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Flamengo: algumas decepções, muitos diagnósticos e ninguém para resolver

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Créditos da imagem: Gilvan de Souza/Flamengo

Antes de iniciar o tema central desse texto, um breve prefácio:

Acabo de chegar do Maracanã e fiquei triste. Feriado das crianças, dia lindo no Rio de Janeiro, estádio cheio (pelo lado do Flamengo), com muitos pequenos, e um jogo tecnicamente equivalente à segunda divisão (do Chipre, talvez). Em meio a Marins e Del Neros, o esporte favorito do brasileiro agoniza. Mas não desistimos.

Mas vamos lá: um Fla-Flu pobre que terminou em um justo empate e que me levou a uma série de diagnóstico sobre o ano de um dos clubes mais ricos do país.

No futebol, como na vida, o dinheiro não traz felicidade. Mas pode e deve facilitar as coisas.

O ano de 2017 parecia ser o da virada do clube. Após temporadas mornas, focadas na bem-sucedida reestruturação administrativa, chegava a hora do novo Flamengo colher os louros. Se um saco de dinheiro não faz gol, ao menos permite que o clube gastasse com Berrio, Renê, Trauco e Rômulo para disputar lá em cima TODOS os cinco campeonatos que participaria: Estadual, Libertadores, Primeira Liga, Brasileirão e Copa do Brasil.

Faltando dois meses para o fim da temporada, a Libertadores virou Sul-americana, o Carioca foi conquistado como obrigação, a Copa do Brasil ficou no quase e só.

O primeiro diagnóstico para o ano irregular e irrelevante que faz o Rubro-Negro começa lá em janeiro:

ELENCO SUPERESTIMADO

Vá lá, pelo menos uns 15 ou 16 clubes trocariam sem hesitar o elenco com o Flamengo. O time tem, sim, um dos 4 ou 5 melhores plantéis do país. Mas torna-se cada dia mais óbvio que a grife conquistada pelos jogadores não condiz com o que eles apresentam ou apresentavam. Os contratados Renê e Rômulo não vinham de boas temporadas e se destacavam mais pelo histórico – o do volante, no longínquo ano de 2011, no rival Vasco. Os gringos Trauco e Berrio, por mais úteis que possam vir a ser, também nunca foram exatamente grandes jogadores até aqui. E já estavam no Fla jogadores como Rafael Vaz, Márcio Araújo, Gabriel, além dos hablantes Cuellar e Mancuello. Lembram quantos meses (nem falo temporadas) de destaque esses nove jogadores já tiveram? Pois é.

Todos esses continuam jogando esse futebol aí que você, leitor, já viu deles. Ou seja, não grandes coisas.

Mesmo assim, o time tem Rever, Juan, Arão, Diego, Éverton e Guerrero. Uma base de respeito. E bem, o elenco não é exatamente O problema. Só houve uma supervalorização, uma criação de expectativa pelo dinheiro gasto, não pela bola jogada um dia.

E no meio do ano, chegaram contratações de verdade que aumentaram a expectativa: Éverton Ribeiro, Rhodolfo, Geuvânio e Diego Alves. Esses sim, grandes nomes, mas… chegaram tarde. No meio da temporada, pouco antes da troca de treinador, sem Libertadores e Copa do Brasil para disputar. Restou entrarem no Brasileiro, erroneamente desprezado pelo clube, e mesmo que ainda fosse prioridade, já bem distante da liderança de um inesperado Corinthians.

TROCA DE COMANDO

Zé Ricardo teve méritos quando, ainda estagiário, melhorou o insosso e inofensivo time do multicampeão Muricy e o colocou na briga pelo Brasileirão do ano passado. Mas este ano, com um elenco mais recheado, o time piorou e o treinador pareceu ter batido no limite. Precisou ser trocado. Era inevitável que o Flamengo, eliminado na Libertadores e claudicante no Brasileiro, trocasse o técnico por alguém mais experiente.

O problema é que o renomado professor Rueda sequer sabe falar português. Além de ter que aprender a língua, o caminho do Ninho do Urubu, e que na Barra da Tijuca as pessoas não dão bom dia, ainda tem que aprender os macetes da imprensa carioca, dos jogadores brasileiros, do calendário… O colombiano vai precisar de um tempo mais do que o normal de um treinador brasileiro, o que é um feito por si só. E vai precisar conviver com a pressão de quem não está acostumado a rodízio de jogadores ou esquemas mirabolantes, e pior, necessita de títulos de verdade logo.

COMANDO (OU FALTA DELE)

Aqui talvez esteja o principal problema.

O futebol moderno, deste século, criou uma figura que eu particularmente nunca entendi muito bem a função. O diretor-executivo ganha seis dígitos para contratar bem – caso o clube não tenha dinheiro – ou para gastar o dinheiro do clube, caso haja bastante no cofre.

Rodrigo Caetano é o atual do Fla. Profissional gabaritado, sério, competente e reconhecido no mercado, tem no currículo dois acessos com Grêmio e Vasco, quando montou os elencos vitoriosos… da Segunda Divisão. Aparentemente, isso bastou – ao lado de alguns cursos da Fifa, Uefa, e diplomas diversos.

É ele o cara que viaja até a Rússia ou ao Oriente Médio para contratar alguém por alguns milhões, ficar atento ao mercado para ver jogador sem contrato, negociar com outros diretores e é isso. Uma baita profissão, que, ao que consta, não é pra qualquer um. Será?

