Existe ética no futebol brasileiro?

Créditos da imagem: LANCE!

Assim como na política, que muitos não gostam nem de conversar sobre diante de tamanha falta de credibilidade, no futebol, está igual ou pior. Nada contra as brincadeiras e gozações dos torcedores, que fazem parte do contexto e da essência do esporte, e sem elas não haveria a verdadeira graça do dia seguinte (com a cabeça erguida, para sacanear, ou cabisbaixa, aguardando ser sacaneado).

Quando um produto deixa de ser confiável, o que temos de fazer é deixá-lo de lado. Por essas e outras que a cada dia cresce mais o interesse do torcedor pelo futebol europeu. Grupos são criados em diversas partes do País para acompanhar os jogos semanalmente pela televisão. E tudo é levado muito a sério.

Casos como o do imbróglio Flamengo-Arrascaeta-Cruzeiro -do qual, pasmem, o jogador sairá valorizado (!)- afastam cada vez mais os torcedores de seus clubes, estes que acabam reproduzindo o comportamento de uma Confederação Bagunçada e Feliz (com os próprios ganhos, claro).

Mais uma vez, o que se vê é que os homens que dirigem o futebol brasileiro são “políticos” disfarçados de torcedores, que usam a imagem da instituição somente para benefício próprio.

Ao longo dos anos, temos presenciado fatos lamentáveis. Tudo isso nos faz acreditar que a “ética” passa bem longe do futebol. Os dirigentes têm por dever respeitar a instituição adversária. Esse é um passo importante para o bem comum e a união entre os clubes. O futebol brasileiro estaria em outro patamar se os mandatários deixassem a rivalidade apenas para dentro de campo. O amadorismo continua entranhado nos bastidores da entidade máxima, passando pelas federações, até chegar aos clubes.

Não foi esse o esporte que aprendi a gostar!

Há exceções, claro, mas elas estão cada vez mais raras…

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