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Erros, subjetividade, sensacionalismo, a vítima e a fênix

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Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

E de repente, em apenas três semanas e quatro rodadas, um Brasileirão que era o mais emocionante dos últimos tempos, tinha oito equipes próximas na classificação, jogos empolgantes, e a maior média de público desde 2009, foi reduzido a um esquema que já teria o campeão encomendado.

Tudo vinha muito bem até que o pênalti erradamente não marcado contra o Corinthians, na partida em que enfrentava o São Paulo no Morumbi, tivesse grande repercussão.

Na rodada seguinte, veio o que seria a confirmação da encomenda: o juiz assinalou corretamente um pênalti para o Corinthians na partida contra o Sport. Decerto muitos gostariam que, ao saber que na rodada anterior um árbitro errou a favor do alvinegro paulista, o juiz Luiz Flavio de Oliveira não marcasse a penalidade máxima que de fato houve.

Pronto, foi o bastante para que tudo passasse a se resumir a “apito amigo corintiano”. Ainda que na partida contra o São Paulo bastante gente tenha achado exagerada a expulsão do zagueiro Felipe, ocorrida antes do lance ignorado do pênalti de Uendel. Será que se fosse para deliberadamente ajudar o alvinegro paulista, o juiz daria o cartão vermelho em um lance subjetivo assim?

Por falar em subjetividade, creio que um fator para tanta polêmica em torno da arbitragem (afora erros grotescos, como o do bandeirinha ao anular o gol de Cícero – que seria o de empate do Fluminense contra o Corinthians) é a necessidade que a mídia tem de “decretar” uma verdade em toda jogada. Por exemplo, no lance marcado como pênalti do goleiro Victor, do Atlético Mineiro, contra o Atlético Paranaense, vejo pessoas jurarem que foi falta, e outras que não houve nada. Para mim é evidente que Victor derrubou o atacante Ewandro, assim como é incontestável que este não alcançaria a bola. Numa situação dessas, como dizer que há uma verdade que não está sujeita a interpretação? Nem toda jogada pode ser comprovada como um impedimento, e acho imaturidade querer fabricar uma verdade onde não há consenso.

E falando no Galo, penso que ele sim é a grande vítima. Foi muito mais prejudicado (e seguidamente) do que qualquer outro foi ajudado. Mas apesar de todos prejuízos, heroicamente continua firme e forte em busca do título. E para quem só fala de Corinthians, hoje o Atlético está apenas um ponto à frente do Grêmio, rival direto que foi beneficiado no confronto entre eles, com a absurda não marcação de um pênalti claro para o Galo, quando o jogo posteriormente vencido pelos gaúchos estava 0 x 0. Qual seria a repercussão se envolvesse o Corinthians? Ainda que de alguns jogos para cá o alvinegro paulista de fato tenha “recebido algumas ajudas” da arbitragem, ele parece ter sido escolhido pelos torcedores rivais para ser o “mordomo da história” e sempre levar a culpa. Assim fica mais fácil não admitir os enormes méritos da equipe de Tite.

É oportuno lembrar que no único grande caso conhecido de manipulação de resultados no Brasil, a “Máfia do Apito” de 2005 – que não beneficiava nenhum time em específico, e sim apostadores -, nada se comentava ou desconfiava das arbitragens antes da divulgação da investigação.

E pra finalizar esse assunto chato, se é para imaginar algo além de ruindade da arbitragem, por que não relacionar essa crise à insatisfação pelo veto dos 0,5% dos direitos de transmissão da TV para a categoria, o que gerou protestos que deram até em ameaça de punição?

Felizmente a emocionante rodada do fim de semana resgatou o foco na disputa desse ótimo campeonato. Teremos um Corinthians x Grêmio de luta pelo título que tem tudo pra ser de tirar o fôlego; a briga pelo G4 só aumenta com os novos candidatos que vêm “passando de passagem”, Flamengo e Santos; e até no Z4 – tirando o Vasco – a coisa anda animada. Nem os reais problemas e o sensacionalismo juntos parecem conseguir deter essa ave fênix.

Palpites da 24ª rodada do Brasileirão 2015
Palpites da 23ª rodada do Brasileirão 2015

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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano é especialista em política urbana. Com formação em gestão do esporte, também encara apaixonadamente o futebol como fenômeno cultural.


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5 respostas para “Erros, subjetividade, sensacionalismo, a vítima e a fênix”

  1. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    O Timinho da Marginal Sem Número (Corinthians) é o Time do APITO AMIGO.

  2. Guilherme Bernoldi lê aí ✌

  3. Muito boa análise. Mas vale ressaltar que na última rodada teve um penalti não marcado para o Vasco segundos antes do Atletico MG fazer o segundo gol. Se o Galo é o mais prejudicado? Aí já não sei, mas sei que estão errando para todos os lados. O Santos mesmo em 3 jogos seguidos foi beneficiado pela arbitragem. Mas e se não fosse o Santos e fosse o Corinthians? Meu amigo.. já sabemos como isso acaba.


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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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