Entre Ronaldinho e Conca no Fluminense, sou mais o segundo, ídolo genuíno do clube

Créditos da imagem: Montagem/No Ângulo

Encerrada (no fim de 2014) a parceria Fluminense-Unimed, uma das mais comentadas do futebol nacional nos últimos tempos, o discurso da diretoria do clube carioca no começo do corrente ano era de uma “Nova Era”, com diretrizes orçamentárias mais modestas, as quais foram evidenciadas com as liberações – sem qualquer resistência – de alguns jogadores relevantes do elenco do ano passado, como os laterais Bruno, Carlinhos e Chiquinho, o meia Cícero (que, emprestado a um clube do Catar, já retornou ao clube) e o atacante Rafael Sóbis. De se registrar que até as renovações contratuais – que acabaram ocorrendo – dos ídolos Diego Cavalieri e Fred àquela altura não eram 100% certas.

E foi nesse cenário de desmanche que, com pesar, testemunhamos a saída de Conca, um dos maiores ídolos recentes do clube e que foi parar (literalmente) na China. Triste.

Triste por constatar mais uma vez que o nosso futebol é reflexo da nossa economia. E que as perspectivas são… bom, melhor deixar pra lá.

Assim como foi com Robinho, perdemos mais uma estrela para o futebol chinês (!). No entanto, o que causa espécie é que, ao contrário do ex-santista, que optou por sair mesmo tendo uma proposta polpuda em mãos para permanecer, Conca saiu como se fosse um peso, uma carga pesada para o clube pelo qual sempre desfilou um futebol de primeiríssimo nível. Em outras palavras, o Santos queria Robinho, ao passo que o Fluminense parece ter “se livrado” de Conca.

Embora seja difícil digerir que clubes do tamanho de Santos e Fluminense – com milhões de torcedores e um potencial tremendo – não saibam explorar a imagem de seus ídolos, a ponto de segurá-los com eles “se pagando”, seria compreensível (e até elogiável), na atual conjuntura, que os dirigentes adotassem a tão propalada – mas tão pouco vista – política de austeridade em suas administrações.

No entanto, a contratação de Ronaldinho Gaúcho e os altos gastos nela envolvidos, colocam os argumentos da diretoria do Fluminense por terra. Sim, o ex-melhor jogador do mundo foi um dos atletas mais importantes e talentosos de todos os tempos. Mas, a essa altura, o seu baixo rendimento não era difícil de se prever e acredito que não há marketing tão competente que consiga encobrir isso. R10 é hoje um fantasma, uma sombra daquele mágico jogador de outrora. Oras, não teria sido melhor então ter concentrado esforços pela permanência de Conca? E explorar a sua identificação com os torcedores? Sem falar no futebol bastante superior do argentino na atualidade, fato que nesses “combos” de contratações bombásticas por vezes parece ficar em segundo plano.

Entendo que um ídolo “fabricado” precisa desempenhar um bom futebol para se manter bem com a galera, manter a grife e alavancar o número de sócios, de venda de camisas e as finanças da instituição que defende. Foi assim com Ronaldo Fenômeno e Tévez, contratações inegavelmente bem-sucedidas do Corinthians e que fizeram história no clube. Ambos vieram com status de craques e confirmaram essa condição dentro de campo. Logo, o “dentro de campo” fez com que o “fora de campo” fosse um sucesso.

De maneira que entre o fantasmagórico Ronaldinho e Conca no Fluminense, sou mais o segundo, ídolo genuíno do clube e ainda um grande jogador de futebol.

E segue o jogo.

21 comentários em: “Entre Ronaldinho e Conca no Fluminense, sou mais o segundo, ídolo genuíno do clube

  1. Concordo em parte. Desconheço os termos do contrato do Ronaldinho para afirmar se realmente o negócio já se iniciou sendo um fracasso. Além disso, não via no Conca em sua última passagem pelo clube carioca aquele talento todo e poder de decisão que demonstrou anteriormente. Portanto, eu, particularmente, não posso cravar se Ronaldinho ficará na sombra de Conca. Mas, realmente, o assunto rende uma profunda reflexão. Parabéns ao colunista, que na minha opinião, tem como marca registrada publicar colunas com temas que passam despercebidos por nós amantes do futebol. Abç

    1. – Reserva Absoluto no Santos, Reserva Absoluto no Palmeiras, foi pra Europa não ficou nem 1 ano e veio jogar bem agr, Conca Ganhou 4 prêmios em apenas um ano, Esteve as 38 rodadas dentro da seleção do Brasileiro, Maior responsável pelo título de 2010 e toda vez que esteva em campo, era o terror dos Adversários… Aí tu vem me falar de Alan Patrick? Kkkkkkkkk

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