De qualquer forma, não é ele quem escala, ou treina, ou dá preleção. É dele o mérito de “montar”, entre aspas mesmo, o elenco do Flamengo, considerado um dos melhores do país. Quem montou, na verdade, foi o dinheiro que hoje o clube, antes falido, tem. Mas ok.

E Mozer? Faz o que o ex-zagueiraço? O gerente de futebol antigamente era esse cara que o Rodrigo Caetano era, não? Ou era supervirsor o nome? Ou diretor? Enfim, Mozer tá ali para, segundo dizem, “fazer o meio-campo entre jogadores e diretoria”. Se o jogador precisa de alguma coisa do clube, é ele quem leva a demanda para os engravatados.

Você sabe o que um jogador de, em média, 25 anos, que ganha, também em média, 100 mil reais, precisa de um clube? Também não sei.

É o gerente que leva a demanda da diretoria para os jogadores também? Porque se for isso, aí sim, torna-se uma profissão importante. Quero crer que a diretoria do clube tenha muitas coisas a tratar com o estelar elenco rubro-negro.

O Flamengo ainda tem o estatutário vice-presidente de futebol. Não remunerado, o cargo é político, para aquele correligionário do presidente ganhar seus minutos de fama. Mas o cargo é ocupado pelo próprio presidente, que não precisa fazer média com ninguém, afinal, conseguiu colocar o clube num patamar administrativo impensável e, por isso, navega (até aqui) sem grandes oposições. A bomba, que era do investigado Flávio Godinho em fevereiro, agora é de Ricardo Lomba, em outubro. Como se diz no mundo corporativo: um gap e tanto, não?

Ao lado de Bandeira, o clube tem um CEO. Isso mesmo, um Chief Executive Officer, ou diretor-geral, que nas empresas do mundo capitalista costuma ser traduzido por presidente, mas no Flamengo é um cara que ganha seus milhares de reais para arrumar o clube todo, do papel higiênico do banheiro da piscina até ao salário do capitão Réver. Juro: nunca imaginei que o Flamengo pudesse ter um CEO. Espero que isso ajude.

O CEO do Flamengo é Fred Luz, que não entende nada de futebol, segundo dizem. Relaxa, Fred. Ninguém entende de futebol. Entender de futebol é prática, tentativa e erro, conversas, uma dose de sorte, quem sabe um ou outro curso e olhe lá. E talvez o Fred não precise nem saber de futebol, carro-chefe de um clube de regatas, com esporte olímpico tradicional e muitas outras coisas a tratar. Mas, é bom registar: não sei o que faz um CEO num clube de futebol. E você, leitor, seja sincero: também não sabe.

O fato é que o Flamengo reúne isso tudo: vários caciques incertos de suas funções para índios conformados.

Afinal, o clube ganha centenas de milhões, contrata jogadores valiosíssimos, mas faz um ano pior que o de rivais como o Atlético Paranaense, bem mais pobre e que, como se sabe, tem um dono, um homem-forte, um cara que toma as decisões, à moda antiga, essa coisa bem anos 1990. Mas que eliminou o Flamengo da Libertadores.

Os diagnósticos são esses. Recomendo que esses todos diretores, gerentes, ceo’s, vices e presidente, levem para alguém que entenda para resolver esses sintomas. Porque nem eles, nem a comissão e nem os jogadores parecem ter competência para resolver o problema do atual Flamengo: ganhar.

Que Palmeiras é esse? E Cuca caiu...
Eliminatórias acabaram. Ufa!!! Acabou a temporada de abobrinhas sobre Messi

Escrito por:

- possui 71 artigos no No Ângulo.

Carioca, graduado em Direito e universitário de Jornalismo. Mas antes de tudo, um opinólogo profissional, cronista do cotidiano, comentarista do dia a dia e palpiteiro da rotina.

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7 respostas para “Flamengo: algumas decepções, muitos diagnósticos e ninguém para resolver”

  1. Isso se chama time q se acha de mas ai quando chega dentro de campo não joga nada aí tome decpecao

  2. Excelente análise, Caio Bellandi! Eu acho que é como se o Flamengo tivesse passado a acreditar cegamente em um tecnicismo que “fatalmente vai levar aos títulos”. É claro que no futebol a linha entre o sucesso e o fracasso é muito tênue, por detalhes não ganhou a Copa do Brasil, por exemplo. Mas acho que falta lá atualmente o que sempre foi a cara do Flamengo: paixão (ou tesão)!

    É como se tudo fosse vir naturalmente, afinal, “o trabalho é melhor”…

  3. Mandou bem Caio César Bellandi

  4. Realmente o jogo foi Horrivél.

  5. É uma vergonha conheço jogadores amadores que pagam frete pra jogar pelos seus times e coloca os pés debaixo de chuteira sem medo sem ganhar um centavo ainda na segunda feira vão trabalhar no pesado agora esses dai ganham mundos e fundos entram em campo parecendo umas moças tô falando isso prq pareco que sou torcedor desse time tenho vergonha de flr que sou .

  6. Definitivamente: assistir os jogos do Flamengo é puro masoquismo!

  7. O Zé Ricardo tá mostrando que era solução e não problema!!!!!!!!!!!!!


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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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