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“Fúria Andreense” – O surgimento de uma torcida no ABC Paulista

asmilcamisas.com.br

Créditos da imagem: asmilcamisas.com.br

Muitos torcedores do Ramalhão estão dando os parabéns para a torcida “Fúria Andreense” neste dia 21 de outubro, data em que ela completa 15 anos de apoio ao Esporte Clube Santo André. Justo! Mas é preciso destacar como se deu esse momento, desde quando surgiu a ideia e quais foram os passos para que o sonho se tornasse possível.

O Santo André estava disputando o Campeonato Paulista da Série A-2 de 2000. Depois de uma primeira fase um pouco complicada, o time se classificou e chegou às semifinais contra o então Etti-Jundiaí (atual Paulista de Jundiaí). Foram duas partidas, a primeira disputada na casa do adversário (com vitória do Galo da Japi por 1×0) e a segunda no dia 09 de Julho de 2000, no estádio Bruno José Daniel, esse dia o marco inicial da torcida.

O clima durante a semana toda na cidade era de muita ansiedade para a partida de volta, cerca de 15 mil torcedores compareceram ao estádio naquele domingo pela manhã, o Ramalhão dominou boa parte do jogo, vencendo até os 40 minutos do segundo tempo, quando numa bola levantada na área sofreria o gol de empate (e da eliminação). Naquele momento, a frustração era enorme, ainda mais que a grande final seria contra o maior rival regional, o São Caetano.

Mesmo com toda a presença do torcedor, algo incomodou e muito durante todo o jogo, o fato do então presidente do Esporte Clube Santo André, Jairo Aparecido Livólis (a oligarquia continua até hoje no clube, que tem o mesmo presidente depois de 15 longos anos) ter contratado uma fanfarra (isso mesmo!) para animar os torcedores com seus instrumentos, a famosa “Torcida brasileira – Equipe Dartagnan”. Absolutamente nada contra o trabalho dos músicos, mas era difícil digerir o fato de que a própria diretoria do clube, a própria torcida, com mais de 15 mil torcedores no estádio, não tinham uma representatividade, uma identidade própria.

Foi aí que após o apito final do jogo, em meio às lágrimas da derrota, junto com dois amigos que estavam presentes no Brunão – Júlio César e o Juliano César -, decidimos fundar uma torcida organizada para o Esporte Clube Santo André!

Dali iniciamos um simples planejamento: tínhamos que ter um nome, uma frase, e buscar os primeiros associados e associadas para a nossa entidade.

Eram duas as opções de nome: FAI (Força Andreense Independente) e TOFA (Torcida Organizada Fúria Andreense). Ficamos com a segunda e, assim, no dia 21 de outubro de 2000, era fundada a nova torcida organizada do Ramalhão.

O passo seguinte era decidir a frase a ser adotada pela entidade. Escolhemos algo que pudesse representar o clube a cidade: “Orgulho de ser Andreense”. Posteriormente, através de uma rifa que vendemos aos nossos familiares e vizinhos no Parque Capuava, compramos o tecido e confeccionamos nossa primeira faixa, um grande motivo de orgulho a todos, aquele pedaço de tecido com as letras pintadas em látex representava muito para nós, afinal era nosso primeiro patrimônio.

Dali em diante, a “Fúria Andreense” seguiu firme a sua trajetória de apoio ao Esporte Clube Santo André e de participação ativa na cidade. Em pouco tempo se tornou a maior torcida do time e da região. Fez a diferença em muitos momentos da história do clube, como o acesso à elite do futebol paulista em 2001, o título da Taça São Paulo de 2003, o título da Copa do Brasil de 2004, os acessos para a elite do Paulista e Nacional em 2008, além da participação nos desfiles de carnaval na cidade de Santo André.

Pessoalmente, desde setembro de 2013 não faço mais parte da entidade. Foram 13 anos seguidos de dedicação à frente da torcida, sempre com muito desprendimento e empenho. Nesta data festiva pelos seus 15 anos de existência, parabenizo a entidade, seus membros, e todos que um dia fizeram parte desta gloriosa agremiação.

Parabéns, “Fúria Andreense”! A chama, furiosa, jamais se apagará!

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Palpites das semifinais da Copa do Brasil

Escrito por:

- possui 2 artigos no No Ângulo.

Renato Ramos é Andreense de alma, coração e nascimento, fundador da torcida "Fúria Andreense", e atualmente Presidente da "Associação Sou Andreense", além de Diretor Cultural da UESA (União das Escolas de Samba de Santo André) e Vice-Presidente da Associação Esportiva Araguaia.

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2 respostas para ““Fúria Andreense” – O surgimento de uma torcida no ABC Paulista”

  1. Botafguense disse:

    Parabéns Renatinho, e a todos os irmãos de Santo André que sempre tiveram do lado da FFT e do Fogão, um grande orgulho da amizade pessoal de vocês, mesmo nossa entidade não sendo mais aliada da Fúria Andreense.

  2. Gui disse:

    Fui da TFA nos primeiros 5 anos, o Renato sempre se empenhou e muito para as coisas acontecerem, fico feliz de depois de tantos anos ele seguir nessa luta pelo clube da nossa cidade, eu já não moro mais no ABC, mas sempre acompanho as coisas pela internet, força Ramalhão!


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