Flamengo age certo: jogador de futebol não é uma profissão igual a sua

Créditos da imagem: UOL

Dia 28 de outubro é o dia do flamenguista. E a data foi comemorada da maneira que o homenageado está acostumado: com muita polêmica. O torcedor rubro-negro acordou com o boato de uma festinha animada com a participação de cinco craques do time, que se confirmou à tarde, após a imprensa noticiar. A comemoração pelo 10º lugar no Brasileirão teria mulheres e bebidas, mas os jogadores dizem que era apenas uma confraternização entre amigos no horário de folga. Puro exercício de retórica, muitas vezes sensacionalista por parte da imprensa, quase sempre suavizada pelos atletas.

Fato é que a diretoria do Flamengo resolveu agir: convocou uma coletiva anunciando multa e afastamento por tempo indeterminado de Pará, Everton, Alan Patrick, Marcelo Cirino e Paulinho (quatro titulares e um reserva atuante). Com o vazamento do caso e o time em má fase, o clube se viu obrigado a tomar uma atitude,  respaldado no contrato de imagem com os jogadores, onde costuma impor cláusulas que punam excessos e casos de repercussão negativa na imprensa.

Apesar do circo desnecessário, pirotecnia para marcar presença em tempos efervescentes de eleição, o Flamengo tomou uma decisão correta. Por mais que jogador de futebol tente, não é possível comparar a profissão deles com as “normais”. Pelo menos não os jogadores de um time de primeira divisão como o rubro-negro carioca.

Isso porque eles recebem a maior parte de seus ganhos através do contrato de imagem. A lógica é simples: o atleta repassa os direitos de uso da sua imagem ao clube, que o recompensa com polpudo valor, muito maior do que o salário na carteira, sem encargos trabalhistas. Em forma de “pagamento por prestação de serviços”, o pacto favorece aos envolvidos. Não há quem reclame.

Ora, se o uso da imagem está cedido ao clube, o atleta deve zelar por ela, pois é dela que vem seu sustento. Ao atrelar seu nome e seu rosto ao Flamengo (e ganhar bem para isso), o jogador tem como obrigação ficar longe de confusões. Mesmo nos dias de folga.

Então, se um advogado participa de uma orgia ou um jornalista enche a cara todo dia, o empregador não tem nada a ver com isso, desde que não atrapalhe seu desempenho. Por falar em desempenho, outra diferença: a ferramenta de trabalho do jogador de futebol é o corpo. Ou seja, a folga pode e deve ser usufruída, mas excessos SEMPRE vão influir negativamente na alta performance. Além da imagem atingida, o atleta prejudica seu próprio instrumento de trabalho.

É exigir demais que atletas, muitas vezes sem estrutura familiar e educação básica, tenham esse tipo de consciência. Se esbaldam com seus ricos e merecidos salários, se perdem nas facilidades de cidades como o Rio de Janeiro (e locais como a Barra da Tijuca).

Cabe então ao clube exercer essa doutrina e, apesar do lado negativo de afastar alguns dos melhores do time, o Flamengo age da forma que deve agir.

Antes tarde do que nunca.

10 comentários em: “Flamengo age certo: jogador de futebol não é uma profissão igual a sua

  1. Queria ver se quando Romario, Edmundo, entre outros que são craques cometiam excessos, se haveria punição. A questão é que nenhum destes que participaram da festinha é craque. Queria ver se algum fosse.

    1. Romario saiu do Flamengo em 99 por ir em uma festa da Uva em Caxias RS.
      Obs: Romario não bebia. 🙂

    1. Ricky, The bicycle you have is great for short bicycle touring adventures. I call it “light to2u1ng.&#82ri; You will want to carry no more than two panniers on your rear rack and bring with you only the bare minimum (toiletries, spare clothes, bike tools, and camp gear). As long as you pack light, you should be okay for a short multi-day bicycle tour. It is when you go on longer bicycle touring expeditions with more weight that the need for a traditional touring bicycle becomes more important.

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