter um estádio assim, caso seu projeto da nova arena seja aprovada pelo conselho deliberativo em 18 de setembro. O clube mostrou recentemente que a arena vai ter arquibancada com cadeiras para o público médio, área VIP e camarotes para a classe média alta, e arquibancada sem cadeira atrás dos gols para a classe baixa com preços populares. Torço para que este estádio se torne realidade e abra precedentes para os novos que virão

  8. Nunca voltaremos a competir em nível semelhante com qualquer europeu, enquanto a nossa economia for tão abaixo da deles, enquanto nossos jogadores são vendidos daqui para lá a preço de banana e enquanto for mantido o pensamento de que o futebol de verdade só se joga na Europa.

  9. Sim , belos teatros so q caiu o nivel dos artistas
    Ao contrario de 30 anos atraz onde o teatro nao era tao bonito, masnos artistas eram de melhor nível e nao havia tanta exigência, c apresentavam com mais amor, hoje Empresarios etc etc,querem set protagonistas

  10. Não entendo, 80,00 Reais um ingresso para assistir um jogo Ex: Arena Corinthians você assiste sentando ou em pé com uma visão perfeita do gramado sem grades ou alambrado para atrapalhar o jogo, Menos mimimi os times precisam de renda pois os patrocínios no Brasil são baixos as premiações pior ainda, televisão apenas Corinthians e Flamengo recebem uma bolada por causa da Audiência maior,

  11. Elitização do futebol, da saúde, da educação, da música, da informação… qualquer uma delas é péssimo para um país e seu povo, ainda mais na atual conjuntura brasileira.
    É o segundo texto que a página publica e discordo. O problema não é discordância, mas sim o baixo nível dos argumentos: $$$$$. Até parece que é só grana que é o problema dos clubes brasileiros.
    Defender a Elitização é assinar atestado de mercenário.

  12. Colocar preços dos ingressos nas alturas, planos de sócios excludentes e assinaturas de TV a cabo a preços absurdos atrapalham demais se levarmos em conta que assistir ao Barcelona por mês é mais barato que ir ao estádio assistir Figueirense x Oeste pela Série B.

  13. Acho que nunca li tanta baboseira em um texto só. O “conforto” das novas arenas, afastou o povão do estádio. A elitização é um problema sim, futebol deveria ser para todos, mas muitas vezes por conta dos preços praticados nos estádios padrão fifa, a classe mais pobre é afastada do espetáculo. Sem falar de como essas arenas vão contra a cultura de arquibancada do Brasil, onde muitas vezes, ninguém quer assistir o jogo sentado e comendo um lanche, mas sim em pé e torcendo.
    A crítica que deve ser feita a esses “modernos” estádios, é que eles não são democráticos,São feitos para os ricos. Não existe diversidade, não tem um setor o popular, aonde a festa é permitida.

  14. Torcida que compra o cavalinho da globo pra aparecer na TV
    Com seus celular que custam a partir de R$1500,00, óculos Rayban aviador no rosto, mascando chiclete

    Quando a TV da close só aparece gente assim

  15. Fica difícil pro Felipe bastos, o maycon não anda acertando um DOMINIO DE BOLA, nos ultomos5 ou 6 jogos, e o Carille insiste nele e qdo não, Camacho é o 12 jogador não importa quem saia. Mostrar futebol que jeito? Todos os demais tirando Bastos e Marciel na provaram ser fracos !

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