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São Paulo? Fernando Diniz e o poder de um trabalho bem feito

FernandoDiniz

Créditos da imagem: espn.uol.com.br

Após a goleada do modesto Audax sobre o gigante São Paulo, por expressivos 4 x 1, Fernando Diniz vem tendo o reconhecimento que merece já há um bom tempo. Comandando um clube sem torcida, que atua em péssimos gramados e com orçamento muito menor do que o de algumas potências da Série A do Brasileirão que ele enfrenta no estadual, mostra um trabalho raríssimo no futebol brasileiro e, por que não dizer, mundial.

O ex-meia de Palmeiras, Corinthians e Santos, entre outros clubes, despontou como treinador em 2013, no mesmo Audax, pelo “tiki-taka” que a equipe de Osasco apresentava. Mas com algumas derrotas, logo passou a ser até ridicularizado por “se meter a querer jogar como o Barcelona em um time pequeno”. Mesmo assim, com muita personalidade e confiança no trabalho, manteve a “filosofia” que vem rendendo frutos novamente.

Agora, mais rodado, chega no mínimo, às semifinais do Campeonato Paulista, tendo eliminado e goleado um dos maiores clubes do mundo, além de vencido o Palmeiras e feito partidas competitivas contra Corinthians e Santos. Está sendo enaltecido como seu trabalho de raro propósito de jogo faz por merecer há tempos. O problema é que não se sabe até quando isso será assim, afinal, basta uma dura derrota nas semifinais – que será contra um dos fortíssimos Corinthians ou Santos – que muita gente já dirá que “ele não é de nada”.

Quantas vezes vemos times pequenos jogando assim? E mais, quantas vezes vemos times grandes jogando assim? Em geral, é difícil ver equipes que pratiquem bom futebol no Brasil, sendo senhoras do jogo, controlando a bola e atuando com consciência. Fico pensando o que Fernando Diniz seria capaz de fazer em uma equipe grande, com melhores jogadores, mais “camisa”, torcida a favor, etc. Se tudo desse certo, poderia conseguir vitórias com muita autoridade.

Entendo que hoje o Fernando Diniz ainda não deveria desembarcar em um dos nossos clubes gigantes. Poderia dar certo, competência não parece faltar, mas, infelizmente, há evidências de que no futebol é necessário que um treinador tenha bastante moral e conquistas para comandar atletas mais renomados. Mas que não consigo entender o porquê de ainda não ter recebido uma oportunidade em um clube tradicional da Série A do Brasileirão, não consigo mesmo. Tomara que após este Paulistão algum clube maior confie e invista no seu trabalho. Além de tudo, acho que todos ficariam extremamente curiosos e a opinião pública seria bem favorável.

Enquanto treinadores competentes como Fernando Diniz e Milton Mendes (que após ir muito bem na Ferroviária e no Atlético Paranaense, agora faz o mesmo no Santa Cruz) aguardam oportunidades melhores, outros nomes continuam merecendo uma atrás da outra, sem nunca terem mostrando um trabalho tão diferenciado e, certamente, recebendo salários muito maiores. Realmente não entendo esse conservadorismo dos gestores (quando se pode chamar assim) dos clubes brasileiros.

E o São Paulo? Bem… este é coadjuvante neste texto, como foi no jogo. O que dizer de uma equipe que venceu apenas 6 dos 16 jogos que fez no fraco (para um gigante do futebol mundial) estadual, não venceu fora de casa e nem clássicos? As atuações são fracas e não passa nenhuma perspectiva de melhora. É basicamente uma questão de conseguir um resultado (provavelmente baseado em Ganso e Calleri, como tem sido neste ano) contra o Strongest, na Bolívia, que garanta sobrevida na Libertadores, ou aproveitar uma eventual eliminação para fazer um balanço do que deve ser feito e aproveitar a folga forçada com vistas ao resto da temporada.

Santos não precisa de Marquinhos Gabriel
Futebol precisa de torcedores, não necessariamente uniformizados

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- possui 164 artigos no No Ângulo.

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano é especialista em política urbana. Com formação em gestão do esporte, também encara apaixonadamente o futebol como fenômeno cultural.


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10 respostas para “São Paulo? Fernando Diniz e o poder de um trabalho bem feito”

  1. Talvez eu o valorize mais pelo que acredita, do que de fato pelo que fez essa equipe jogar. Primeiro porque, apesar da vitória, obtida mais por incompetência do SPFC do que méritos de sua equipe, apresentou uma campanha bastante irregular. Enfim, concordo com o Gabriel, o treinador ainda precisa de um pouco mais de rodagem antes de ambicionar uma carreira em um time maior.

    • Wladimir, concordo que foi mais por demérito do São Paulo! Não creio que o Audax passe pelo Corinthians agora na semifinal. Mas, ao mesmo tempo, também acho que é exigir demais que essa equipe, com os recursos que tem, sem torcida, sem tradição, etc., faça uma grande campanha, quando nem mesmo Palmeiras e São Paulo conseguiram 😉

  2. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    Concordo com absolutamente tudo, muito bom.

  3. Gilberto Maluf (Coluna do Leitor) gilberto maluf disse:

    Muito bom

  4. Por mais técnicos tipo Fernando Diniz, por mais equipes tipo o AUDAX, por um futebol, onde a bola seja prioridade, por menos brucutus e técnicos retranqueiros, eu VOTO SIM.

  1. […] Leia também: São Paulo? Fernando Diniz e o poder de um trabalho bem feito […]

  2. […] errar a derradeira cobrança, a que classificaria o Santos para a final contra o badalado (!) Osasco Audax, de Fernando Diniz, que já enfileirou São Paulo e […]

  3. […] salários, pagos, provavelmente com atraso. E mais, vê repetir goleada pelo mesmo placar, para o Audax, time recém formado, também modesto, como aconteceu por esses […]


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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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