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Foram-se os talentos, ficaram as cervejas

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Créditos da imagem: globoesporte.com

Títulos chamativos são uma especialidade do jornalismo atual. Mas não quero enveredar por esse caminho, pretendo mesmo é falar sobre compensações. Ou como nem tudo está perdido, mesmo depois da Copa América.

Divago sob seis graus na aconchegante Gramado, com sensação térmica de metade disso, abrigada no bar do hotel, depois de um vento gelado que encurtou o passeio.

Aguardo o começo do jogo entre Argentina e Chile, final da Copa América. Até os garçons torcem pela equipe chilena, mas sem imaginar que a Argentina seria neutralizada e não exibiria o mesmo talento e fascínio que apresentou contra o Paraguai, que eliminou o Brasil. O Chile seria o campeão.

Título merecido dos anfitriões, mas que me leva a criar uma analogia que serve para vários momentos, inclusive para este momento da Seleção Brasileira de futebol.

Sabe quando finalmente terminamos um relacionamento depois de muita expectativa frustrada e uma mala de decepções? Pois é, já conformada e pensando longe, a criatura volta e pede outra chance. Porque te ama de verdade e quer mostrar (será?) aquele lado ou talento que você não enxergou em meses, porque você pode estar desperdiçando algo que pode dar certo e etc e tal?

Contrariando sua natureza sábia, o amarelo piscante e o grilo falante na sua cabeça, ou o famigerado sexto sentido, você sucumbe e dá outra chance, mesmo sabendo que não vai dar certo. E, claro, não dá certo!

É como vejo a nossa Seleção Brasileira: nova chance para o Dunga? Gilmar Rinaldi? Para a CBF? É óbvio que não ia dar certo! Como não deu… E caminhando dessa forma, com os mesmos personagens, não vai dar!

Enfim, queria mesmo lá no início falar sobre as compensações da vida e aqui no frio da serra divago sobre isso sorvendo uma das maravilhosas cervejas artesanais que surgiram no país e se espalham pelo Brasil todo, aguçando paladares e alegrando noitadas e amizades.

Penso naquela descoberta recente da cerveja preta com aroma e perfume de chocolate que é fantástica e penso que nem tudo está perdido. Foram-se os jogadores talentosos e ficaram as cervejas artesanais para alegrar os finais de semana. São as compensações.

Mas sempre tem um Brasileirão para alegrar a torcida. Ou uma derrota da Argentina.

Enfim…

Para o bem deles e da Seleção Brasileira, Thiago Silva e David Luiz deveriam ficar fora das próximas convocações
Palpites da 11ª rodada do Brasileirão 2015

Escrito por:

- possui 27 artigos no No Ângulo.

Jornalista formada pela PUC-RS, essa gaúcha nascida em Passo Fundo e residente em Porto Alegre é especialista em Meio Ambiente, tem interesse por política e gosta de transitar e dar os seus pitacos sobre diferentes temas. Uma romântica do futebol, busca analisar as sutilezas do esporte bretão.

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Um comentário para “Foram-se os talentos, ficaram as cervejas”

  1. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    Que belo texto!

    E realmente, do jeito que as coisas (não) estão caminhando, devemos sofrer muito ainda com a nossa seleção…


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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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