Em Madri, foi preciso suar sangue para parar os virtuoses da bola

Créditos da imagem: LibertadDigital.com

Antes desta partida, por mais que o Atlético de Madri viesse tendo vantagem contra seu maior rival nos últimos confrontos (quatro vitórias e dois empates em 6 partidas), o poderoso Real Madrid era visto como favorito. A equipe colchonera já não repete a campanha da temporada passada, quando conquistou o Campeonato Espanhol e só não se corou campeã europeia por segundos, literalmente.

E o primeiro tempo deu razão a essa visão. O Real é o tipo de time que se impõe dentro e fora de casa, e teve um futebol fluido e um quarteto de meio-campo absolutamente envolvente (deu gosto ver Modrić, Kross, James Rodríguez e Bale, com muita técnica e movimentação), criou muitas chances de gol e deixou o adversário impotente. Os madridistas mereciam ir para o intervalo com uma vitória por um ou dois gols, e o placar inalterado foi graças a apresentações abaixo da média de Cristiano Ronaldo e Benzema, e principalmente à grandiosa atuação do goleiro esloveno Oblak (há tempos não via um goleiro ser tão decisivo).

Mas a etapa final mostrou o caráter especial que o técnico Simeone e os jogadores conseguiram formar neste Atlético. Com outra atitude, o time da casa encaixou a marcação, deixou os campeões europeus e mundiais perdidos, e tomou o controle do jogo. Aos trancos e barrancos, como é sua característica, criou oportunidades e poderia ter vencido a partida, mostrando a todos que os resultados recentes nos clássicos de Madri não são por acaso.

Claro que, em última análise, o empate fora de casa foi bom para o Real Madrid. Por outro lado, basta um gol colchonero para obrigar os rivais a marcarem dois, o que é tarefa dificílima contra esse conjunto de ótimo sistema defensivo (a propósito, Miranda foi ótimo mais uma vez) e notável comprometimento, simbolizado no sangramento do centroavante Mandzukic após choque com Sergio Ramos.

Enfim, eliminatória absolutamente aberta entre um multicampeão cheio de virtuoses da bola e um rival que está acostumado a conseguir seus objetivos a base de muito sacrifício. Mas se é pra sair do muro (o que é muito difícil neste caso), vejo o Atlético de Madri de moral alto para o jogo de volta no Santiago Bernabeu.

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